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terça-feira, 27 de setembro de 2016

ESTUDANDO A MENTE HUMANA-O design inteligente-Parte 2







“Hoje o último limite a ser transposto pelas ciências da vida é desvendar a mente —nessa tarefa aconsciência é o mistério supremo a ser esclarecido.”

António Damásio, da série Cientistas da Nova Era- autor de O ERRO DE DESCARTES

e O MISTÉRIO DA CONSCIÊNCIA

Grifos em Negrito;Mônica F De Jardin

QG de operações da mente

(modelo aproximado em imagem plana)




Design da mente humana


Núcleo de operações da mente ou teatro de sistema — constituído por:

3 faixas em espirais (aderência, confluência e inteligência),

3 zonas (conhecimento, processamento e armazenamento) e

12 áreas (unidades formadora de faixas e zonas).

As linhas entre dois compartimentos não são bem definidas, como sugere a imagem. Na verdade, esses limites são misturas de ‘cores’, em degradé, das duas regiões.


O núcleo de operações da mente é um QG bioeletrônico de sistema, onde operam, distribuídos por todo o ambiente, 33 bioprocessadores, fazendo o trabalho cognitivo na ‘colméia’, em atendimento ao universo de atividades de autogestão do vivente humano, conscientes ou não, na solução de problemas teóricamente aplicados na prática do cotidiano, coordenação do passo a passo de tarefas não condicionadas, absorção de aprendizados e implementação de imaginações.

QUESTIONAMENTOS




“É mais importante conhecer a si mesmo do que conhecer todas as maravilhas do universo”




Você acredita que a mente seja, na constituição humana, um ‘território’ insondável?

E os intermináveis questionamentos sobre o EU? O EU é algo incompreensível?

A cultura, milenar, da mente humana ser um mistério, é, sem dúvida, suposição defensiva de sábios e estudiosos do passado, que não dispunham de ferramentas genéticas necessárias e nem das bases informativas suficientes para se envolverem na questão, no nível de problema, com a merecida profundidade; E nós, estudiosos deste século, que dispomos desses recursos cognitivos e tecnológicos, o que estamos fazendo? Será que vamos atravessar mais 100 anos sem conhecer o nosso instrumento de conhecer?

Nós afirmamos que a mente é um problema e não um mistério e a questão EU, depois de se conhecer a mente, é algo mais simples do que imaginamos – ela [mente] pode ser conhecida, aqui agora, na complexidade da sua ‘anatomia’, estrutura de formação, funcionamento e, nesse bojo de conhecimentos, a questão EU também será esclarecida na simplicidade que É,e a qual não imaginamos.



Alguma questão existencial, sem resposta, o incomoda ou desperta o seu interesse, a sua curiosidade?

Aquelas do tipo:

l quem sou,

l de onde venho,

l onde estou,

l o que estou fazendo,

l para onde vou,

l o que vai acontecer comigo no pós-morte, ou

l se alguma criatura tem continuidade após a morte.

O curioso é que, desde tempos remotos, praticamente todas as culturas humanas acreditamna sobrevivência após a morte.

Mas acreditar, convenhamos, é verdade suposta — acertar sem ter certeza.

Caso você tenha algum problema dessa natureza, ainda que insignificante no seu juízo, antes de buscar socorro em uma religião ou procurar um profissional cognitivo que possa ajudá-lo, tente conhecer a mentenas engrenagens internas e funcionalidade. É possível (quase certeza) que você consiga resolver a si mesmo (essas e outras pendências de ordem psico-mental) de uma forma bastante eficaz (a autoajuda consciente do que ocorre no seu mundo interior). Ela [mente] é o seu instrumento de autogestão e de mensurar o mundo — questionar, duvidar, conhecer, interpretar, pensar, decidir, etc. Conhecê-la é uma necessidade de sobrevivência na competição acirrada deste século XXI, da qual ninguém conseguirá escapar.

Em caso de simples curiosidade, quanto às atividades e funções internas da mente ou dos seus mecanismos de formação, também vale a pena conhecê-la. Aliás, nada é mais importante, na vida moderna, que conhecer a mente humana — isso vai abrir um enorme leque de possibilidades na sua vida e, no mínimo, livrá-lo de alguns surtos.



Reflexões

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A grande importância da mente na existência do homem está na ordem de que uma pessoa portadora de deficiência física, mesmo lhe faltando os 4 (quatro) membros, é capaz de desenvolver alguma atividade produtiva e gerir a própria existência no ambiente social em que vive; enquanto que uma pessoa com desequilíbrio nas funções psico-mentais, ainda que gozando de integridade formal e boa saúde física, é um ser tecnicamente incapaz.


