Criei este Blog para minha Mãe Cigana Rainha do Oriente, sendo uma forma de homenageá-la, bem como postar assuntos atuais e de caráter edificante, lindas mensagens, poesias de luz, também aqui brindemos á amizade verdadeira e elevemos o principal em nós ou seja a essência Divina, Deus e a Espiritualidade em geral.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

PLANTAS DE PODER:


O que são as Plantas de Poder As Plantas de Poder são "Portais" em forma de vegetais criadas e mantidas pelos Espíritos

As Plantas de Poder são "Portais" em forma de vegetais criadas e mantidas pelos "Aliados" ou Espíritos de Poder, com a finalidade de servir aos Homens verdadeiramente escolhidos por eles, conhecidos como "Xamãs". Através delas é que os Xamãs conseguem penetrar nos Reinos do desconhecido, para receber as mensagens dos deuses. Elas existem justamente para o Homem vencer a morte, recebendo a mensagem dos deuses, e curando diversas doenças conhecidas ou estranhas. Curiosamente, elas nascem em locais estabelecidos como Sagrados que, também, são Locais de Poder. São Locais fortemente atingidos pelos Raios Cósmicos. Então, estes vegetais, assim como os "elementais" das mesmas, recebem toda energia necessária para a elaboração de substâncias especiais.

Existem muitas Plantas de Poder e vamos citar as mais conhecidas. "Antes, quero avisar enfaticamente que não estou incitando as pessoas ao uso de substâncias psicoativas". Vamos, então, às plantas de poder:





Banisteriopsis caapi (Jagube)
É conhecida com vários nomes: caapi, jagube, mariri, cadána, natema, nepê, nepi, yajé, yagê e pinde. Já o nome "Ayahuasca" significa liana ou cipó dos espíritos, dos sonhos, da morte, do homem morto: aya (espírito) e huasca (liana, cipó). Esta plana é normalmente encontrada entre os Rios Negro e Orenoco, no Amazonas e sopé oriental da cordilheira dos Andes, inclusive na região noroeste do Brasil. A "Serpente" , animal chtoniano e que também é um símbolo fálico, é presença constante nas visões provocadas pelo caapi. Os Xamãs sabem que a ayahuasca, quando bem empregada, atualiza a Energia Kundalini e ajuda a despertar poderes como a clarividência, telepatia (o alcalóide da planta foi chamado de telepatina) e viagem astral. Quem a bebe, realmente sai em corpo astral e viaja através dele. No início, para sair em corpo astral, a bebida mágica é necessária; mas, depois, o poder fica adquirido permanentemente. Estudos mais recentes revelaram que os princípios ativos da planta, além da "harmina", eram a "harmalina (3-4-diidroharmina) e a d-tetraidroharmina, estas duas últimas responsáveis pelos princípios psicoativos, que são muito baixos na primeira. As susbstâncias ativas desta planta trepadeira encontram-se no interior dos caules acabados de cortar. São elas que dão poder a famosa bebida chamada Ayahuasca. A Banisteriopsis caapi atua como inibidor da MAO. Isto significa que impede que certos elementos químicos sejam destruídos pelo cérebro humano, tais como a psilocibina dos cogumelos mágicos e o DMT das plantas mimosa hostilis e psychotria viridis. Entendeu? Sem o Caapi, nada feito! Por isso o banisteriopsis caapi intensifica o efeito da psychotria viridis e torna o DMT efetivo. "A combinação de um inibidor da MAO com uma planta que contenha DMT denomina-se comumente por "Ayahuasca". Creio que agora muita confusão, a respeito destes nomes, foram desfeitas.

"Ourinhos vine" é uma variedade muito poderosa usada na maioria das cerimónias oficiais das igrejas brasileiras de Santo Daime, União do Vegetal e Barquinha. Segundo informações, a variedade "Trueno" causa uma sensação de purificação muito intensa e outros efeitos físicos comoventes. O banisteriopsis caapi isolado não produz o efeito desejado, mas quando é combinado com a psychotria viridis ou DMT ele entra em ação. O indivíduo, após ingerir a ayahuasca, sente náuseas e também pode sentir vontade de vomitar, o que dizem que é uma purificação do organismo. Depois de 45 a 60 minutos o indivíduo sente um êxtase religioso e as primeiras visões começarão. Cores intensas, flores, fogos de artifício e formações de mandalas, entrada em mundos selvagens habitados por animais exóticos, antepassados e deuses. As pessoas descrevem vôos extraordinários que, certamente, é a saída em corpo astral.



