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quinta-feira, 11 de julho de 2013

BRASIL É ALVO PRIORITÁRIO DA ESPIONAGEM DOS EUA:





© Colagem: Voz da Rússia


O Brasil é um dos alvos prioritários da espionagem feita pela Agência de Segurança Nacional dos EUA, com o monitoramento de centenas de milhares de ligações e mensagens de pessoas e empresas no país, segundo revelou na edição deste domingo o jornal O Globo.


O jornal diz ter tido acesso a documentos que comprovam a espionagem, coletados por Edward Snowden, o ex-técnico da agência americana, a NSA (Agência de Segurança Nacional) que delatou o esquema secreto no mês passado.

Entre os autores da reportagem está Glenn Greenwald, que publicou no britânico The Guardian as primeiras informações do tema, com base em papéis de Snowden.

Para a coleta de informações no Brasil, diz o texto, o programa usado foi o Fairview, desenvolvido pela NSA em parceria com gigantes privados de telecomunicações.

No acesso às informações brasileiras por meio do software, a NSA se valeu das alianças corporativas entre uma grande empresa do setor de telefonia nos EUA – cujo nome não é revelado – e empresas brasileiras.

"Não está claro se as empresas brasileiras estão cientes de como a sua parceria com a empresa dos EUA vem sendo utilizada", segue O Globo, que não cita nomes.

Para fazer a espionagem nos EUA, o governo conta com uma autorização secreta da Justiça para fazê-lo.

A revelação de que a espionagem maciça acontece no mundo inteiro levou a protestos contra os EUA, entre eles da União Europeia.

Créditos: Voz da Rússia
Governo brasileiro pede esclarecimentos aos EUA sobre espionagem


MARCO AURÉLIO CANÔNICO
ENVIADO A PARATY (RJ)




Em pronunciamento na tarde deste domingo (7), em Paraty (RJ), o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse que o governo brasileiro "recebeu com grave preocupação a notícia de que as comunicações eletrônicas e telefônicas de cidadãos brasileiros estariam sendo objeto de espionagem por órgãos de inteligência norte-americanos".

A fala de Patriota foi uma reação à informação, divulgada ontem pelo jornal "O Globo", de que o Brasil é um dos alvos prioritários da espionagem feita pela Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês).
Danilo Verpa/Folhapress

Em Paraty, Antonio Patriota leu uma carta cobrando explicações do governo americano sobre espionagem a brasileiros na internet


"O governo brasileiro solicitou esclarecimentos ao governo norte-americano tanto por intermédio da embaixada do Brasil em Washington como do embaixador norte-americano no Brasil", disse Patriota.

Segundo o ministro, o Brasil promoverá "no âmbito da União Internacional de Telecomunicações [UIT], em Genebra, o aperfeiçoamento de regras multilaterais sobre segurança das telecomunicações".

O governo brasileiro também irá propor à Organização das Nações Unidas "iniciativas com o objetivo de proibir abusos e impedir a invasão da privacidade dos usuários das redes virtuais de comunicação, estabelecendo normas claras de comportamento dos Estados na área da informação e telecomunicações para garantir segurança cibernética que proteja os direitos dos cidadãos e preserve a soberania de todos os países".

Patriota não respondeu se o governo pretende procurar o ex-agente da CIA Edward Snowden, responsável pelo vazamento das informações de espionagem dos EUA.



Créditos: Folha OnLine


Mapa mostra volume de rastreamento do governo americano

Brasil é o país mais monitorado da América Latina



CRÉDITOS: O GLOBO


EUA espionaram milhões de e-mails e ligações de brasileiros
País aparece como alvo na vigilância de dados e é o mais monitorado na América Latina


GLENN GREENWALD, ROBERTO KAZ E JOSÉ CASADO
Publicado:6/07/13 - 15h00
Atualizado:6/07/13 - 15h25



O ex-técnico da CIA Edward Snowden, que denunciou um gigantesco esquema de espionagem liderado pela Agência Nacional de Segurança dos EUA HANDOUT / REUTERS/9-6-2013


RIO - Na última década, pessoas residentes ou em trânsito no Brasil, assim como empresas instaladas no país, se tornaram alvos de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (National Security Agency - NSA, na sigla em inglês). Não há números precisos, mas em janeiro passado o Brasil ficou pouco atrás dos Estados Unidos, que teve 2,3 bilhões de telefonemas e mensagens espionados.