O sucesso da criatura humana na existência deve-se, em qualquer análise racional, às habilidades cognitivas e aos conhecimentos acumulados através dos muitos milênios que se passaram – conhecer a mente, o instrumento de conhecer, é um saber deste aqui agora, requisito de base para o homem deste século XXI e está no mesmo nível de importância do que foi dominar a leitura e a escrita nos dois últimos séculos.


Segundo declaração do linguista americano, Noam Chomsky, “a nossa ignorância pode ser dividida em problemas e mistérios”– “Quando estamos diante de um problema, podemos não saber a solução, mas temos insights, acumulamos um conhecimento crescente sobre ele e temos uma vaga ideia do que buscamos. Porém, quando defrontamos um mistério, ficamos entre maravilhados e perplexos, sem ao menos uma idéia de como seria a explicação;diante de um mistério: nós ficamos maravilhados, no primeiro instante, e logo mais passamos a ignorá-lo; quando o caso se torna ameaçador, evolui ao status de problema – parece que a mente humana e a consciência, nas academias, ainda não avançaram à categoria seguinte [de problema].


O suposto mistério que envolve a mente, na nossa cultura até este início de século XXI, seráidéia ridícula amanhã; assim como tantas proposições do passado que se confirmaram, mais adiante, serem grandes equívocos, fruto da ignorância científica humana.


Antes da escrita ninguém era analfabeto, antes do computador ninguém era ignorante em informática.

A mente está na mesma ordem do saber.


Estrutura sistêmica da mente

Todo ato mental (percepção de um objeto, enunciado verbal, resolução de um problema) é levado a cabo por um “sistema funcional complexo” , também concebido como “rede neurofuncional” , “representação distribuída em paralelo e em série” e como “modelo de esboços múltiplos” , que se constitui de um conjunto dinâmico e interconexo de componentes psicológicos (volitivos, afetivos, cognitivos) e de regiões cerebrais, cada uma delas contribuindo com operações básicas para o funcionamento do sistema ou ato como um todo. Seu caráter dinâmico deve-se ao fato de que sua estrutura psicológica e sua organização cerebral mudam a cada instante, na mesma medida em que mudam as tarefas em pauta. Cada tarefa requer um conjunto diferente de operações psíquicas básicas adequadas aos seus objetivos, além dos componentes motivacionais e emocionais sempre presentes. De acordo com este conceito, apenas certas operações ou mecanismos básicos podem ser localizados em determinadas regiões cerebrais, não as próprias funções psíquicas superiores; e apenas os objetivos ou resultados finais da atividade permanecem constantes, devendo variar seus mecanismos ou operações básicas na medida em que mudam as condições em que se realizam.

A MENTE E A ESTRUTURA CEREBRAL

Os avanços das neurociências nas últimas décadas, especialmente com os estudos de neuroimagem funcional, têm confirmado estes conceitos, cuja pré-história data do século XIX, com a hipótese de Hughlings Jackson , de que as funções psíquicas têm estrutura psicológica organizada em diversas regiões cerebrais e diferentes níveis de complexidade e abstração (nível voluntário, consciente; e nível involuntário, inconsciente, automático). Um exemplo clássico é o do paciente que, após mostrar-se incapaz de dizer a palavra “não” numa tarefa metalingüística de repetição, pôde fazê-lo ao dizer “Doutor, não consigo”. Em qualquer atividade lingüística da vida real (por exemplo, ao produzir um enunciado numa conversação cotidiana), temos os níveis fonológico, sintático, semântico-lexical e pragmático, com suas interdependências e interações recíprocas. Outro exemplo é a percepção visual de um objeto (por exemplo, quando mostro uma lapiseira e pergunto “O que é isto?”). Aí temos diversos componentes: análise e síntese das informações visuais para a formação da imagem (nas regiões occipito-temporais mediais); busca ativa de novas informações e testagem de hipóteses, tais como “caneta?”, “lápis?”, “lapiseira?”, “apontador a laser?” (nas regiões pré-frontais em interação com as occipitais); codificação do objeto (percepto) no sistema semântico da linguagem (no neocórtex associativo terciário temporo-parietal e frontal postero-inferior, particularmente do hemisfério esquerdo); a permanência transitória do percepto na memória operacional, a curto prazo (nas regiões pré-frontais em interação com as occipito-temporais); e seu registro a longo prazo no córtex cerebral, facilitado por seu processamento inicial no sistema hipocampal.

