Criei este Blog para minha Mãe Cigana Rainha do Oriente, sendo uma forma de homenageá-la, bem como postar assuntos atuais e de caráter edificante, lindas mensagens, poesias de luz, também aqui brindemos á amizade verdadeira e elevemos o principal em nós ou seja a essência Divina, Deus e a Espiritualidade em geral.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

A VIDA HOLÍSTICA-A cada dia devo perceber mais como as leis espirituais se processam-






UMA VISÃO HOLÍSTICA DO SENTIDO DA VIDA

O ser humano deve cada vez mais tornar seu conhecimento sobre a Vida holístico, isto é, procurar ampliar sua visão sobre o mundo, acumulando o saber já alcançado. A cada dia deve perceber cada vez mais como as leis espirituais se processam, com o intuito de viver bem em sociedade. O grande objetivo da evolução é ascender espiritualmente e isso se dá pelas aquisições dos paradigmas das leis de Deus e da capacidade de distinguir emoções em si mesmo, quando estas ocorrem. Esse conhecimento implica em saber e em vivenciar, em conhecer e praticar as leis de Deus, através do amor à Vida. Conhece-se as leis pela convivência e participação social. Conhecer não é saber, tanto quanto gostar de alguém não é saber amar. É preciso aprender a usar as leis do Plenum Cósmico/ Deus, como também a distinguir sentimentos. O impacto de uma nova encarnação, o contato com o mesmo ou um novo grupo familiar, a constituição de novas relações, a reconstrução de uma nova identidade social, as transformações sociais, as pressões internas das memórias de vidas passadas, os desafios das provas e expiações, bem como a necessidade de progredir, levam o espírito à tomada de atitudes e a comportamentos cada vez mais complexos, estabelecendo-se, no seu somatório, o que chamamos de personalidade integral. Ela é o conjunto constituído de sua essência individual e das reações a essas motivações. Por uma delas apenas não se pode reconhecer o nível de evolução em que se encontra o Espírito. Um comportamento não é suficiente para revelar uma personalidade. A cada encarnação ele vai aprendendo algo mais acerca das Leis da Fonte Criadora/ Deus, sendo-lhe sempre uma surpresa voltar ao corpo físico. Pertencer a um novo grupo familiar constitui-se em campo fértil para novas realizações com encontros e desencontros. Com aqueles entes, com os quais geralmente já conviveu no passado, ele vai estabelecer novas formas de relação e de aprendizado. Novas relações serão construídas a partir da educação que venha a ter e dos vínculos que venha a construir. Terá uma nova concepção sobre si mesmo calcada em valores do grupo sócio-cultural do qual fará parte. Entretanto só se libertará da antiga visão de si mesmo à medida que complete o processo reencarnatório e se desligue psicologicamente das novas relações familiares. Esse desligamento não é físico, mas psicológico, principalmente quanto à tomada de decisões sobre seu próprio destino e suas escolhas. Nessa nova encarnação, seu passado reencarnatório, então inconsciente, será como um propulsor latente, lembrando-lhe a todo momento seu potencial já acumulado. Viverá movido por ele, pelos estímulos externos, pelo progresso inevitável e pela sua vontade interna. As provas e expiações que tenha que passar estarão presentes a dinamizarem sua vida não lhe permitindo ultrapassar uma fronteira sem o devido saber. Por vezes, a presença de alguém em especial poderá modificar todo o seu planejamento de Vida, levando-o a caminhos não previstos. Esses caminhos poderão fazê-lo progredir mais ou atrasar-se em sua marcha na direção da felicidade pretendida. Espíritos de escola podem surgir em sua vida, através da reencarnação, e tocá-lo a uma nova ordem de valores, fazendo-o alcançar patamares que só conseguiria após muitas encarnações. São como “anjos-de guarda” encarnados. O Espiritismo não é uma camisa de força para o comportamento humano. Por ser um saber que liberta, deve levar à felicidade e não ao degredo. Proibições não pertencem aos seus princípios, porém, assumir conscientemente responsabilidades pelos próprios atos representa norma de conduta espírita. O ser humano, em sua caminhada evolutiva, deve ter direito a escolhas devendo buscar aquilo que lhe convém de acordo com seu momento de vida. As diretrizes básicas podem ser encontradas em muitas doutrinas filosóficas ao longo das Eras. Quando afirmamos que o Espiritismo nos permite conhecer as Leis Maiores, é preciso que entendamos que lei é um processo pelo qual o que é desconhecido se realiza, isto é, tudo que ocorre se dá dentro dos limites de leis.



