Criei este Blog para minha Mãe Cigana Rainha do Oriente, sendo uma forma de homenageá-la, bem como postar assuntos atuais e de caráter edificante, lindas mensagens, poesias de luz, também aqui brindemos á amizade verdadeira e elevemos o principal em nós ou seja a essência Divina, Deus e a Espiritualidade em geral.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

CHAVES PARA O AUTOCONHECIMENTO E A CURA-O Processo de Auto-iluminação-Final






Lidando com nossos problemas-(continuação da parte 1)

Crise financeira

Diante de uma crise financeira não há outra alternativa senão buscar ampliar a capacidade de trabalho. Deve-se perguntar também, qual o motivo da crise, isto é, se ela é decorrente da incompetência em administrar a própria vida financeira, gastando mais do que tem ou do que pode conseguir ter. Nem sempre dever a alguém ou a alguma instituição é um problema, desde que se tenha capacidade de pagar no prazo combinado. Problema é permitir que vire uma bola de neve o acúmulo de dívidas. Esse comportamento pode ser repetitivo, não só na encarnação como algo que se arraste pelas várias vidas do espírito. Dever também pode ter como causa problemas macroeconômicos alheios à vontade do devedor e, por esse motivo, constitui-se em prova pela qual deva passar. Nesse caso o devedor procurará seus credores a fim de renegociar suas dívidas, tranqüilizando-os quanto à sua disposição em honrar sua dívida real, no tempo possível, além de continuar, pelo trabalho, tentando vencer as dificuldades que afetam sua subsistência. Muitas vezes o surgimento de dívidas decorre da necessidade de atender à vaidade de ter, em detrimento do ser. Os objetos de desejo tomam o lugar do vazio existente na própria personalidade. Diante da compulsão em comprar é adequado manterse consciente dos prejuízos decorrentes do vazio interior por falta de objetivos superiores na Vida. A falta em relação ao compromisso de pagar a alguém pode gerar carma negativo para encarnações futuras.

Alcoolismo

É um estado patológico que retira o indivíduo do contato com as agruras que percebe em torno de si mesmo. O álcool é colocado com o intuito de preencher alguma falta consciente ou inconsciente que o indivíduo não consegue suprir por outros meios. É em geral uma síndrome para a qual concorrem vários fatores psicológicos, dentre eles a carência afetiva, a impotência diante da Vida, a incapacidade de aceitar seus próprios limites, etc. Suas raízes também se encontram na relação paterna, visto que é o pai quem provê os filhos do discernimento necessário na solução de conflitos. É, em geral, ele quem prepara e impulsiona o filho para vencer as dificuldades externas. A ausência do pai na relação com os filhos pode provocar essa dificuldade em lidar com o mundo e tudo que ele representa para o espírito, com sua complexidade cada vez mais crescente. Diante do alcoolista deve-se ter muita paciência e tolerância face ao embotamento afetivo provocado pelas doses cada vez mais altas que se permite tomar. É um doente como todos aqueles que se tornam usuários de drogas. O álcool se torna sua válvula de escape e fuga da realidade, tendo em vista sua forma de encará-la, como extremamente agressiva e implacável diante de um ego frágil e perdido. Falta-lhe alguém que lhe possa fortalecer e tornar-se momentaneamente seu referencial para que saia da confusão em que se encontra. Sua ocorrência promove um imprint psíquico, além da dependência física, que condiciona o espírito à sua recorrência. Por esse motivo, deve o indivíduo precaver-se contra as possibilidades de admitir para si aquilo que possa concorrer para que se inicie o processo de atração ao álcool. Ao alcoólatra será sempre um risco pôr qualquer gole de bebida alcóolica na boca, face ao padrão psíquico de dependência. É fundamental recorrer sempre ao bom senso antes de fazer uso do álcool para que a pessoa não se esconda atrás de justificativas sociais como meio de não perceber sua real dependência. As pessoas que convivem com ele devem buscar ajuda nos campos espiritual, psicológico e médico, para conviverem com o doente, principalmente durante as fases agudas e crises de agressividade ou de alheamento da Vida. A família deve recorrer à necessidade de conhecer e compreender qual o problema causador da busca pela fuga do álcool e tentar auxiliar o doente na solução daquele problema, que sozinho ele não tem conseguido resolver. Qualquer que seja o problema gerador, a afetividade para com o doente é o principal fator que propicia o início da cura, cujo processo, muitas vezes, é lento e difícil. Às vezes, ao doente, aliam-se espíritos também alcoólatras que dificultam as tentativas de ajuda. Nesse sentido deve-se recorrer a tratamento especializado tendo em vista a gravidade do problema. O alcoólatra, nas fases de sobriedade deve se conscientizar de seu estado patológico e recorrer a ajuda especializada nos vários campos citados, pois, muito provavelmente, sozinho terá extrema dificuldade em sair do processo de dependência. Deve, também, voltar-se para dentro de si mesmo, tentando identificar qual é efetivamente seu vazio, isto é, o que está faltando em si mesmo e que está sendo suprido pelo álcool. Questionar-se a quem recorrer para se fazer entender, visto que, seu problema pode ser mais simples do que imagina e, certamente, alguém pode já ter passado por ele e possa lhe trazer alguma solução.