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É o que demonstram documentos aos quais O GLOBO teve acesso. Eles foram coletados por Edward Joseph Snowden, técnico em redes de computação que nos últimos quatro anos trabalhou em programas da NSA entre cerca de 54 mil funcionários de empresas privadas subcontratadas - como a Booz Allen Hamilton e a Dell Corporation.

No mês passado, esse americano da Carolina do Norte decidiu delatar as operações de vigilância de comunicações realizadas pela NSA dentro e fora dos Estados Unidos. Snowden se tornou responsável por um dos maiores vazamentos de segredos da História americana, que abalou a credibilidade do governo Barack Obama.

Os documentos da NSA são eloquentes. O Brasil, com extensas redes públicas e privadas digitalizadas, operadas por grandes companhias de telecomunicações e de internet, aparece destacado em mapas da agência americana como alvo prioritário no tráfego de telefonia e dados (origem e destino), ao lado de nações como China, Rússia, Irã e Paquistão. É incerto o número de pessoas e empresas espionadas no Brasil. Mas há evidências de que o volume de dados capturados pelo sistema de filtragem nas redes locais de telefonia e internet é constante e em grande escala.

Criada há 61 anos, na Guerra Fria, a NSA tem como tarefa espionar comunicações de outros países, decifrando códigos governamentais. Dedica-se, também, a desenvolver sistemas de criptografia para o governo.

A agência passou por transformações na era George W. Bush, sobretudo depois dos ataques terroristas em Nova York e Washington, em setembro de 2001. Tornou-se líder em tecnologia de Inteligência aplicada em radares e satélites para coleta de dados em sistemas de telecomunicações, na internet pública e em redes digitais privadas.

O governo Obama optou por reforçá-la. Multiplicou-lhe o orçamento, que é secreto como os de outras 14 agências americanas de espionagem. Juntas, elas gastaram US$ 75 bilhões no ano passado, estima a Federação dos Cientistas Americanos, organização não governamental especializada em assuntos de segurança.

Outro programa amplia ação

A NSA tem 35,2 mil funcionários, segundo documentos. Eles informam também que a agência mantém “parcerias estratégicas” para “apoiar missões” com mais de 80 das “maiores corporações globais” (nos setores de telecomunicações, provedores de internet, infraestrutura de redes, equipamentos, sistemas operacionais e aplicativos, entre outros).

Para facilitar sua ação global, a agência mantém parcerias com as maiores empresas de internet americanas. No último 6 de junho, o jornal “The Guardian” informou que o software Prism permite à NSA acesso aos e-mails, conversas online e chamadas de voz de clientes de empresas como Facebook, Google, Microsoft e YouTube.

No entanto, esse programa não permite o acesso da agência a todo o universo de comunicações. Grandes volumes de tráfego de telefonemas e de dados na internet ocorrem fora do alcance da NSA e seus parceiros no uso do Prism. Para ampliar seu raio de ação, e construir o sistema de espionagem global que deseja, a agência desenvolveu outro programas com parceiros corporativos capazes de lhe fornecer acesso às comunicações internacionais.

Um deles é o Fairview, que viabilizou a coleta de dados em redes de comunicação no mundo todo. É usado pela NSA, segundo a descrição em documento a que O GLOBO teve acesso, numa parceria com uma grande empresa de telefonia dos EUA. Ela, por sua vez, mantém relações de negócios com outros serviços de telecomunicações, no Brasil e no mundo. Como resultado das suas relações com empresas não americanas, essa operadora dos EUA tem acesso às redes de comunicações locais, incluindo as brasileiras.

Ou seja, através de uma aliança corporativa, a NSA acaba tendo acesso aos sistemas de comunicação fora das fronteiras americanas. O documento descreve o sistema da seguinte forma: “Os parceiros operam nos EUA, mas não têm acesso a informações que transitam nas redes de uma nação, e, por relacionamentos corporativos, fornecem acesso exclusivo às outras [empresas de telecomunicações e provedores de serviços de internet].”