As Leis Maiores, ou leis espirituais, dão sentido à Vida. Leis são processos de criação e de materialização da própria Vida. Podemos dizer que as leis da Fonte/ Deus, longe de serem apenas morais, são leis gerais ou espirituais, num sentido mais amplo, nas quais a Vida acontece. Costumamos pensar que as leis do universo funcionam da mesma forma como pensamos, isto é, linearmente, matemáticamente. Transferimos nosso modo de pensar e idealizar as coisas para o funcionamento das leis. Não temos idéia real de como as coisas ocorrem em essência. Pensamos racionalmente e acreditamos que as leis funcionam da mesma forma como as idealizamos. O funcionamento das leis da Vida deve ser percebido enquanto elas se processam em nós. As ações isoladas nem sempre nos dão essa dimensão, sendo necessário olhar-se ao longo de certo período da existência humana, que pode variar de dias a décadas. Independente das escolhas pessoais, deve-se verificar como os fatos externos nos atingem e como se desenrolaram sem lhes atribuir responsabilidade direta a ninguém.Não há culpa pelo que sofremos, muito menos por causa de alguém, por mais que haja uma intencionalidade da pessoa em nos atingir. A “culpa”, que prefiro chamar de responsabilidade, de tudo que nos ocorre, nos pertence. Atraímos nossos agressores por termos necessidade de nos educar. Infelizmente eles se colocaram nessa condição. Se eles não o fizessem, as leis de Deus o fariam, por outros meios. A Vida nos responde como necessitamos aprender. As pessoas, sem lhes tirar o livre arbítrio, são instrumentos para que as lições, as quais precisamos aprender, nos cheguem. Deus não necessita de vingadores. O ser humano assim se coloca por imperfeição.

A percepção das leis da Vida decorre de sua utilização. Utilizá-las significa permitir-se viver situações sem que isso prejudique terceiros. Experienciar emoções, sentimentos, atitudes, pôr em prática idéias, senti-las e 181 analisar suas conseqüências, significa aprender e viver uma vida melhor a cada nova experiência. Ter recursos, ou não tê-los, pode possibilitar aprendizagens semelhantes aos indivíduos, independente de suas capacidades intelectuais ou morais. As experiências da perda, do ganho, da cobiça, do desapego, da competição, da inveja, da falta e do excesso, serão vividas por todos, tendo ou não recursos materiais. Naqueles momentos em que experienciarem os processos respectivos, estarão aprendendo algo das leis da Fonte/Deus. Não são essas leis aplicáveis apenas particularmente às ligações entre espíritos, no que diz respeito à mediunidade, às influências entre encarnados e desencarnados ou aos aspectos morais, mas leis da Vida em toda sua extensão. Elas sempre estão funcionando em todas as circunstâncias e em todo o Universo.

A aquisição dos elementos ou paradigmas que alicerçam essas leis se dá dia a dia, através da repetição de experiências semelhantes, no percurso da evolução, que ocorre no tempo longo da trajetória do Espírito. Só as repetidas experiências, através de encarnações sucessivas, bem como no interstício entre elas, possibilitam a sedimentação dos parâmetros das leis da Vida. Uma experiência por si só não é suficiente para estabelecer que já se aprendeu determinado aspecto de uma lei. É preciso vivenciar as várias situações e possibilidades que ela estabelece para seu verdadeiro conhecimento. Uma lei da Fonte/ Deus não significa um saber pontual e perfeitamente delimitado numa determinada situação enfrentada pelo Espírito. Elas, as leis de Deus, se estruturam em paradigmas que devem, um a um, ser apreendidos pelo Espírito em evolução. Essa apreensão se dá ao longo do tempo, em sucessivas experiências, sob ângulos distintos, nos mais diversos papéis sociais e sob condições múltiplas. Uma encarnação mal dá para se apreender um dos princípios que compõem apenas uma das infinitas leis. Esse processo de descoberta das leis da Fonte/ Deus se dá de forma coletiva, isto é, as experiências embora introjetadas individualmente, decorrem de vivências comuns. São apreendidas nas relações entre os indivíduos e nas atitudes perante as transformações que ocorrem no meio. O aprendizado isolado apresenta características diferentes do que decorre da relação do ser humano com seu semelhante. Mesmo tendo aprendido a conhecer-se num isolamento refazedor, ele deverá complementar seu aprendizado no convívio com seus pares.

