Criei este Blog para minha Mãe Cigana Rainha do Oriente, sendo uma forma de homenageá-la, bem como postar assuntos atuais e de caráter edificante, lindas mensagens, poesias de luz, também aqui brindemos á amizade verdadeira e elevemos o principal em nós ou seja a essência Divina, Deus e a Espiritualidade em geral.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

BREVE HISTÓRICO SOBRE A DANÇA DO VENTRE:


BREVE HISTÓRICO SOBRE A
DANÇA DO VENTRE:

A forma de dança chamada em árabe de "Raqs Sharqui" (dança do oriente) existe provavelmente há milhares de anos.  Há muitas teorias sobre suas origens,uma das quais é,que tem suas raízes na Índia e que de lá foi difundida pelos ciganos que a divulgaram no Ocidente. 

Outros dizem que ela nasceu no Antigo Egito, e querem traçar no passado sua origem de acordo com antigas danças rituais  da Idade da Pedra, nas religiões que cultivavam a grande Deusa. 

Também acredita-se que a dança existiu como forma de arte nas cortes tanto sob o Império Romano quanto mais tarde no Império Otomano (Turquia).  Durante esta época, imagina-se que a dança possa ter se espalhado por todo o mundo árabe.

 

Infelizmente não há documentos suficientes que comprovem a dança até o século XX e a documentação existente é difícil de interpretar, pois dança é uma arte visual e o que se tem é a visão subjetiva do expectador que a assiste.  De qualquer forma, uma pequena estatueta do século II d.C. mostra uma dançarina em pose típica de dança oriental, tocando instrumentos antecessores dos "snujs" que a bailarina toca hoje em dia.

A dança é uma parte integrada na música árabe.  É difícil acreditar que uma dança que interpreta em tão alto grau cada nuance da música possa ter mudado tanto, quando você sabe que a música tem fortes raízes que voltam ao passado da cultura árabe.  Ambas, música e dança são parte do dia a dia no mundo árabe; pessoas se encontram, tocam e dançam como parte do cotidiano.  A dança e a música tradicional são também elementos importantíssimos em ocasiões especiais como casamentos, por exemplo.

A execução da dança e a música tem sido preservadas em alto grau por tribos ou "famílias" extensas que tradicionalmente trabalham com entretenimento como por exemplo a "Ouled Nail" na Argélia e a "Ghawazee" no Egito.  Elas tem preservado a dança e a música em sua forma original, apesar de termos que contar com uma certa quantidade de mudanças durante tantos séculos.  Considerações sobre suas apresentações podem ser encontradas em alguma literatura "Orientalista" do século XIX.

A DANÇA VEM PARA O OCIDENTE
Durante o século XIX, o Oriente estava na moda.  Com a tradução das histórias das Mil e Uma Noites, fantasias de todos os tipos povoavam as cabeças dos europeus.  Muitos viajavam para os exóticos países e ficavam fascinados pela diversidade cultural encontrada lá.  
Autores e pintores descreveram seus encontros com bailarinas, que usavam seu corpo de forma a chocar os expectadores ocidentais, educados na era vitoriana.  A dança foi vista na Europa pela primeira vez na Mostra Mundial de Paris em 1889; foram trazidos diversos artistas de rua argelinos para se apresentar dentro da mostra.  No meio deles havia alguns dançarinos, não como os de hoje, que estavam apropriadamente vestidos com costumes típicos.  Este espetáculo interessou ao "American Sol Bloom", que levou-os em outro ano para a Exibição Mundial de Chicago, em 1893.   Uma dessas dançarinas que veio, ficou na América e mais tarde tornou-se conhecida: a dançarina "Little Egypt". 
O termo em francês "danse du ventre", foi traduzido para dança do ventre, nome pelo qual hoje a dança é conhecida.  A dança logo se tornou "burlesca" e ganhou má reputação; até hoje as amantes dessa arte lutam para retirar esse rótulo e colocá-la numa posição privilegiada ao lado de outras formas de arte.
No Egito a reação foi trazer coreógrafos russos para tentar "limpar"a dança.  Houve muita influência dos filmes de Hollywood na nova forma de dança que emergiu no início do século XX, conhecida como "estilo cabaré" - termo que se refere aos restaurantes que apresentam espetáculos ao vivo.
 
James Bond (Roger Moore) e seu harém
em "O Espião Que Me Amava" (1977)

Catherina Zeta-Jones 
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