Companhias de telecomunicações no Brasil têm esta parceria que dá acesso à empresa americana. O que não fica claro é qual a empresa americana que tem sido usada pela NSA como uma espécie de “ponte”. Também não está claro se as empresas brasileiras estão cientes de como a sua parceria com a empresa dos EUA vem sendo utilizada.

Certo mesmo é que a NSA usa o programa Fairview para acessar diretamente o sistema brasileiro de telecomunicações. E é este acesso que lhe permite recolher registros detalhados de telefonemas e e-mails de milhões de pessoas, empresas e instituições.

Para espionar comunicações de um residente ou uma empresa instalada nos Estados Unidos, a NSA precisa de autorização judicial emitida por um tribunal especial (a Corte de Vigilância de Inteligência Estrangeira), composto de 11 juízes que se reúnem em segredo. Foi nessa instância, por exemplo, que a agência obteve autorização para acesso durante 90 dias aos registros telefônicos de quase 100 milhões de usuários da Verizon, a maior operadora de telefonia do país. Houve uma extensão do pedido a todas as operadoras americanas - com renovação permanente.

Fora das fronteiras americanas, o jogo é diferente. Vigiar pessoas, empresas e instituições estrangeiras é missão da NSA, definida em ordem presidencial (número 12333) há três décadas.

Na prática, as fronteiras políticas e jurídicas acabam relativizadas pelos sistemas de coleta, processamento, armazenamento e distribuição das informações. São os mesmos aplicados tanto nos EUA quanto no resto do mundo.

Todo tipo de informação armazenada

Desde 2008, por exemplo, o governo monitora com autorização judicial hábitos de navegação na internet dentro do território americano. Para tanto, exibiu com êxito um argumento no tribunal especial: o estudo da rotina online de “alvos” domésticos proporcionaria vigilância privilegiada sobre a prática online cotidiana de estrangeiros. Assim, uma pessoa ou empresa “de interesse” residente no Brasil pode ter todas as suas ligações telefônicas e correspondências eletrônicas - enviadas ou recebidas - sob vigilância constante. A agência armazena todo tipo de registros (número discado, tronco e ramal usados, duração, data hora, local, endereço do remetente e do destinatário, bem como endereços de IP - assim como sites visitados). E faz o mesmo com quem estiver na outra ponta da linha, ou em outra tela de computador.

Começa aí a vigilância progressiva pela rede de relacionamento de cada interlocutor telefônico ou destinatário da correspondência eletrônica (e-mail, fax, SMS, vídeos, podcasts etc.). A interferência é sempre imperceptível: “Servimos em silêncio” - explica a inscrição numa placa de mármore exposta na sede da NSA em Washington.

Espionagem nesse nível, e em escala global, era apenas uma suspeita até o mês passado, quando começaram a ser divulgados os milhares de documentos internos da agência coletados por Snowden dentro da NSA. Desde então, convive-se com a reafirmação de algumas certezas. Uma delas é a do fim da era da privacidade, em qualquer tempo e em qualquer lugar. Principalmente em países como o Brasil, onde o “grampo” já foi até política de Estado, na ditadura militar.



EUA expandem o aparato de vigilância continuamente
Software de vigilância usa mais de 700 servidores espalhados pelo mundo




GLENN GREENWALD, ROBERTO KAZ E JOSÉ CASADO (EMAIL·FACEBOOK·TWITTER)
Publicado:6/07/13 - 15h00
Atualizado:6/07/13 - 15h26



Diretor de Inteligência Nacional, James Clapper respondeu, por um porta-voz, que a situação será resolvida diplomaticamente Stephen Crowley/The New York Times


RIO - Governos têm o hábito de mentir quando flagrados na obsessão política de bisbilhotar a vida de cidadãos em qualquer parte, a pretexto de zelar pela “segurança nacional”. O caso de James Clapper, diretor dos serviços de Inteligência dos Estados Unidos, é exemplar.

Na terça-feira 12 de março, ele foi interpelado pelo democrata Ron Wyden (Oregon) no Comitê de Inteligência do Senado americano. Wyden quis saber de Clapper se a a agência espionava comunicações pessoais dentro das fronteiras americanas:

- A NSA está coletando qualquer tipo de dados de milhões ou de 100 milhões de americanos?