Drogas

Por mais comum que possa parecer e mais legal que seja ou venha a ser, como o é em alguns países, o uso de substâncias alucinógenas para fins que não sejam psicoterapêuticos e por indicação médica, será sempre uma fuga e um alienante para o indivíduo. O problema das drogas, mais afeito à adolescência e à idade adulta jovem, é um mal que se assemelha ao do álcool, que também pertence à mesma categoria dos estupefacientes. Com dificuldade para enfrentar a realidade, o ego busca, através das drogas, um meio de ausentar-se da responsabilidade de enfrentar suas próprias dificuldades, exteriorizadas nos embates da Vida. Toda droga, lícita ou não, retira o indivíduo da obrigatoriedade de ser consciente de seus processos. Por vezes, motivados pela imitação e pela necessidade de auto-afirmação, além do trabalho insidioso de pessoas inescrupulosas que tentam levar ao outro sua própria fuga e seu delírio, indivíduos inseguros e indecisos iniciam sua 127 entrada pelo submundo da droga a caminho da alienação da própria realidade. É um caminho de difícil retorno devido à sensação de entrada num paraíso de prazer e de realização momentânea. Nesse caminho se encontram não só encarnados como desencarnados com desequilíbrios mentais, promovendo a proliferação de uma indústria de ilusões patológicas. Não é difícil entrar por ele, porém quando se consegue sair, nunca se é o mesmo do início, pois a dor, a sombra, os complexos e toda a gama de perturbações dos alienados, acompanham o indivíduo por muito tempo. Diante do indivíduo viciado não é difícil perceber alguém insatisfeito consigo mesmo e com a própria Vida que leva, independente de seu bem estar material. É sempre alguém que não conseguiu realizar-se em algum campo, daí sua frustração levá-lo ao prazer passageiro, sempre à espera de uma dose mais forte. Quando queremos auxiliar alguma pessoa que se viciou em drogas, mesmo àquelas que nos pareçam mais fracas ou socialmente aceitas, devemos adotar a compreensão e a tolerância, desde que não existam situações em que se deva tomar outras atitudes mais sérias. O viciado é uma pessoa dividida, incompleta e carente em vários níveis. Requer atenção e deseja ser ouvido sem a crítica social costumeira. Para ele o diálogo é a chave, porém não pode ser no tom que normalmente a sociedade emprega. Deve ser revestido de amorosidade e compreensão. No fundo ele não quer ser discriminado e deseja ser reconhecido nas suas capacidades, isto é, impulsionado à realização pessoal. Suas habilidades devem ser reconhecidas e estimuladas para que as utilize a serviço da própria Vida. Muitas vezes o viciado é um adolescente com pais cujo esforço não funcionou adequadamente, isto é, não houve estímulo suficiente para que resolvesse os conflitos naturais da idade. Quando ele precisou da compreensão, encontrou dificuldades para que o diálogo ocorresse. Quando o indivíduo deseja sair do submundo da droga é mais fácil a cura, pois a descoberta do motivo de seu uso será um grande passo para o restabelecimento da personalidade. Há que se chegar ao cerne da questão. Deve o indivíduo perguntar-se: o que pretendo compensar com esse mal que me aflige? Descoberto o objeto de compensação deve-se buscar resolvê-lo sem a necessidade da auto-agressão provocada pelas drogas. Da mesma forma que com o álcool, junto aos usuários de drogas vamos encontrar um sem número de viciados desencarnados que se comprazem absorvendo os fluidos dos encarnados durante suas “viagens” para a “terra do nunca”.

Raiva

A raiva é um sentimento carregado de energia ativa que exige saída para um ato. Não raro decorre de uma reação à agressão de alguém, quando acreditamos que a pessoa nos atingiu em valores que consideramos importantes. Advém da insegurança e da falta de equilíbrio pessoal. Pode ser direcionada para a ação de maneira positiva sem que se agrida o outro que, supostamente nos 129 atingiu. Às vezes, manifesta-se como o chamado nervosismo ou mal humor, deixando a pessoa à mercê de pensamentos e idéias confusas. Geralmente a raiva leva o indivíduo ao desejo de vingança, promovendo a ampliação do mal que o atinge, alcançando terceiros. É uma energia poderosa que altera o estado psíquico, fazendo com que aflore a sombra do indivíduo, levando-o a cometer desatinos, dos quais se arrependerá mais tarde. Nasce dos complexos inconscientes que circulam no psiquismo humano de forma autônoma, face ao desconhecimento de si mesmo. Requer cuidado para que não se instale como um comportamento arquetípico de defesa que pode gerar a agressividade. Geralmente, a raiva não requer muito esforço para que nos domine, face a nossa natureza animal, pois permitimos que o instinto prevaleça tomando a dianteira de nossas ações. Ela, quando se instala, constitui-se na permissão que damos ao outro para comandar nossa vontade interior. A pessoa, à qual dirigimos nossa raiva, passa a determinar nossas atitudes, caso prevaleça o impulso inicial de agredir para se defender. A raiva consegue destruir os propósitos mais nobres da consciência, que se volta para o lado sombrio da personalidade. Possibilita a execução de mecanismos de defesa, que nos afastam da percepção sobre nós mesmos, pondo-nos contra o outro. Quem se enraivece sai de si e projeta sua sombra sobre os outros. Para evitar que ela se instale e cause prejuízos a longo prazo na personalidade, é mister que o indivíduo se conheça e coloque em si, imediatamente quando a sentir, a causa da mobilização da energia da raiva. Nem sempre conseguimos controlar o impulso de revidar, mas podemos sempre pensar antes, durante ou depois que a colocarmos em prática, que aquilo que nos aflige está em nós. O outro apenas serviu de instrumento para mobilizar em nós o que estava latente e autônomo. Quando nos encontramos num processo de transformação interior, saímos do desejo de agressão para o agradecimento ao outro por nos ter alertado quanto à existência do complexo que foi por ele ativado. Quando um complexo é ativado podemos conhecê-lo e dissolvê-lo.

