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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

EM 3 ANOS, FECHARAM 380 BANCOS NOS ESTADOS UNIDOS!!! A CRISE NOS EUA ESTÁ CADA DIA MAIS FEIA ,,,,

Em três anos, mais de 380 bancos quebraram nos EUA, segundo FDIC
Posted: 15 Sep 2011 12:17 PM PDT

Consequências não foram graves por serem bancos comerciais regionais.

Nos EUA, há cerca de 6.500 bancos; no Brasil, número não chega a 160.

Fabíola GleniaDo G1, em São Paulo
O Greater Atlantic Bank fechou as portas em dezembro de 2009 (Foto: AFP
Nos últimos três anos, desde a quebra do Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008, mais de 380 bancos comerciais fecharam as portas nos Estados Unidos – sem que isso tenha causado qualquer abalo à economia mundial. Os dados são do Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), órgão do governo norte-americano cuja atuação é similar à do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) no Brasil, oferecendo garantias aos investidores.
Um dos motivos para tamanha diferença entre as consequências da quebra do Lehman Brothers e dessas mais de 380 instituições é o tipo do banco. O Lehman Brothers era um banco de investimentos; já a lista do FDIC refere-se apenas a bancos comerciais, que, nos Estados Unidos, têm forte vocação regional.
Em 2009, 140 bancos faliram nos EUA, entre eles o BankUnited (Foto: AFPEm 2009, 140 bancos faliram nos EUA, entre eles o
BankUnited (Foto: AFP)
“Quando um banco de investimento quebra, uma vantagem é que não tem correntista, não tem aquela ideia da fila de pessoas na porta do banco querendo sacar o dinheiro. Mas o problema do banco de investimento é que como não tem esse tipo de captação [dinheiro de correntistas], a forma de captar recursos é através de operações compromissadas – tem muito mais interligações, muito mais contrapartes que o banco comercial”, explica Luis Otávio Leal, economista-chefe do Banco ABC Brasil.
“O Lehman Brothers era o quinto maior banco de investimentos dos Estados Unidos. As operações estavam alavancadas em 50 vezes (o que significa que o banco devia 50 vezes o que valia). É como um castelo de cartas – cada carta deste castelo era uma operação que estava ligada a outra instituição financeira, e numa escala global. O Lehman tinha uma interligação de operações monstruosa e global.”
Diferenças
A falência de quase quatro centenas de bancos nos Estados Unidos no curto espaço de tempo de três anos pode causar espanto aos brasileiros, mas não chega a ser motivo de insônia para os norte-americanos. Isso porque os sistemas bancários dos Estados Unidos e do Brasil têm profundas diferenças.
O Lehman Brothers era o quinto maior banco de investimentos dos Estados Unidos. Ele tinha uma interligação de operações monstruosa e global”
Luis Otávio Leal, economista-chefe do Banco ABC Brasil
Atualmente, existem cerca de 6.500 bancos comerciais nos Estados Unidos. No Brasil, eles não chegam a 160. “O sistema bancário brasileiro é muito mais concentrado que o americano”, destaca Leal.
Nos Estados Unidos, a maior parte dos bancos tem atuação regional. “Existem 865 bancos com problemas, que podem falir a qualquer momento. Toda semana, tem dois ou três bancos quebrando. É um processo de seleção natural lá.”
O economista-chefe do ABC Brasil lembra que, mesmo nos momentos em que não havia crise, cerca de 50 a 60 bancos se viam às voltas com problemas internos. “Obviamente que a proporção cresceu após a crise, mas esse processo não é algo que nos Estados Unidos tenha um apelo tão grande quanto no Brasil.”
Ricardo Mollo, professor de Finanças do Insper, diz que em 1990, havia 12.300 bancos comerciais nos Estados Unidos, praticamente o dobro do número atual. “Na década de 90 já veio havendo uma consolidação.” O mesmo fenômeno ocorreu no Brasil. “Em 1999, tínhamos 193 bancos no país. Em 2010, eram 159.”
Mollo destaca mais uma diferença entre os sistemas bancários dos dois países: a concentração de ativos, que, no Brasil, segundo ele, é “enorme”. “Em 2009, os dez principais bancos tinham 80% dos ativos de crédito. Os bancos no Brasil são muito importantes, com atuação nacional.”
Por isso, a falência de mais de 380 bancos nos Estados Unidos pode não ser considerada tão grave. “A quantidade parece muito grande, mas se for pegar a quantidade de ativos não é tão significante assim, não é nada relevante”, diz o professor do Insper.
FDIC decretou a falência do Greater Atlantic Bank em 2009 (Foto: AFP)O Greater Atlantic Bank fechou as portas em
dezembro de 2009 (Foto: AFP)
Consolidação
Para Mollo, a consolidação do sistema bancário é uma tendência mundial. “Na Inglaterra, tem quatro grandes bancos; na Itália, tem três; e, na Alemanha, há dez bancos, mas alguns são estatais que estão quebrando.”
Mas o fenômeno traz seus riscos. “Diminuindo a competição pode ser que as taxas fiquem altas. No Brasil, o mercado ainda é muito competitivo, apesar de dez bancos concentrarem as operações”, fala Mollo.
“Nos Estados Unidos, por ser uma economia muito maior, mais pujante, naturalmente o sistema bancário acabou ficando maior”, fala Leal, do ABC Brasil. Para ele, a forte presença de bancos estatais, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, além de instituições como o Banco do Nordeste, da Amazônia, por exemplo, “pode ter inibido um desenvolvimento maior do sistema”. “No Brasil, o sistema era muito estatizado até bem pouco tempo atrás”, diz.
Prós e contras
Para Leal, um sistema bancário com muitas instituições faz com que o mercado financeiro seja mais desenvolvido. “Tem muito mais opção de investimento”, diz.
Para o economista-chefe do ABC, mais do que o fato de ter menos instituições financeiras, o que faz o sistema brasileiro ser mais seguro e estável é a “supervisão bancária considerada padrão para o mundo”.
Ricardo Mollo, do Insper, também acredita que os bancos brasileiros “são mais rigorosos”. “Nossos bancos sabem dar crédito, as carteiras de crédito são bastante saudáveis. É uma diferença bastante relevante ao que acontece nos Estados Unidos e na Europa.”