Psychotria viridis (Chacrona)
A psychotria viridis (mais conhecida como "Chacrona") é uma planta alucinogénia da América do Sul. Está diretamente relacionada com a planta do café, e contém N,N-DMT que é usada para preparar a poção de ayahuasca. Quem diria que o Café tem um parente tão misterioso e poderoso? Do ponto de vista legal, a DMT, substância presente na folha deste arbusto que compõe a ayahuasca, foi proibida pela Convenção sobre Substâncias Psicotrópicas da ONU, firmada em Viena em 1971, da qual o Brasil é signatário. No entanto, temos uma situação particular, pois houve a compreensão, por parte do governo brasileiro, de que as práticas ayahuasqueiras fazem parte da “cultura amazônica”. O banisteriopsis caapi intensifica o efeito da psychotria viridis e torna o DMT efetivo.



Mimosa hostilis (Jurema preta)
Também conhecida como "jurema preta", é uma planta natural do Brasil. O alcalóide ativo na mimosa é o N,N-DMT, que é similar ao LSD, mas mais intenso. Normalmente quando ingerido o DMT não tem qualquer efeito, mas combinando mimosa hostilis com um inibidor da MAO como o peganum harmala (arrua siriana) ou o banisteriopsis caapi, podes então preparar a ayahuasca, a poção mágica que permite experiências intensas. Este é o segredo das "bebidas mágicas"! A raiz da árvore da mimosa também é usada como remédio para problemas de pele e feridas tais como queimaduras, e é usada comercialmente em produtos para o rejuvenescimento da pele e do cabelo. Estudos indicam que de fato possui qualidades úteis. A raiz é rica em taninos, saponinas, alcalóides, lípidos, fitosteroles, glicosídeos, xilose, ramnose, arabinose e lupeol.



Diplopterys cabrerana (Chaliponga)
A chaliponga cresce na baixada amazónica, e a planta tem sido colhida apenas no Sul da Colômbia e da Venezuela, a Este do Equador, Norte do Perú e Oeste brasileiro. É também conhecida pelo seu nome latim, diplopterys cabrerana, pelo seu nome latim anterior, banisteriopsis rusbyana e muitos outros nomes nativos tais como chagropanga, oco-yagè, yaco-ayahuasco, yageúco. É normalmente cultivada pelos Xamãs para uso na preparação da ayahuasca, a qual pode ser obtida com qualquer combinação de um "inibidor da enzima de MAO" e uma planta que contenha DMT. A diplopterys cabrerana produz DMT nas suas folhas, em alta concentração. O conteúdo alcalóide da chaliponga pode ser 5 a 10 vezes maior que o da chacrona (psychotria viridis) e algumas tribos, tais como os Harakmbet, acreditam que uma pessoa deve "passar" à ayahuasca com chaliponga apenas após quatro ou cinco experiências de ayahuasca preparada com chacrona. Na Colômbia, coze-se uma mistura de banisteriopsis caapi e folhas de chaliponga, conhecida como biaxíi. Outras tribos também usam a chaliponga nas poções de ayahuasca como fonte de N,N-DMT.



Peganum harmala (Arruda da Siria)
Peganum harmala também é conhecido como "arruda siriana". Contém alcalóides de harmala, tais como harmina, harmalina e tetafidroharmina, e atua como inibidor da MAO. Isto significa que impede certos elementos químicos de serem destruídos pelo cérebro humano, tais como a psilocibina dos cogumelos mágicos, e o DMT em plantas como a mimosa hostilis e a psychotria viridis. Assim, o peganum harmala intensifica o efeito dos cogumelos e do DMT. A mistura de um inibidor da MAO e de uma planta que contenha DMT é geralmente conhecida como ayahuasca. O peganum harmala isolado não dá uma experiência agradável ou interessante, mas quando misturado com cogumelos ou DMT a experiência fica intensa. Sentirá náuseas e se tiver vontade de vomitar, não prenda. Não tente combater a vontade. Depois de 45 a 60 minutos experimentará um êxtase religioso e as primeiras visões começarão. O que vem nas visões podem ser mandalas, encontro com deuses, antepassados, animais exóticos e uma possível viagem astral. A viagem astral se caracteriza por uma elevação do ser, no ambiente em que se encontra tendo assim uma visão mais ampla, e depois um deslocamento, ou um vôo, para lugares conhecidos, desconhecidos e mesmo de Poder. Come-se de 3 a 5 gramas de sementes de peganum harmala com o estômago vazio, 15 minutos antes de tomar uma planta que contenha DMT, tal como a mimosa hostilis, a psychotria viridis ou a phalaris arundinacea. Também se ferve 3 a 5 gramas de peganum harmala por 15 minutos em fogo muito brando. Filtra e bebe o extrato de estômago vazio. As Plantas de Poder sempre devem ser ingeridas com o estômago vazio.