Mágoa

A mágoa é uma mancha na consciência que nos impede de crescer para onde queremos, pois ela aponta para um evento passado. É o não esquecimento da atitude de alguém a quem outorgamos inconscientemente a responsabilidade sobre nosso destino. É o ressentimento que se tem de alguém por se considerar ofendido pela pessoa. Sentir-se magoado, e não procurar resolver a situação com o outro, é adiar a possibilidade de avançar na Vida. Só cresce e se liberta de seu passado quem compreende e perdoa o outro, esquecendo a mágoa sem humilhá-lo. O remédio para a mágoa é a compreensão da atitude do outro considerando-se que também seria capaz de cometer o mesmo equívoco. Essa compreensão é o primeiro passo para o perdão. Perdoar e esquecer o equívoco do outro só é possível quando se percebe que o erro cometido só prejudica a seu agente. Permitir-se abrigar a mágoa na consciência, ou mesmo deixá-la livre no inconsciente, são formas de não olhar para a própria sombra, e de ampliar o complexo de superioridade. Não olhamos para a própria sombra quando preferimos manter o sentimento de mágoa sem nos perguntar o que em nossa personalidade foi atingido e que necessita ser trabalhado. Por detrás da mágoa há o sentimento de orgulho ferido. A instalação desse sentimento permite a sedimentação da raiva e do desejo de desforra, que, muitas vezes, atinge pessoas que em nada contribuíram para o problema que gerou a mágoa. O sentimento de raiva aumenta o nosso desejo inconsciente de ser melhor do que somos, pois ele alimenta o ego em sua inflação. Devemos aprender a separar a pessoa de sua própria atitude; a atitude é o momento, a pessoa contém um conjunto de emoções, idéias e experiências. O caminho para a dissolução da mágoa é o diálogo maduro com o outro sem o desejo do reconhecimento obrigatório de seu equívoco. Deve-se considerar que, às vezes, não houve a intencionalidade, ou as circunstâncias em que se deram o fato não permitiam outra forma de atuação por parte da pessoa, além da possibilidade de, nós próprios, darmos uma dimensão superlativa a algo que pode não ter ocorrido. Muitas mágoas que guardamos se transformam em núcleos psíquicos de difícil erradicação e que contribuem para petrificar nossa maneira de ser no mundo. Quanto mais deixamos de resolver nossas mágoas, elas se acumulam vida após vida, tornando-nos pessoas anti-sociais e superficiais. O espírito acumula a cada encarnação os aspectos da personalidade experimentados nas anteriores, pois ninguém se liberta de si mesmo sem um trabalho efetivo de transformação. Sair da mágoa, deixando o coração disponível para o amor em plenitude é libertar-se das amarras do orgulho e da insegurança. O equilíbrio psíquico do espírito requer liberdade para sentir, sem os vínculos negativos proporcionados pela mágoa. Cada sentimento negativo que não resolvemos transforma-se em carma a ser experimentado. A morte não resolve nossos problemas, pois apenas nos transporta de uma realidade a outra. Levamos para o outro lado da Vida, o que somos, que resume o que sentimos, o que pensamos e o que fazemos. Cada sentimento se constitui numa forma de percepção de uma experiência, da qual extraímos as leis de Deus.

Filhos

São responsabilidades inerentes ao processo evolutivo do viver em família. A forma como lidamos com eles pode se tornar um problema para nós, pois é uma arte a convivência com espíritos recém-vindos com seus conflitos e provas a vencer. Muitas vezes os filhos se constituem em problemas para seus pais, seja pelo mau comportamento deles ou pela falta de atitudes perante a Vida, exigindo ação e discernimento quanto à melhor maneira de educá-los. Mesmo que os pais não saibam o que fazer em face dos problemas dos filhos e com eles, é fundamental que não deixem a afetividade de lado, pois ela consegue suprir as deficiências porventura existentes na educação deles. A culpa que normalmente os pais sentem diante da dificuldade em resolver os conflitos que os filhos enfrentam, bem como a deficiência na comunicação com eles, deve ser motivo para que cada um faça uma autoanálise. Devem os pais transformar a energia da culpa em motivação para um processo de autotransformação. Quando os pais não se sentem em condições de resolver os conflitos dos filhos e os decorrentes da relação com eles, devem buscar ajuda especializada. Os filhos devem ser vistos em seus processos, considerando que passam por problemas diferentes dos adultos, de acordo com as idades. Não se deve exigir da criança comportamentos típicos de adultos. Basta que os pais se lembrem dos conflitos e da mentalidade que tinham na idade que os filhos têm hoje. Perceberão que é necessário penetrar no mundo deles sem lhes exigir comportamentos padronizados. Os filhos devem ser enxergados como espíritos, pessoas que são, e que carecem de ser entendidos. Na adolescência, os conflitos parecem ser maiores, pois as mudanças físicas e sociais exigem respostas imediatas e constantes. Na fase adolescencial a presença dos pais deve ser maior do que nas fases anteriores. É importante que a crítica não seja utilizada como instrumento de diálogo, pois a suscetibilidade do jovem é muito maior que a dos adultos. Muitas vezes os pais exigem respostas dos filhos de acordo com suas expectativas e anseios não satisfeitos durante suas vidas. Os filhos não devem ser obrigados a atender os anseios paternos, porém é responsabilidade deles, dos pais, o encaminhamento para a Vida. Os pais devem conhecer e respeitar as habilidades de seus filhos e orientá- los à utilização adequada na vida. Quando os filhos se mostram arredios e, até mesmo, quando adquirem vícios, devem os pais se colocar ao lado deles para ajudá-los na recuperação. O diálogo, o carinho e a sinceridade amorosa, são fundamentais para a recuperação deles. O espírito traz características na personalidade cuja profundidade não podemos ajuizar, constituindo-se um dever dos pais tentar fazer com que ele descubra suas marcas do passado, a fim de permitir-lhe o crescimento espiritual na nova jornada no corpo físico. Somos espíritos tanto quanto nossos filhos e, por esse motivo, devemos nos tratar como irmãos, considerando que, noutra oportunidade, certamente estaremos novamente na condição de filhos, exigindo atenção, afeto e respeito.