As mudanças desejadas e as efetuadas em meditações e retiros, obrigatoriamente deverão ser submetidas à prova da convivência. Duas pessoas que se relacionem em qualquer papel social poderão estar aprendendo aspectos diferentes das leis da Vida. E se estiverem em momentos evolutivos distintos, poderão estar aprendendo aspectos diferentes de leis também diferentes. A percepção dos mecanismos sutis das leis de Deus representa uma preparação para a ascensão espiritual que se almeja. Esses mecanismos, às vezes, chegam à nossa percepção nas atitudes e ocorrências mais simples e com pessoas a quem nem sempre damos a devida importância. As leis de Deus são múltiplas e de alcance infinito. Podemos percebê-las em todos os momentos da Vida.

Minha mente é um canal de comunicação com o universo à minha volta

Cada vez mais percebemos que nossa mente está conectada ao universo. Minha mente é um canal de comunicação com o universo à minha volta sendo um veículo aberto à recepção e emissão de idéias e emoções. Vivemos num universo onde transitam ondas ou partículas em freqüências diversas que a mente humana nem sempre é capaz de registrar, mas que varam distâncias incríveis, inacessíveis diretamente à consciência. Às vezes são tão sutis que nem os mais sofisticados aparelhos lhes registram a existência. Independente da tecnologia de hoje, o ser humano sempre esteve imerso nesse universo de emissão e captação de mensagens, sejam oriundas de seus pares ou da própria natureza com seus sinais espontâneos. O universo vibra, pulsa e reverbera a freqüência divina nas mais diversas gradações. Não importa no momento se são ondas, partículas ou fluidos, ou sua natureza física, pois se trata apenas da PRIMEIRA manifestação de uma idéia ou emoção que está vinculada à matéria, e nos alcança onde quer que estejamos. A mente humana, diferente do cérebro físico, emite e capta, sem o auxílio dos cinco sentidos, sons, imagens, idéias, emoções, dentre outros estímulos desconhecidos, sem que a consciência seja acionada. Tais formas de captação e emissão sofreram interpretações diversas ao longo da história, segundo os paradigmas inerentes a cada época. A possibilidade de captar mensagens desconhecidas teve várias interpretações.

Foi considerada:

a) um poder sobrenatural;

b) uma capacidade ou “dom” cedido por Deus;

c) um poder demoníaco;

d) mediunidade; e, por último,

f) Percepção Extra Sensorial.

A faculdade da comunicação com o universo, inerente ao espírito, quer encarnado quer desencarnado, transcende a esfera do pensamento, da fala e da atitude geral. Ela é facultada pela própria existência. Descobrir-se em permanente comunicação com o universo e perceber seus sutis mecanismos, é um dos passos mais importantes na evolução. Essa faculdade ampla e de abrangência ilimitada chama-se mediunidade. Graças a ela e ao amadurecimento da prática mediúnica tornou-se possível ao ser humano desvendar os escaninhos do inconsciente. Independente dos mecanismos cerebrais, de sua fisiologia ou condições psíquicas, estamos a todo momento nos comunicando com nossos semelhantes, com a natureza e com a Fonte/ Deus. O cérebro humano não representa o único veículo para essa comunicação. Ela se dá na essência do espírito. O corpo físico possibilita apenas um tipo de comunicação, mas não o único. O perispírito possibilita outros tipos que não dependem da química cerebral. O espírito, porém realiza múltiplos tipos de comunicação, mantendo ligações com a Vida e com o universo, inacessíveis à nossa compreensão. Essa comunicação, verdadeiro diálogo permanente, independe da consciência ou da vontade do indivíduo, sendo inerente ao Espírito. Nesse sentido existir é interexistir; estar dentro de, ou entre algo maior. Conseguir trazer o processo de comunicação para a consciência representa um grande passo na evolução do ser humano. Quanto mais ele se conscientiza desses processos transcendentes mais deles se utiliza para seu crescimento espiritual. Essa conscientização se dá na medida que ele escuta mais, isto é, percebe os sinais que vêm espontâneos e em resposta às suas atitudes.