Phalaris Arundinacea (Falaris)
A falaris (phalaris arundinacea) contém alcalóides como o N,N-DMT, MMT, 5-MeO-DMT. É uma planta perene que cresce até uma altura de 1.5m e uma largura de 0.5 m. O seu caule é ereto, robusto e liso; as suas folhas são compridas e achatadas, com uma largura de 2cm e em forma de cana, e as suas flores são verde-pálido ou arroxeadas, ocorrem em terminais paniculares, e aparecem no Verão. Nativa da Europa e da América do Norte, esta planta prefere solos húmidos e molhados tais como pântanos ou as margens de pequenos lagos e rios, e é resistente à geada mas sensível à aridez. A sua propagação processa-se por semente ou divisão. É auto estéril e são necessárias pelo menos duas plantas nascidas de diferentes sementes para se dar a polinização. A farmacologia da falaris arundinacea varia grandemente. De um modo geral estão presentes os alcalóides DMT, MMT, 5-MeO-DMT e gramina. Gramina é bastante tóxico e pode ser responsável pela maioria dos efeitos intoxicantes possíveis pela ingestão de falaris. Todas as espécies de falaris podem ser induzidas a produzir mais alcalóides através de pressão. Esta pode ser em forma de desbastamento, ou privação de sol ou água, e deve ser aplicada uma ou duas semanas antes de se retirarem amostras. Uso As sementes são para cultivo apenas e não para consumo. É feito um extrato das folhas. Em combinação com peganum harmala, tem efeitos visionários e pode ser bebido como substituto da ayahuasca.



Anadenanthera peregrina (Sementes de yopo)
As sementes da árvore de yopo (Anadenanthera peregrina) são uma fonte natural de 5-MEO-DMT. O pó de yopo foi usado tradicionalmente durante séculos pelas tribos índias da América do Sul, como substância para cheirar que induzia estados de transe e visões, e para comunicar com os espíritos. Esta comunicação permitia às tribos fazerem previsões. Ao cheirar o pó das sementes, os efeitos começam em 5 minutos e demoraram 30 a 45 minutos. Pequenas doses de yopo (2-3 sementes) causam uma euforia ligeira e alucinações menores (de olhos fechados). Doses mais altas (4-5 sementess) provocam euforia, alucinações fortes e perda do controlo sob o corpo. Cal comestível em pó pode ser juntada ao pó das sementes de yopo para tornar o efeito mais forte. 1 grama de cal comestível está incluído por cada 10 gramas de yopo. Torra cinco sementes a seco numa panela fechada até que estas estalem como pipocas. Não deixe que se queimem! Depois tritura as sementes até ficarem em pó; então, este pó pode ser cheirado. Juntar cal comestível ao pó aumenta fortemente as alucinações visuais. Usa 1 grama de cal por cada 10 gramas de pó de yopo (há entre 40 a 50 sementes em 10 gramas de pó de yopo). A cal comestível tem muitos nomes tais como "cal de conserva" ou "cal hidratada". É usada para conservar vegetais (pickles). Nas lojas indianas vende-se sob o nome de "chuna", como ingrediente para mastigar noz de betel. O nome químico é hidróxido de cálcio (Ca-H2-O2). Uma boa proporção de pó de yopo para cal é de 10:1.