Velhice

A condição de estar no corpo nos coloca diante do fato de que ele envelhece, não sendo possível sua manutenção no mesmo estado físico indefinidamente. É uma utopia querer a juventude eterna, até porque, ela impossibilitaria a percepção das mudanças pessoais, visto que o desenvolvimento do corpo, não só nos condiciona a poder projetá-las, como também nos obriga a que as façamos. É uma arte envelhecer, aprendendo-se a passar pelas mudanças corporais com equilíbrio e maturidade. O corpo, quando visto como instrumento de ação e de recepção do espírito, possibilita que seja aceito independente das transformações do tempo. Seja ele jovem, seja adulto, seja velho ou doente, será sempre um instrumento para a aquisição de experiências e de projeção do espírito. É importante que todas as pessoas, independente da idade, se imaginem mais velhas físicamente do que já são. Essa perspectiva futura deve ser útil para que possibilite à pessoa a tranqüilidade de encarar o processo de envelhecimento. É claro que devemos buscar uma aparência mais agradável, o que não deve ser confundido com querer ser sempre jovem. Este comportamento advém de um complexo relacionado ao narcisismo, que nos coloca sempre no desejo de nos parecer exteriormente com o Self interior. Muitas vezes, inconscientemente, queremos apresentar físicamente o que somos internamente, numa crescente necessidade de ser espelhado o tempo inteiro, por incapacidade de desviar o olhar de si mesmo e olhar o outro. Trata-se do apego excessivo à auto-imagem. É um problema psicológico que nos impede de crescer, pois gastamos energia na preocupação estética, desviando-a do trabalho de transformação interna. As pessoas tornam-se, dessa forma, superficiais e egocêntricas em suas relações. Somos seres espirituais que utilizamos um corpo perecível, como atesta a realidade material. O que deve ser conservado é o desejo de se transformar e não de cristalizar uma forma. A psiquê humana é extremamente plástica; amolda-se às situações visando o equilíbrio da totalidade. Querer conservar o corpo sempre jovem é não perceber aquela flexibilidade, a serviço do aperfeiçoamento do espírito. Há até quem afirme que é mais importante ter e conservar a alma jovem. De certo que tem sentido a afirmação, porém deve ser levada sempre para a motivação, isto é, deve-se sempre conservar-se determinado e otimista quanto ao futuro. Ser jovem em espírito é confiar em si mesmo e em Deus. Diante das dificuldades inerentes à idade avançada, principalmente a sensação de se acreditar desprezado ou rejeitado, deve-se pensar em realizações que não exijam o vigor físico característico da juventude, nem querer estar no centro das atenções dos mais jovens. Os motivos dos que nos são filhos ou parentes, quando chegamos à velhice, diferem dos nossos e devemos respeitar-lhes os interesses, por mais distantes que sejam. As pessoas que já passaram da fase adulta e que entraram na chamada terceira idade, ou ‘melhor idade’, devem evitar permanecer alimentando-se de experiências passadas, que tiveram seu valor à época em que ocorreram; de viverem relembrando o passado como se o presente e o futuro não existissem. O idoso não deve esquecer que tem um presente e um futuro eternos, os quais devem ser o palco de seus constantes atos cotidianos. O ideal é que, o espírito que alcance a velhice, considere a continuidade da vida e pense no que poderia fazer após a morte caso chegue noutro plano com a energia que tinha cinqüenta anos atrás. Não que a morte do corpo promova tal mudança repentina, mas, ao longo do tempo, sob amparo e assistência adequada, o espírito vai recobrando as disposições para ação. Cada fase da vida tem sua importância e colabora para o aprimoramento do espírito. Na juventude, as motivações para viver são principalmente externas: construir a profissão, estruturar uma família, encontrar um lugar na sociedade, afirmar sua própria identidade, resolver a situação financeira, etc., e é importante obter êxito nesses compromissos para o desenvolvimento de uma personalidade segura. A partir da meia idade e com a chegada da velhice, as buscas devem ser outras. A juventude estimula a expansão; a velhice reclama o recolhimento, a necessidade de investir no mundo interior. A maturidade e a velhice vêm comumente acompanhadas pela necessidade de rever os valores que nortearam a vida até então. Estes não podem continuar a usar o exterior como referência, o que é característica da juventude, mas fundamentar-se na percepção da realidade essencial de si mesmo, o espírito. Se não existissem aprendizados diretamente associados à velhice, não precisaríamos passar por ela. As limitações biológicas e físicas que lhe constituem são chamadas para a relativização dos valores materiais e o abandono das ilusões do passado, convidando o ser humano à realização de sua totalidade.