A Vida nos dá o que a ela oferecemos. Nem mais nem menos.

É nessa relação entre o ser humano e a Vida que ele passa a conhecer-se, a descobrir-se, a transformar-se e iluminar-se. A comunicação com os espíritos, no sentido mediúnico, não representa a única via da faculdade inerente ao humano, chamada de mediunidade. A faculdade é universal e sua utilização ampla e responsável representa um degrau a mais na evolução humana. O trabalho mediúnico, em que ela é a ferramenta-ponte fundamental, tornar-se-á, como hoje o é, uma de suas múltiplas vias de expressão. Seu uso se tornará mais abrangente e alcançará a amplitude semelhante à da fala. A mediunidade é a ligação entre o ser humano e a Vida, que transcende os limites do corpo e das contingências culturais. Por muito tempo o ser humano pensou em desenvolver o cérebro a partir de técnicas diversas e de substâncias químicas, acreditando poder aumentar suas capacidades de comunicação e percepção do mundo à sua 186 volta. Sua busca, ao contrário de lhe dar uma visão mais compreensiva da Vida, distorceu-lhe a faculdade, permitindo os equívocos interpretativos sobre si mesmo, além de lhe dar uma idéia errônea sobre a vida espiritual. A mediunidade é faculdade do espírito; o corpo físico, quando encarnado, e o perispírito, se prestam como instrumentos intermediários. A comunicação no universo se faz dentro das prerrogativas do espírito, pois ela representa a veiculação de mensagens de um transmissor para um receptor. Não há comunicação sem emoção e inteligência, e estas estão presentes na essência do espírito. Essa faculdade, de se comunicar com a essência do universo, pode ser, e deve sê-lo, desenvolvida para o próprio crescimento do espírito. O desenvolvimento se dá com a utilização, com a experiência em envolver-se nos seus meandros. Para alcançar-se progressos no campo da mediunidade, é necessário ligar-se ao espiritual, ao transcendente e ao mediúnico. O estudo, o exercício e o interesse em assuntos relacionados às capacidades paranormais e mediúnicas representam o início do processo de amadurecimento para a aquisição daquela faculdade. Pessoas que apresentam uma capacidade maior em lidar com os fenômenos mediúnicos ou que a possuam já desenvolvida, certamente conviveram com eles em outras encarnações, conservando o que já tinham aprendido. Ter uma faculdade mediúnica desenvolvida significa já tê-la utilizado em outras épocas. Começar agora é garantia de obtê-la nas próximas vidas. Quando pensamos em alguém a pessoa recebe a onda mental que lhe emitimos na qualidade que desejamos. Pensar em alguém é garantia de alcançar o objetivo. Nem sempre o outro registrará conscientemente o pensamento, porém receberá a vibração correspondente. O desenvolvimento da faculdade mediúnica se dá a partir do estudo metódico e da realização de exercícios de concentração e mentalização. A reflexão sobre os próprios pensamentos, seu curso e sua origem, pode levar o indivíduo à capacidade de separar os que são autógenos dos exógenos, na medida que conheça a si mesmo. Separar, dentre os pensamentos, aqueles que nos são sugeridos e assimilados por sintonia, favorece o desenvolvimento da faculdade mediúnica.

Freqüentemente nos deparamos com idéias que se insurgem na mente, originárias de outras mentes, encarnadas ou desencarnadas, que se misturam aos nossos pensamentos de tal forma que não lhes distinguimos a procedência, atribuindo-lhes uma origem pessoal. Porém, são idéias autônomas e que, muitas vezes, superam a nossa livre vontade de pôr um direcionamento às nossas atitudes. Mediunidade é uma faculdade útil ao indivíduo, em qualquer circunstância em que se encontre. Não é boa nem ruim. É simplesmente uma das múltiplas faculdades da alma. Para aprender a desenvolver melhor essa faculdade é preciso: aprender a “escutar” os sinais do universo e distinguí-los do ruído externo, habituar-se ao recolhimento, à meditação, à oração e a ligar-se mais à espiritualidade da Vida.