Desmanthus Illinoensis (illinois)
Esta flor do Illinois (desmanthus illinoensis) adquiriu o seu nome devido à sua florescência em forma de uma bola com várias flores pequenas. Esta planta pertence à família da mimosa e é original das pradarias norte-americanas. Por isso, por vezes também é chamada de mimosa da pradaria. A planta prefere solos mal nutridos devido às suas raízes albergarem bactérias que fixam nitrogénio. A casca da raiz da desmanthus illinois contém níveis muito altos de N,N-DMT, e a planta é considerada o ingrediente mais potente utilizado na preparação da ayahuasca. Como o DMT não se torna ativo de forma oral, não é possível obter efeitos comendo a planta. É necessário extrair o DMT da planta, sendo depois o modo de consumo mais comum aquecê-lo num cachimbo e inalar os vapores. Misturando a flor do Illinois com um inibidor da enzima de MAO, pode preparar-se ayahuasca, a poção xamãnica que proporciona uma experiência psicoactiva muito intensa. Ainda estão em desenvolvimento estudos sobre que ervas (e que quantidades) combinam melhor com a desmanthus illinois. As folhas desta planta são conhecidas por serem comestíveis e bastante nutritivas, assim como muito ricas em proteína. Os índios Pawnee inventaram uma decoção das folhas para uso externo e alívio da comichão na pele. Esta tribo também usava as vagens das sementes como chocalhos para as suas crianças, que imitavam com eles as danças tradicionais dos adultos. Os índios Moapa Paiute usavam 5 sementes para tratarem conjuntivites crónicas, colocando as sementes no olho da pessoa afectada durante a noite, e expelindo-as com água limpa na manhã seguinte. Outros nativos americanos usavam a erva para aliviar os sintomas das constipações e gripes.



Virola surinamensis (Parica)
A virola pertence à família da myristicaceae, ou noz moscada. Pelo menos uma dúzia de espécies de virola são fumadas ou cheiradas devido aos seus efeitos alucinógenos. Um nome popular dado a esta droga é "ucuúba", enquanto que muitas tribos amazónicas lhe chamam "parica". Todavia, é apenas no oeste amazónico e nas partes adjacentes da bacia de Orinoco que este género tem sido usado como fonte sagrada para preparos inebriantes. Tribos índias como os Bora e os Witoto, engolem bolinhas feitas da pasta resinosa da virola surinamensis. Estudos recentes mostram que esta é usada juntamente com muitas outras espécies de virola, cheirada também para efeitos narcóticos. Esta prática espalhou-se entre muitas tribos índias da Amazónia colombiana, na baía mais acima de Orinoco da Colômbia e da Venezuela, no Rio Negro, e noutras áreas da Amazónia ocidental brasileira. Normalmente referem-se à acção de cheirar como "Epana", "Ebená", "Nyakwana", ou alguma variante destes termos. Ao contrário dos índios colombianos, entre os quais o uso por cheiro é normalmente limitado aos xamãs, outras tribos podem usar a droga quase diariamente. Os homens acima dos treze ou quatorze anos podem participar. O alucinógeno é frequentemente fumado em quantidades assustadoramente excessivas e, pelo menos uma vez por ano, continuamente numa cerimónia que dura dois a três dias. De modo a preparar o cheiro, as raízes exteriores e interiores da árvore são retiradas, e um líquido é espremido das raspas e cozido até formar uma espécie de resina espessa. A resina deixa-se secar para uso posterior, e por vezes é misturada com extratos de outras plantas. Os índios Bora, Muinane, e Huitoto da Amazónia, Colômbia e Perú, não cheiram a virola, mas comem-na. Eles ingerem pequenas bolinhas ou comprimidos feitos da resina para induzir uma intoxicação durante a qual os curandeiros falam com "as pessoas pequenas". Lascas finas da raiz precisam de ser cozidas durante uma hora ou mais, mexendo constantemente para produzir uma pasta espessa que depois é enrolada cuidadosamente em bolinhas e coberta com uma cinza alcalina (oxalato de cálcio). É dito que a viagem xamãnica por cheiro tem efeitos muito intensos. A virola surinamensis é muito popular no tratamento do reumatismo, artrites, dores de estômago causadas por gases, e dispepsia (Rodriguez 1975). Lucent (1947) relata que a raiz cozida é usada para esterilizar feridas e ajudar na recuperação. A sua gordura, misturada com extracto de camupu (physalis sp), é usada para tratar hemorróides (Rodriguez 1975). Os agentes alucinógenos activos são o 5-etoxi-N,a N-dimetilpritmamina e outras triptaminas, todas poderosos alucinógénios. Esta variedade de virola é ainda usada como mistura para a poção de ayahuasca, devido à sua grande quantidade de triptaminas. As quantidades exatas e por conseguinte as sugestões de dosagem são ainda desconhecidas. Os efeitos e contra efeitos variam dependendo da espécie usada, da dosagem, e da concentração da droga. Em geral, há uma excitação inicial, seguida pela sensação de adormecimento e formigueiros em várias partes do corpo, perda de coordenação somática, náuseas, alucinações visuais e, finalmente, um sono profundo.