Doenças

São componentes de redes psíquicas que se convertem em sintomas físicos, buscando estabelecer o equilíbrio energético do sistema corpo-mente. Não são elementos isolados dos processos psicológicos, nem influências de agentes externos estranhos a nós mesmos. São fatores de mudanças psíquicas que ocorrem como determinantes que obrigam a novas formas de sentir, pensar e a novas atitudes. Não são elementos patológicos em si, mas sinais de uma patologia psíquica em curso. Trazem respostas e indagações à própria psiquê. Merecem, a princípio reflexão para se procurar qual a mensagem que se encontra por detrás do sintoma, visto que não foi possível, por si só, o ego intuir quanto à correção de rumo a ser feita, vinda do Self. A doença, qualquer que seja, coloca, principalmente durante a dúvida sobre seu diagnóstico, o ego num estado de receptividade e fragilidade, tornando-o suscetível à percepção e assimilação de complexos que jazem autônomos no inconsciente. Excetuando-se aquelas cuja origem está associada à fadiga natural dos órgãos e tecidos, decorrente do ciclo natural de cada existência, elas trazem informações preciosas sobre o funcionamento da psiquê, pois se prestam às projeções da sombra e às manifestações dos complexos inconscientes. Diante de qualquer doença, independente de buscarmos os recursos médicos ao alcance, devemos nos perguntar:

1. Em que sentido esse sintoma quer chamar minha atenção?

2. O que, em meu psiquismo, não está funcionando bem?

3. Que comportamento em mim necessita ser mudado?

4. De que estratégias devo utilizar para exteriorizar melhor minha emoções, evitando a necessidade de manifestar fisicamente problemas psicológicos?

Pergunte-se sempre: o que ainda não aprendi que me faz passar pelo que estou enfrentando? Que sentimento preciso aprender que ainda não percebi? O que preciso aprender e transmitir para meu próximo? Devemos também considerar que ninguém é causador de nossas doenças. Quando muito são agentes, mas não criadores delas. Nem as bactérias, nem os vírus, nem tampouco as pessoas que nos contaminam com as doenças, são seus causadores em nós. Existe uma predisposição para que a doença se instale em nós e ela é favorecida pelo nosso modo de viver, sentir e pensar. Calma, reflexão, paciência, desejo de se curar, atitude positiva e auxílio médico, e, em certos casos, tratamento espiritual, são os componentes básicos do processo a ser enfrentado em face da doença física. Diante da doença alheia compete-nos buscar auxiliar o outro no seu processo de cura integral: do corpo e da alma. Ajudar, através do consolo, solicitando-lhe reflexão, sempre que o momento comportar. As doenças nascem no inconsciente, muito embora a vida consciente exerça influência capital em sua origem e manutenção. Pode-se dizer que elas, embora existam, não são o mal em si, pois é a psiquê que está doente. Somos curadores uns dos outros, dentro dos limites de nossa competência, considerando que servimos para que o Self-Curador do outro seja projetado em nós. Nem sempre conseguimos o intento da cura, mas contribuímos para que o processo de sofrimento do outro seja aliviado. O processo de espiritualização requer que encaremos as doenças como subproduto da descompensação psíquica do indivíduo, merecendo cuidado na análise. Sua simples cura física não implica na solução do conflito psicológico gerador.

Prepotência

A prepotência é irmã da arrogância. Nascem ambas do complexo de inferioridade inconsciente. Para compensar esse complexo o indivíduo passa a atuar de forma a demonstrar o que lhe falta, isto é, acreditar em si mesmo. Prefere submeter os outros por não conseguir suportar seu sentimento interno de pequenez. Os prepotentes são pessoas de difícil trato, que conseguem afastar as outras de si mesmo, estabelecendo uma certa distância em relação aos demais. Não são sociáveis, muito embora o desejem, porém não entendem por que não o conseguem. Face à forma de atuar na vida, se prestam facilmente a servir de anteparo às projeções das sombras dos outros. As pessoas fazem questão de lhes apontar os equívocos e a empáfia em suas atitudes. Nesse papel, a psiquê do indivíduo se encontra prisioneira do complexo, visto que expressa-se através do ego, o qual se sente poderoso. Seu aparente poder vem da conexão que estabelece com a fragilidade contida no complexo de inferioridade existente no inconsciente. Para se sair da prepotência pode-se iniciar com a própria capitulação do ego, o qual deve começar a admitir sua própria fragilidade, primeiro a si mesmo e depois a alguém. Esse é o trabalho mais difícil, visto que o ego não deseja perder sua posição, inflado, que se encontra, julgando-se possuidor de um poder que é do Self. É o desafio da humildade. A força aparente de uma pessoa prepotente vem da identificação do ego com o poder dominante ao qual se vincula. Nesse ponto, ele acredita ser o próprio Self, atribuindo-se a falsa idéia de centro do mundo. A quantidade imensa de energia dirigida para a atitude prepotente, poderia ser transformada e colocada a serviço da dissolução do complexo, através de sua conscientização. Liberada a energia constelada pelo complexo, ela poderá ser utilizada para as realizações da própria alma, dentro do processo de individuação. Diante de alguém prepotente, devemos perceber nossa própria sombra, ao invés de projetá-la no outro, que ainda não percebeu a dele. Não é conveniente colocar nossa sombra para fora, reagindo ao outro, pois estaremos agindo com a mesma prepotência dele.