Princípios espirituais são válidos principalmente nas minhas relações comigo mesmo.

Meu mundo interior é minha prioridade de mudança e campo de aplicação do que aprendo. Princípios espirituais são válidos principalmente se puder aplicá-los primeiramente nas minhas relações comigo mesmo, no trato com minhas questões internas. Os princípios éticos estruturais do Espiritismo vieram, em parte, do Cristianismo e compreendem um conjunto de paradigmas que compõem o repertório consciente e inconsciente das balizas do comportamento humano. Eles não são regras de conduta, mas estruturas sinalizadoras das leis da Vida. As palavras que servem para explicá-los não são capazes de fazê-los compreendidos na sua totalidade. Apenas apresentam à consciência uma forma mais fácil de entendê-los. As palavras que os descrevem são apenas sinais que devem ser necessariamente apreendidos e levados a suscitar emoções e atitudes. Estas sim, são fundamentais ao crescimento do ser humano.



FILOSOFIA E RELIGIÃO

Os princípios morais de qualquer filosofia ou religião são grafados em palavras, ou sinais, e trazem a linguagem de uma época, dirigida especificamente àquela época. Sua essência, traduzível de diferentes formas a cada época e em cada cultura, representa a verdadeira mensagem, cujo alcance pode se restringir aos limites das características impostas pelo conjunto das teorias que lhes apresentam como componentes de seu corpo teórico-doutrinário. Aquela essência só terá sentido quando transcender da compreensão lógica-racional para a vivência e internalização efetiva. Toda mensagem deve ser entendida e relida a cada época e de acordo com os paradigmas inerentes ao meio em que se esteja. Ela deve ter sua compreensão sempre atualizada, conservando-se sua originalidade. Os princípios espíritas, por sua vez, têm um caráter diferente pelo campo teórico em que são apresentados. O universo de aplicação dos princípios espíritas não se restringe a um povo, a uma região ou a uma cultura. São parte integrante da estrutura de compreensão do próprio indivíduo. Sua limitação decorre da linguagem, que terá de adequar-se, a cada época, para apresentar-se. Mas, necessaáriamente, terá de sair da consciência racional para a vivência emocional. Em que pese tentar-se aplicar esses princípios à relação do ser humano com seu semelhante, deve-se perceber que seu campo necessita ampliar-se e atingir a relação do ser humano consigo mesmo.

O ser humano precisa aprender em si mesmo que ele não precisa ser lobo de si próprio nem tampouco ser seu próprio inimigo. Por esse motivo o amar a si mesmo, sem auto-idolatria, é fundamental para o amor ao próximo, visto que ele possibilita a percepção, não só da igualdade existente entre as pessoas, como também da singularidade de cada um. As palavras são produtos de pensamentos, que por sua vez se originam de emoções e instintos, cujo significado nem sempre é alcançável pelo ser humano. Os princípios éticos do Espiritualismo devem ser sentidos e não somente compreendidos. Fundamental é chegar-se aos sentimentos latentes nos princípios éticos. Analisar meus próprios sentimentos, o que sinto durante meus pensamentos, bem como quais os motivos inconscientes do por que eu penso tal ou qual coisa, é um processo de difícil realização, principalmente pela falta de hábito em fazê-lo. Somos educados a valorizar o que pensamos e não o que sentimos. O meu maior inimigo sou eu mesmo, por não ter o hábito de tentar perceber o que sinto. O que não sei sobre mim mesmo e o que nego de mim mesmo, se valorizados, passam a se constituir nos caminhos para meu autodescobrimento. Por não me ter educado a essa percepção vejo que não é fácil lidar comigo mesmo. Quando nos preocupamos mais com o que fazemos do que com o que sentimos, tornamo-nos pessoas inconscientes de nós mesmos. Geralmente o ser humano constrói sua vida voltando-se para fora de si mesmo, ocupando-se com a realização externa, esquecendo-se de si mesmo. Confundindo o que faz com o que realmente é. É comum o ser humano aplicar o que sabe para explicar o mundo e com isso viver bem nele, ou pelo menos tentar. Com isso ele esquece de aplicar seu saber em si mesmo, pois é fundamental conhecer-se para se transformar. As leis da Fonte/ Deus devem ser vistas e revistas no mundo interior tanto quanto as utilizamos no mundo externo. Após aprender os conceitos espíritas, estudar seus princípios básicos em profundidade e executar suas práticas, faz-se necessário apreender aquilo que decorre de sua vivência. Isso significa incorporar ao seu íntimo mais do que palavras, idéias ou conhecimento, mas principalmente as emoções decorrentes de seu exercício. A internalização do que decorre da vivência dos princípios espíritas permite ao ser humano perdoar-se, aceitar sua natureza humana, compreender suas próprias dificuldades de alcançar limites projetados, aceitar suas frustrações e continuar tentando crescer a partir de novos referenciais. Essas atitudes deixam de ser difíceis pela percepção que se passa a ter de que atingir o espiritual transita necessariamente pela humanização do próprio indivíduo. É preciso humanizar-se para alcançar a espiritualização.