Lophophora williamsii (Cacto Peiote)
O pequeno cacto peiote sem espinhos (Lophophora williamsii) tem origem no sul do Texas e norte do México. Esta planta é um sacramento religioso de grande importância em muitas culturas da América Central e do Norte. No México, o cacto é vendido como medicamento contra a cegueira, febres e muitas outras enfermidades. O ingrediente psicoactivo mais importante do peiote é a mescalina. Geralmente, leva algum tempo até a mescalina começar a fazer efeito, mas depois o efeito pode durar bastante. A mescalina pode lembrar o LSD-25, mas é mais suave e agradável.

Os alcalóides activos do cacto peiote são:
• mescalina (3,4,5- trimetoxi-B-fenetilamina)
• n-metilmescalina
• n-acetilmescalina
• lofoforina
• tiramina
• hordinenina
• analaninina
• analonidina
• pelotina
• o-metilanalonidina

Você pode viajar pelo tempo e pelo espaço, ou se comunicar com o seu próprio espírito. O efeito do peiote é mais forte que o do São Pedro, por isso a náusea inicial também é pior. Pode durar 6 a 12 horas.

O Xamã pode ingerir de 6 a 8 cactos de 2-3 anos de idade. Quanto maior e mais velho for o cacto, mais mescalina contém. O modo de consumo tradicional é comer o cacto. Tem um sabor muito amargo! Também se come a raiz. Mastiga-se durante muito tempo, porque a saliva ativa a mescalina. o indivíduo, então, se senti um pouco enjoado antes do efeito começar. Outra maneira de consumir o cacto peiote é cortá-lo em pedaços pequenos e cozê-los por meia hora. Bebe-se, então, o líquido como se fosse chá.

Usa-se, também, um método de secagem que consiste em deixar os pedaços dentro de um forno aberto à temperatura de 50º C, durante quatro a cinco horas. Depois, se come os pedaços secos. Este processo aumenta o poder da mescalina e diminui a quantidade de peiotes que se deve ingerir. Mesmo assim, tenha cuidado com este método!

Este cacto para crescer bem precisa de luz solar e pouca água.



Trichocereus Pachanoi (Cacto São Pedro)
O São Pedro compreende três espécies principais: T. Pachanoi é originária do Equador e norte do Peru, estendendo-se até Huarás e Huánuco; a T. Peruvianus começa no departamento de Lima e vai até Cuzco; a T. Bridgesii corre ao redor do lago Titicaca e chega a La Paz.. Atualmente, os três pertencem à família "Trichocereus". O cacto são pedro (trichocereus pachanoi) é a planta mágica mais velha que se conhece na América do Sul. Origina do Equador e do Peru, onde ainda cresce nas montanhas a 2000-3000 metros. Este cacto de crescimento rápido tem 4 a 9 costelas e um forte sistema de raízes. Na natureza o cacto são pedro continua a crescer até cair com o seu próprio peso. O cacto caído criará novas raízes e produzirá novos brotos. O São Pedro é utilizado frequentemente como base para outros cactos mais difíceis de cultivar. O próprio são pedro pode ser cultivado a partir das sementes, num ambiente seco ou húmido, e cresce mais rapidamente se for regado regularmente. No entanto, a planta pode sobreviver durante anos sem água e até produzir novos rebentos.

Os alcalóides activos do cacto são pedro são:
• mescalina (3,4,5-trimetoxi-B-fenetilamina)
• 3-metoxi-4-hidroxi-B-fenetilamina
• 3,5-dimetoxi-4-hidroxi-B-fenetilamina
• tiramina
• hordinenina
A mescalina é o alcalóide mais importante. O são pedro contém menos mescalina que o cacto peiote, tornando o efeito mais tranqüilo. O modo tradicional de consumir os cactos é comê-los. Podem ser consumidos frescos ou secos. Não coma pelo menos 6 horas antes do consumo dos cactos.