Culpa

Geralmente decorre de uma sanção interna por algo feito em desacordo com princípios pré-estabelecidos. Resulta da inadequação entre o ato e a norma. Nem sempre se trata de uma atitude, idéia ou sentimento em desacordo com as leis de Deus. Algumas vezes se deve à forma como o indivíduo, face as influências da cultura e do meio social, se sente ou se posiciona. Pode-se sentir culpado por alguma coisa que, se vista sob outro ângulo, teria outra conotação. Ao invés da culpa, nesse caso, seria mais adequado a responsabilidade pessoal sobre o ato cometido. A culpa é a impressão da responsabilidade que se assume diante de uma ocorrência passada, sem, no entanto, a coragem de resolvê-la. Muitas vezes a pessoa se sente impotente para solucionar o conflito do qual se atribui a autoria. Liberar-se da culpa é colocar-se diante das conseqüências dos atos com a disposição de resolvê-los corajosamente. Muitas vezes, as conseqüências não são tão drásticas como pensamos, visto que antevemos punições que também estão contaminadas pelos valores morais e sociais de cada época. Todas as atitudes que o ser humano tem, por mais vis que sejam, podem não deixar culpa quando, ato contínuo à realização, advém o trabalho sincero de reparar-lhes as conseqüências danosas a si e aos outros.Não basta o arrependimento nem a realização de outro ato compensatório, pois o trabalho de reparação requer retornarse às causas geradoras do que foi feito. O processo de reparação não é punitivo ou compensatório, mas sempre educativo. Para a eliminação da culpa é preciso aprender a não fazer mais o que se fez e internalizar a lei de Deus que não se conhecia, antes de se cometer o ato equivocado. Diante da culpa e com consciência plena de ter feito algo inadequado, algumas atitudes psicológicas e práticas são recomendáveis, considerando-se que a mente se autoregula para enfrentar as possíveis conseqüências. Do ponto de vista psicológico, quando cometemos algo que acreditamos em desacordo com alguma norma, instalamos automaticamente o processo de culpa. Abrimos, dessa forma, uma porta para que algum evento externo venha conectar-se a essa “permissão”. Quando a culpa é inconsciente, leia-se, oriunda de vidas passadas, algum evento ocorrerá para que reparemos o equívoco. A psiquê fica vulnerável à ocorrência de um evento externo para que o sistema entre em equilíbrio, e se feche a porta que foi aberta. Esse evento externo não necessita da ação de outra pessoa, que pode, por livre arbítrio, infelizmente, tornar-se o “justiceiro” de nosso destino. Neste caso, estará abrindo alguma porta que exigirá um evento correspondente, para seu próprio equilíbrio. O trabalho de reparação dos equívocos cometidos, conscientemente ou não, pode ser feito sem que o espírito venha a sofrer. Para tanto deve:

1. Formular detalhadamente o equívoco cometido;

2. Enumerar todas as razões pessoais, sejam condenáveis ou não, que levaram ao ato;

3. Enumerar outras maneiras que poderiam ter sido utilizadas para a realização daquele ato;

4. Identificar atitudes, pensamentos e sentimentos que gostaria de evitar fazer de novo;

5. Verificar em que leis espirituais, das constantes nos próximos capítulos, você “tropeçou”;

6. Estabelecer um plano exeqüível em que você agora aja de acordo com cada lei que contrariou por atuação indevida ou desconhecimento;

7. Submeter suas conclusões a outra pessoa.

As culpas são processos que permitem a instalação de obsessões, quando não nos confessamos a nós mesmos, a alguém e a Deus. Tornam-se perigosas companheiras psíquicas na medida que desejamos ser punidos. Às vezes, a culpa é tão forte que chegamos a somatizar processos físicos dolorosos de reparação. Algumas doenças, até mesmo a síndrome de pânico, podem se originar das culpas não trabalhadas. Na culpa, o ego submete-se ao complexo de rejeição e de autoflagelação.

Medos

São elementos psíquicos que se apresentam à consciência pela falta de segurança e equilíbrio interno. Surgem sempre quando algo está ameaçado de sucumbir. A psiquê interpreta como se houvesse uma descompensação que lhe tira o equilíbrio. Decorre da pressão do inconsciente sobre a consciência, devido aos conteúdos ativados a partir de eventos internos e externos que se conectam aos complexos. Os medos são típicos do ser humano que ainda se encontra no processo de iluminação interior. Eles são muitos e suas causas diversas. Foram, em sua maioria, estruturados desde o período em que éramos seres primitivos e habitávamos as cavernas. São componentes da personalidade e, paradoxalmente, nos preparam para enfrentar o que nos atemoriza. O medo da morte do corpo, parece ser o que mais apavora o ser humano, tal sua identificação com ele. O ego se projeta no corpo físico e acredita tê-lo como sua representação fiel, visto que, quando vem o sono, isto é, quando o corpo dorme, ele perde sua autonomia. O medo da morte é o medo do ego de desaparecer. Por esse motivo o indivíduo, movido pelos desejos egóicos, apega-se ao corpo como se ali estivesse sua própria essência. O processo de iluminação interior possibilita uma redução nesse medo, por transferir o referencial do ego para o Self, que não mais se projeta no corpo físico. O ego, influenciado pelo medo de desaparecer, presente no seu dia-a-dia, contamina suas relações com o inconsciente, trazendo à consciência as lembranças de experiências traumáticas e difíceis vividas ao longo das vidas anteriores, ampliando o leque de receios na vida. O processo é sutil, tornando-se difícil separar os medos da atual existência daqueles oriundos do passado reencarnatório. Eliminar medos requer reflexão e determinação, visto que o mundo social, com seus referenciais egóicos, ampliam sobremaneira nossa dificuldade em lidar com eles. O medo é decorrente do desconhecimento a respeito do objeto que nos causa pavor. Diante do medo, devemos fortalecer nossas convicções espirituais para que não nos deixemos sucumbir às fantasias de extinção oriundas do ego. Somos espíritos imortais, eternos e fadados à perfeição; internalizar isso é suficiente para enfrentarmos qualquer tipo de medo. Quando nos encontramos sob o domínio do medo de que algo nos aconteça, mesmo diante da ameaça real da ocorrência de um fato desagradável que possa se avizinhar, é preciso termos em mente o seguinte:

1. Nada me acontecerá que não seja útil para o meu processo evolutivo;

2. Acredito nas possibilidades favoráveis quando enfrento situações adversas;

3. Enfrento, de forma progressiva o objeto causador do medo;

4. O medo que sinto não vem do objeto, mas de meu mundo interior;

5. Devo ter consciência das influências espirituais favoráveis ao meu sucesso, como também não devo fixar-me nas desfavoráveis;

6. Preciso fortalecer e estruturar melhor meu ego para começar a ultrapassar o medo;

Diante do medo, de qualquer natureza, é preciso calma e segurança a fim de manter a mente em equilíbrio para poder enfrentá-lo. Caso meu medo venha de outras vidas, não permitirei que ele continue na próxima. Envidarei todos os esforços possíveis para solucioná-lo desde já.

Espíritos

Lidar com o espiritual sempre deixou o ser humano, de certa forma, perturbado, face aos fatores que envolvem as crenças a respeito de sua existência. Na maioria das vezes, associa-se os espíritos e tudo que se correlaciona com eles, à morte e ao sobrenatural. Por esse motivo, toda temática envolvendo os espíritos ainda provoca perturbação na maioria das pessoas. Às vezes, permitimos que nossos sentimentos em relação às pessoas que já faleceram, pelas quais nutríamos afeição e amor sinceros, se transforme em medo e pavor, por que não aprendemos a lidar com o assunto. A psiquê se contamina pelas crenças e valores ultrapassados, impedindo que sentimentos de ordem mais elevada sejam expressos. Quando alguém que conhecíamos morre, trazemos de volta os mesmos sentimentos de quando morremos em vidas passadas. Isso permite que aflorem as impressões antigas a respeito de espíritos e de “mortos”. Por mais que se queira negar a influência dos espíritos, não é possível precaver-se de sua presença psicológica forte no psiquismo humano, determinando e alterando nossas atitudes. Mesmo que sejam considerados fantasias, tendem a ocupar o lugar deixado pela ausência de sabedoria em lidar com sua realidade ou com a probabilidade de sua existência. Por vezes, afastamos nossos filhos dos temas que se relacionam com espíritos, por acreditar que eles não têm maturidade para encarar a questão. Afirmamos isso como se tivéssemos o que negamos neles. Projetamos nas crianças nossa dificuldade real em lidar com o assunto. O que se relaciona com espíritos não deve ser tomado como objeto de crença ou de responsabilidade das religiões, mas como uma questão crucial para o ser humano, em face da necessidade da psiquê responder às suas indagações sobre a morte. A questão é crucial ao ego, pois enquanto ele não se satisfaz com uma resposta plausível sobre sua sobrevivência, permanece inquieto, necessitando de alguma compensação que transforma o que deveria ser simples num problema grave.Temer os espíritos é temer a si mesmo, declinando do dever de resolver uma questão psicológica séria, que, quando satisfeita, liberta a psiquê para mobilizar suas energias a serviço do processo de realização pessoal. A Vida, tomada em seu sentido mais amplo, envolvendo a imortalidade do espírito, requer uma nova definição sobre a existência. Diante da necessidade de lidar com espíritos e suas manifestações mediúnicas, devemos ter consciência de que estaremos enfrentando nossas próprias questões internas e, quando amadurecemos na relação com eles, resolveremos os cruciais problemas da existência humana. O ser humano nunca será o mesmo após internalizar a existência real dos espíritos que, como nós próprios, continuam vivendo após a morte do corpo físico. Do ponto de vista psicológico, devemos estabelecer uma relação com os espíritos de forma madura e equilibrada, sem transformá-la em algo sagrado e do domínio da crença. Os espíritos são seres como nós, aos quais não cabe reverência ou manipulação, pois se assim o fizermos a psiquê inconsciente tenderá a estabelecer uma relação objetiva com os complexos que se vinculam à temática do sobrenatural. O ser humano maduro tratará a relação como outra qualquer que se tem com pessoas, sem desprezá-la, banalizá-la ou sacralizá-la, pois se dessa forma proceder-se estar-se-á permitindo que ela se torne o que conscientemente não se deseja, isto é, mais um problema, ao invés de ser a solução. Mesmo que deixemos a relação com os espíritos no campo da crença, temos que ter o cuidado de trabalhá-la para que não tenha a conotação psicológica de terreno perigoso ou fora da realidade da consciência. O assunto requer percepção da situação do ego e de seus medos e valores.