A meta da espiritualização não pode prescindir da necessária vivência de emoções comuns às criaturas ainda vinculadas ao corpo. É preciso aprender a sentir a saudade construtiva, o ciúme edificante, a direcionar a energia da raiva, a trabalhar a paixão impulsionadora, a querer bem a alguém, a acolher as pessoas, a vivenciar a maternidade independente de ser mãe, a trabalhar a boa inveja, bem como a acolher todos os sentimentos que o ser humano seja capaz de viver, tornando-os nobres e construtivos. O fato de aprender a valorizar sentimentos que antes evitávamos, aos quais sempre atribuímos caráter negativo, não significa exteriorizá-los de forma prejudicial. Identificá-los e trabalhá-los, aproveitando-lhes a energia característica, significa crescimento espiritual. Negar sua existência é anular-se e perder a oportunidade de desenvolver-se com eles, ficando à mercê das conseqüências inerentes à falta de hábito em entrar em contato com os motivos geradores que lhes deram origem. O processo de espiritualização tem mais sentido se vivido pelo espírito quando reencarnado do que quando desencarnado. A capacidade de aprender, quando se está limitado ao corpo é maior do que sem ele. A limitação imposta pela matéria possibilita ao espírito desenvolver habilidades sob regime de contenção. Quando se contém uma habilidade se desenvolve outra. Perceber seu próprio processo bem como as aquisições reais do espírito já internalizadas, nem sempre é possível ao ser humano. É necessário investir na própria vida interior para habilitar-se às incursões da alma. O ser humano, acostumado à vida exterior, quando realiza seus mergulhos internos através das meditações, nem sempre consegue penetrar nos eventos passados, e quando o faz, traz suas marcas profundas e dolorosas. Para atingir sua própria personalidade integral, ele terá que vencer obstáculos erigidos ao longo de suas encarnações. É dever de quem se candidata à evolução espiritual e pretende alcançar a iluminação, aplicar em si mesmo, com a maior honestidade possível, tudo aquilo que sente, pensa e age em relação ao mundo externo. Ser honesto consigo mesmo, ser exigente e flexível interiormente, ser amoroso e complacente na sua intimidade, significa possibilidade de viver bem e ser feliz.

CONTINUA….

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Bibliografia para consulta
1-O despertar de uma nova consciência
Eckhart Tolle
2-Momento de despertar
Shakti Gawain
3-Psicologia da Alma
Dr Joshua David Stone
4-Um Curso em Milagres
Foundation for de Inner Peace
5-Ascenção Cósmica-roteiro para os reinos desconhecidos da luz
Dr Joshua David Stone
6-Sua missão ascencional-O seu papel no Plano Maior
Dr Joshua David Stone
7-Ascenção Cósmica
James Tyberonn
8- O processo da Iluminação Espiritual
Judith Blackstone
9-Modern Physics and Vedanta
Swami Jitatmananda
10-Vedanta Monthly
Vedanta Center
11-Manuscritos -acervo pessoal
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