Retira a casca e os espinhos. Se certifica de que descasca fininho, pois a maioria das substâncias ativas encontram-se concentradas logo abaixo da casca. Agora, você pode comer a carne à volta do caroço do cacto. Cuidado com as falhas. Os cactos são muito amargos. O melhor a fazer para evitar o sabor desagradável é bebê-los com suco de fruta. Uma maneira mais saborosa de consumir os cactos é preparando-os em chá. Retira os espinhos e corta os cactos em pedaços pequenos. Coze-os por 2-3 horas numa panela fechada em fogo brando. Depois de esfriar pode misturar a bebida com suco de fruta ou com mel. Pode secar os cactos cortando-os em lascas e levando-os ao forno a 50°C durante 4 a 5 horas, também. Depois, se come as lascas. Um efeito normalmente ocorrente é a sensação de náusea. Algumas pessoas dizem que comer gengibre ajuda a evitá-la.

Doses de mescalina:
150 mg Dose mínima
150 - 300 mg dose leve a moderada
300 - 400 mg dose forte, dura 6- 12 horas
450 - 500 mg possível dissolução do ego, a experiência dura cerca de 12 horas
500 - 600 mg dissolução do ego, o efeito pode durar até 24 horas

Proporção de mescalina por cacto fresco:
400 g contêm cerca de 480 mg de mescalina - 0.12% de mescalina por grama de cacto (de acordo com Schultes & Hofmann)

400 g contêm cerca de 200 - 300 mg de mescalina - 0.05 - 0.075% de mescalina por grama de cacto (de acordo com outras fontes)

Proporção de mescalina por cacto seco:
100 g contêm cerca de 200 - 300 mg de mescalina - 0.2 - 0.3% de mescalina por grama de cacto

O peso seco é 25% do peso fresco (75% de água)

Comprimento Diâmetro Peso
6-8 cm 3 cm 45 gr
15-20 cm 3,5 cm 105 gr
50-60 cm 5 cm 780 gr

Lembra-se que a potência pode variar muito. Por isso é melhor não tomar a dose toda de uma vez só, mas ir tomando gradualmente: toma metade da dose, espera 60 a 90 minutos para ver qual é o efeito, e depois, se desejar, toma metade do que sobrou e se necessário repete. Uma experiência de são pedro leva cerca de duas horas a duas horas e meia para atingir o seu auge.



Peruvian Torch
Outro belo membro da família Trichocereus, também conhecido com Peruvian Torch. Este cacto tem sido usado como sacramento religioso por algumas tribos índias do Norte do Perú. É provavelmente o descendente mais poderoso e mágico de toda a família trichocereus. Os espinhos deste cacto são castanhos, mas tornam-se cinzentos ao envelhecerem. Este é o famoso cacto azul. Este cacto cresce rápida e facilmente a partir da semente. É muito tolerante dentro das condições de cultivo ideais. Isto torna este cacto perfeito para o agricultor principiante. Em condições normais cresce cerca de 30 cm por ano. No Verão precisa de muito sol. Para uma exposição ideal deixa algumas horas directamente ao sol e o resto do dia indirectamente. Quando as raízes cresceram completamente precisa apenas de um pouco de água. Terra normal para cacto é boa para este descendente. O modo de se ingerir é o mesmo descrito acima, no Peiote e no São Pedro. Este cacto é dez vezes mais forte que o São Pedro.



Psilocibe cubensis (Cogumelo Mexicano)
O Psilocibo Cubensis é também conhecido por Estrofaria Cubensis, Estrofaria Cyanascens ou Estrofaria Caerulescens. Mas o seu nome mais vulgar é "Cogumelo Mexicano". Este fungo grande tem uma cabeça amarela e um caule de 4 a 15 centímetros. O psilocibo cubensis é muito fácil de cultivar, e é um dos cogumelos mágicos mais usados no mundo inteiro. A melhor maneira de tomar cogumelos é mastigá-los e comê-los. Existe métodos de secagem (fornos, ventiladores,etc..) que garantem uma cogumelo bem seco, que pode ser comido com mel, ou de acordo à sua imaginação. Só não misture com álcool. Mas a melhor maneira ge ingeri-los, será fazer um chá fervendo os cogumelos durante 20 minutos em água. Não adoce com açúcar. Depois de consumo. Durante a experiência beba suficiente água, sumo de fruta ou chá sem cafeína. Use os cogumelos num ambiente sossegado e seguro, e com pessoas com quem te sintas confortável. Não é para ser consumido em festas. Durante a primeira hora, pode se sentir um pouco enjoado. Isto passará assim que a psilocibina começar realmente a fazer efeito. As dosagens geralmente são assim: 5-10 gramas para um efeito mais fraco; 15-25 gramas para um efeito média e 30-35 gramas para um efeito forte. Tenha sempre alguém lúcido por perto e aviso mais uma vez: - "Não estou incentivando o consumo". Apenas, fornecendo dados sobre as plantas de poder.