- Não senhor - respondeu Clapper.

Clapper insistiu nessa versão pelos 98 dias seguintes, incluindo três semanas depois que o jornal “The Guardian” revelou a existência do programa Prism e o acesso às contas dos clientes da Verizon. Capitulou na sexta-feira 21 de junho, ao perceber o risco de processo por perjúrio. Enviou uma carta à senadora democrata Dianne Feinstein (Califórnia), chefe do Comitê de Inteligência, onde se lê: “Minha resposta foi claramente errônea - por isso, peço desculpas. Eu agora posso dizer abertamente que é correto, porque a existência do programa de coleta de metadados foi desclassificada.”

Clapper certamente não percebeu, mas sua carta de confirmação, com explícito mea culpa, foi um presente de aniversário para o “alvo” da maior caçada humana empreendida pela NSA no momento: naquele dia, Snowden completou 30 anos.

‘Informante sem limites’

Os documentos internos da NSA indicam que as coletas de dados no Brasil e em outros países têm sido realizadas com um programa de computação desenvolvido para espionagem a partir dos pontos de conexão dessa estrada global que é a internet. A agência deu a esse software o codinome de Fairview. Não é o único aplicado na rotina de interceptações de sinais digitais.

Outro software é conhecido como X-Keyscore. Ele usa mais de 700 servidores espalhados pelo mundo. É aplicado nas operações sobre o Brasil e mais centena e meia de países, segundo documentos internos da agência. Permite, por exemplo, o rastreamento de mensagens enviadas do Brasil em inglês, árabe ou chinês, assim como de correspondência eletrônica redigida em português, russo ou alemão. Polivalente, é ferramenta útil para um espião que, de uma sala em Brasília, Bogotá ou em Washington, esteja empenhado em seguir os passos do seu “alvo” mundo afora - inclusive em tempo real, por exemplo, quando ele está procurando no Google Maps um endereço qualquer numa avenida de Teerã. Mais de 300 supostos terroristas já foram “capturados usando Inteligência gerada pelo X-Keyscore”, segundo a agência. Não é possível, entretanto, confirmar essa informação.

A guerra ao terror em escala global tem sido a justificativa política permanente para expansão de investimentos na ciberespionagem, direcionados a um complexo privado, florescente e bilionário. Para a NSA, o resultado se traduz em constante avanços, como é o do programa Boundless Informant (“informante sem limites”, na tradução). Numa apresentação interna, de julho de 2012, a agência descreve os benefícios do programa: “Usa a tecnologia do Big Data para coletar sinais na e produzir informação próxima ao tempo real”. Em seguida há um tópico denominado “perguntas-chave”, com as seguintes questões: “Quantos registros são coletados por unidade (um satélite estrangeiro) ou país? Que ativos coletar contra um país específico?”

O Boundless Informant rastreia e-mails (classificados sob a sigla DNI) e ligações telefônicas (classificadas com o acrônimo DNR). Em março de 2013, o grampo de telefonemas e mensagens eletrônicas através deste programa chegou à quantidade de 3 bilhões nos Estados Unidos. Não há como determinar o número de rastreamentos ocorridos no Brasil, embora seja razoável supor que tenha ultrapassado - e muito - a casa do milhão. Em mapa, na escala de coloração que determina a quantidade de material interceptado, a agência localiza o Brasil logo após os EUA. É a prioridade da NSA em espionagem na América Latina.

Na sexta-feira, em Washington, O GLOBO questionou James Clapper, diretor de Inteligência Nacional - a quem a NSA está subordinada - sobre as atividades de espionagem no Brasil. Pela assessoria, e por escrito, Clapper informou que “o governo americano vai responder através de canais diplomáticos aos nossos parceiros e aliados nas Américas”. Acrescentou, no comunicado: “Não vamos comentar publicamente sobre atividades específicas de inteligência, mas como política, deixamos claro que os Estados Unidos colhem informação de inteligência estrangeira do mesmo tipo coletado por todas as nações”. (Colaborou Flávia Barbosa, de Washington)


O GLOBO