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

PORQUE NINGUÉM ESTA ACREDITANDO NO ACORDO FINANCEIRO DOS EUA...


Posted: 02 Aug 2011 10:51 AM PDT

Investidores em todo o mundo continuam ligados nos indicadores reais da economia do país. E eles não estão nada bem


São Paulo – As bolsas em todo o mundo iniciaram na noite de ontem um rali após o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmar que os partidos Republicano e Democrata tinham chegado a um acordo para elevar o teto da dívida em 2,1 trilhões de dólares e reduzir o déficit do orçamento em 2,5 trilhões de dólares durante os próximos 10 anos.
Na Ásia, os principais índices do Japão, Hong Kong e China iniciaram o dia em alta. Os futuros do S&P 500, Nasdaq Composite e do Dow Jones avançaram mais de 1,4%. O petróleo subiu em Nova York e o ouro, visto como uma alternativa para momentos de incertezas, caiu após atingir recordes de preço na semana passada. O dólar ganhou em relação ao iene e ao franco suíço.
Mas a euforia durou pouco. O mercado até temia os efeitos devastadores de um calote, porém poucos apostavam que ele realmente pudesse ocorrer. O Credit Suisse, por exemplo,disse na semana passada que as ações nos EUA poderiam cair até 30% caso o default acontecesse, mas que a chance era de apenas 1%. Sem muito o que recuperar, as bolsas reagiram timidamente hoje e encerraram o dia em baixa.
País Índices Var. (%)
Brasil Ibovespa -0,50%
EUA S&P 500 -0,41%
EUA Nasdaq 100 -0,43%
EUA DJI -0,09%
Alemanha DAX -2,86%
Itália MIB -3,87%
França CAC 40 -2,31%
Suíça SMI -1,50%
Espanha IBEX -3,24%
Inglaterra FTSE -0,70%
Dados nos EUA
Logo nesta manhã, um indicador sobre a indústria americana jogou água na cerveja dos mais animados. O ISM Index, que mede a atividade manufatureira no país, ficou em 50,9 pontos em junho, abaixo dos 55,3 do mês anterior e dos 54 pontos esperados pelo mercado, de acordo com o consenso calculado pelo site Briefing.com.
Além disso, a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA no segundo trimestre decepcionou o mercado. O país cresceu 1,3% no período, abaixo do 1,8% esperado pelos economistas. O resultado do primeiro trimestre foi ainda revisado para baixo, de 1,9% para apenas 0,4%.
“O compromisso do acordo não é suficiente para compensar o considerável estrago já realizado pelo desastre da dívida, para sozinho restaurar a confiança de que o sistema político é capaz de responder aos sérios desafios em relação ao crescimento e ao emprego. Essa é uma grande preocupação após os dados horríveis do PIB na sexta-feira”, afirma Mohamed el-Erian, CEO e CIO da Pimco – maior gestora de títulos do mundo, em relatório.
Ele lembra ainda que não está claro se as agências de rating ficarão satisfeitas com o acordo, a Standard and Poor’s em particular. “Baixar a nota de um país não significa que ele vá entrar em default, mas sim que aumentaram os riscos”, disse Deven Sharma, presidente da agência aos membros da Comissão de Serviços Financeiros da Câmara de Representantes, que o interrogaram na quarta-feira.
Europa
Os problemas com a crise da dívida dos países europeus ainda continua a afetar os negócios. Hoje a bola da vez foi a Itália. A confiança dos investidores no país está diminuindo, com os investidores começando a se perguntar qual será o próximo dominó a cair. Segundo o jornal alemão Der Spiegel em reportagem publicada nesta segunda-feira, o avanço na procura por CDSs para a dívida italiana é o maior do que qualquer outro país.
O volume financeiro girado pelos contratos do CDS italiano é de quase 306 bilhões de dólares, acima do Brasil (179 bilhões de dólares) e da Espanha (176 bilhões de dólares). Desde a metade de junho, as apostas contra a Itália subiram 23 bilhões de dólares e contra a Espanha aumentaram em 18 bilhões de dólares. A bolsa do país despencou 3,87%, para 17.720 pontos.
FONTE- REVISTA EXAME