Amanita muscaria
Esse cogumelo, originário do Hemisfério Norte, é bastante conhecido na Europa e na América do Norte. No Brasil, foi constatado pela primeira vez na região metropolitana em Curitiba - PR pelo botânico A. Cervi, da Universidade Federal do Paraná, em 1982. Nessa ocasião, a introdução desse cogumelo no Brasil foi atribuída a importação de sementes de Pinus de regiões onde ele é nativo. Os esporos do fungo teriam sido trazidos em mistura com as sementes importadas. Posteriormente, o cogumelo foi também encontrado no Rio Grande do Sul e, mais recentemente (1984) em São Paulo na região de Itararé, em associação micorrízica com Pinus pseudostrobus. Empregados como alucinógenos há milhares de anos, os cogumelos apresentam muitas variedades. O tipo Amanita muscaria, também conhecido como "agário das moscas", porque o seu sumo atordoa as moscas por ele atraídas, é familiar à maioria das pessoas como cogumelo decorativo. Ele possui um "chapéu" em forma de guarda-chuva vermelho com bolinhas brancas e um caule branco com uma base em forma de xícara. Dois alucinógenos muito proximamente relacionados, o muscimol e o ácido ibotênico são encontrados no Amanita muscaria; ambos estimulam os receptores do neurotransmissor GABA no sistema nervoso central. Os primeiros efeitos do cogumelo Amanita são desorientação, falta de coordenação e sono, enquanto que os efeitos posteriores incluem euforia intensa, distorção da noção de tempo e alucinações visuais intensas. "Cogumelos frescos contêm o ácido ibotêmico, que tem efeito sobre o sistema nervoso, sendo os cogumelos secos muito mais potentes. Isso ocorre porque o ácido ibotêmico, com a secagem, é degradado em mucinol, após descarboxilação, sendo 5 a 10 vezes mais psicoativo. Cogumelos secos são capazes de manter sua potência por 5 a 11 anos. Geralmente, a secagem aumenta o potência das substâncias psicoativas das plantas de poder e isto, certamente, serve para os cactos também.



Rivea Corymbosa (Ololiuqui)
Ololiuqui, é conhecida como coaxihuitl ou erva da serpente (animal frequentemente visto nos transes provocados pelas plantas de poder), ou, também, erva da Virgem. Durante muito tempo a Ololiuqui foi conhecida por poucos índios mexicanos. Hoje encontra-se em quase todas as aldeias de Oaxaca, onde servem os povos nativos com ajuda ou respostas aos seus problemas. As sementes eram usadas devido aos seus efeitos psicodélicos, pelos feiticeiros Astecas, para se comunicarem com os seus deuses. A ololiuhqui também é usada na medicina tradicional mexicana como cura para flatulência, doenças venéreas, dores, e remover tumores. Diz-se fazer milagres quando aplicada adequadamente. A Ololiuhqui é considerada uma planta mágica pelos curandeiros mexicanos, que costumam ingerir as sementes esmagadas num copo d'agua, em seus rituais magico-religiosos. Os índios relatam visões poderosas, mesmo com doses baixas. Possivelmente isto deve-se às condições culturais e à orientação xamã. As amidas do ácido lisérgico são responsáveis pelos seus efeitos psíquicos. Há indícios que essas sementes são usadas há mais de 2000 anos pelos nativos da América Central. A Rivea corymbosa (ou turbina corymbosa) pertence ao grupo das morning glory originárias da América Latina, do norte do México ao sul do Perú, e está grandemente naturalizada em outras regiões. As suas sementes dão trepadeiras perenes com flores brancas, geralmente cultivadas para fins ornamentais. Essas sementes são conhecidas em espanhol como "semillas de la Virgen", ou "Sementes da Virgem Maria", em alusão a Virgem Maria.



Fonte: Enviado por e-mail

Solange Christtine Ventura
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