Sexualidade

A palavra sexualidade resume todas as formas de se lidar com a energia do sexo e das motivações ligadas ao prazer do corpo físico. Sexo, no sentido de algo que nos motiva à busca de um prazer, como uma energia que nos impulsiona a um objetivo, não tem conotação diferente de outras motivações que mobilizam a psiquê para diferentes realizações. É também energia criadora a serviço da Vida, não só no campo de realização das formas como na descoberta do corpo como instrumento de prazer. Pela ignorância do ser humano, a sexualidade é geralmente dirigida para a exclusiva obtenção de prazer, sem que se tenha dimensão de suas finalidades superiores. O ser humano, por utilizá-la de forma exacerbada, equivoca-se e aliena-se de outras metas da Vida. Nessa busca incessante pelo prazer sexual, ele se envolve e se vicia, permitindo que se instale psiquicamente padrões de pensamentos e emoções que lhe direcionam o comportamento. Dessa forma, ele utiliza sua sexualidade de uma maneira pueril e inconseqüente, sem se dar conta das implicações psicológicas decorrentes. Surgem os problemas ligados à sexualidade, que, pela dimensão que o próprio ser humano lhes atribui, tornam-se superlativos e complexos. Envolvem as motivações, os objetivos de vida, os relacionamentos, as escolhas, a visão de mundo, e, principalmente, a relação que tenha com Deus. Os valores sociais, fortalecidos pela mídia que propagandeia a vulgaridade, tornam o uso da sexualidade quase como uma obrigação a que todos têm que se submeter. Não há qualquer preocupação com idade, nível evolutivo, momento de vida, pois têm que usá-la a qualquer preço. A compulsão para o uso passa a ser moda, e motivo de preocupação para quem não tenha a libido à flor da pele, pois se sentirá diferente dos demais. Acostumamo-nos psicologicamente a depender daquela energia como meio de sobrevivência, deslocando nossas motivações para prazeres cada vez mais emocionantes. Torna-se uma doença psíquica, pois o uso do corpo de forma repetitiva promove condicionamentos psicológicos, da mesma forma que certos padrões de pensamento alteram nosso organismo. Para libertar-se da compulsão sexual, tal qual ocorre com o alcoolismo, é necessário que o indivíduo inicie um processo de desintoxicação gradativa buscando o respeito pelo corpo e seus limites, evitando excessos e redirecionando sua motivação para outros ideais.O modismo e os exageros na sexualidade promovem o festival de fetiches ou artefatos para promover o prazer a qualquer custo, sem a preocupação quanto às interferências no psiquismo do próprio indivíduo. O fetiche, enquanto instrumento de ampliação do prazer, passa a se tornar, com o tempo, imprescindível e determinante para que se alcance a liberação do desejo compulsivo, até que, mais tarde se torne também indispensável, levando o indivíduo a novas e cada vez mais alucinantes aventuras. O fetiche funciona como uma ferramenta que pretende substituir a incapacidade de se consertar um defeito, do qual não se sabe a causa. É uma muleta psicológica que não resolve nem tampouco alivia a ansiedade daquele que deseja o prazer. Será um paliativo, cujas conseqüências se tornarão cada vez piores. Libertar-se dos fetiches requer penetrar no psiquismo do indivíduo a fim de descobrir o que o levou a essa necessidade. Geralmente sua utilização está associada a processos cármicos de uso inadequado da sexualidade. Nesse campo vamos também encontrar as pessoas que, no uso do sexo não conseguem obter o prazer, muitas vezes criando fantasias e enganando o parceiro. Tornam-se frias e frígidas, não conseguindo o que deveria ser natural, pois o corpo físico possibilita a todas as pessoas que alcancem o prazer. É comum ocorrer entre as mulheres, visto que o homem nem sempre consegue fingir seu prazer. Embora negado pelas religiões e por algumas culturas, o prazer sexual não se constitui em empecilho ao processo de desenvolvimento pessoal, mas seu uso desequilibrado e em desarmonia é que o impede. A frigidez de hoje está associada ao uso inadequado da sexualidade, na vida presente ou em vidas passadas, o que provoca um bloqueio, movido pela culpa, na liberdade em sentir prazer. É fundamental um trabalho de análise para desbloquear a mente. Esse trabalho se inicia com a conversa franca com o parceiro e a busca pela reflexão sobre o uso adequado da sexualidade a serviço do amor. Ainda surge a impotência masculina como um dos problemas que cada vez mais vem atingindo o ser humano, sem que ele consiga descobrir suas causas. Às vezes, ele tem buscado meios artificiais, seja através de remédios ou de implantes, para tentar solucionar o problema. Da mesma forma que a frigidez feminina, a questão nem sempre é física, mas psíquica. Deve o ser humano buscar analisar o que está sendo colocado no lugar de seu desejo sexual de obter prazer. A análise e a conversa franca sempre serão o meio mais eficaz de se iniciar o processo de cura. De qualquer forma os problemas sexuais, quaisquer que sejam, merecem atenção e cuidados, a fim de não se tentar resolvê-los de forma a criar-se novos problemas. O assunto requer sempre diálogo, pois não fomos acostumados a tratar sem culpas do sexo. Em todos os casos, as causas estão associadas a complexos psicológicos que podem ser resolvidos.

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Bibliografia para consulta
1-O despertar de uma nova consciência
Eckhart Tolle
2-Momento de despertar
Shakti Gawain
3-Psicologia da Alma
Dr Joshua David Stone
4-Um Curso em Milagres
Foundation for de Inner Peace
5-Ascenção Cósmica-roteiro para os reinos desconhecidos da luz
Dr Joshua David Stone
6-Sua missão ascencional-O seu papel no Plano Maior
Dr Joshua David Stone
7-Ascenção Cósmica
James Tyberonn
8- O processo da Iluminação Espiritual
Judith Blackstone
9-Modern Physics and Vedanta
Swami Jitatmananda
10-Vedanta Monthly
Vedanta Center
11-Manuscritos -acervo pessoal
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