• A mente como representação e mediação

O caráter mediado da mente humana se deve a que o indivíduo se relaciona com as coisas e fenômenos externos, não de forma direta e imediata, mas indiretamente, com os sinais e signos que os representam. É evidente que as ações do homem sobre as coisas são diretas – ele é apenas um entre os vários seres ou forças materiais que participam de sua atividade – mas suas ações materiais são precedidas por ações mentais (representações simbólicas, projetos, programas).Durante o desenvolvimento psíquico, esses sinais e signos tornam-se cada vez mais generalizados e abstratos, e assim, segundo Rubinstein , o indivíduo destaca-se cada vez mais da realidade, ao mesmo tempo em que se une a ela cada vez com mais força. A gênese e a natureza do fenômeno psíquico não podem ser encontradas nas profundezas do código genético nem nas alturas insondáveis do espírito, mas no processo interacional da vida, tal como admitia Bakhtin há mais de 60 anos, ao analisar a consciência humana: “O psiquismo subjetivo localiza-se no limite do organismo e do mundo exterior….É nessa região limítrofe que se dá o encontro entre o organismo e o mundo exterior, mas esse encontro não é físico (direto): o organismo e o mundo encontram-se no signo. A atividade psíquica constitui a expressão semiótica do contato entre o organismo e o meio exterior”.

O homem é um ser consciente, ou seja, ele toma consciência de si e destaca-se de sua própria atividade (“espelha-se”), atividade que é o processo de transformação recíproca entre o sujeito e o objeto, em que o objeto vira sua forma subjetiva (imagem mental) e a atividade do sujeito transforma-se em seus resultados objetivos (produtos); ou,no processo de produção (trabalho social), o sujeito é objetivizado , e no sujeito, o objeto é subjetivizado; não existe a consciência (como “faculdade” mental isolada), mas sim o ser consciente ; e o ser dos homens é o seu processo da vida real. O ser é sua atividade, que se apresenta simultâneamente em três formas interdependentes e interconexas: objetal, mental e cerebral-organísmica.

Diferentemente do que ocorre no restante do mundo animal, a atividade consciente é mediada por instrumentos de produção (ferramentas) e por instrumentos psicológicos (signos da linguagem), ambos produtos da evolução histórico-cultural; e assim a relação do indivíduo com a natureza é mediada pela relação entre ele e os outros indivíduos da sociedade. O instrumento de trabalho e o signo lingüístico objetivam a relação homem-natureza e homem-homem, sendo produtos sociais tanto pela sua origem quanto pelo seu uso. Com eles, a transmissão da experiência de uma geração a outra deixa de ser biológica (genética) e passa a ser sociocultural.A atividade consciente é altamente dependente do neocórtex de associação, principalmente o da região pré-frontal e da zona de superposição dos analisadores sensoriais (temporo-parieto-occipital). Aqui referimo-nos ao nível mais complexo de funcionamento da consciência, exclusivamente humano, que Damásio chama de “consciência ampliada”, que fornece ao organismo um “eu autobiográfico”, com vivências passadas e futuras.

FONTE;



CENTROS DE ESTUDO E NÚCLEOS DA UNICAMP-SP

mciencia@unicamp.br

CONCLUSÃO

A atividade mental é uma parte do processo da vida real (ou do “ser dos homens”), em que as ações objetais, mentais e cerebrais (organísmicas) constituem uma unidade dialética de interações e influências recíprocas, mediante as quais são adquiridas as funções psíquicas superiores e seu substrato neural, as neoformações mais sofisticadas do córtex associativo. Fatores biológicos (genéticos) fornecem apenas a possibilidade desse desenvolvimento, o qual não ocorre sem a prática do indivíduo, sem sua experiência sensorial e social.

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A MENTE ABSOLUTA NO PROJETO(DESIGN) DA EXPERIÊNCIA DA RAÇA HUMANA-

A mente, nos seres em atividade, não está separada da energia nem do espírito, nem de ambos. A mente não é inerente à energia; a energia é receptiva e sensível à mente; a mente pode ser superposta à energia, mas a consciência não é inerente ao nível puramente material. Não é necessário que a mente seja acrescentada ao espírito puro, pois o espírito é inatamente consciente e capaz de identificação. O espírito é sempre inteligente, de algum modo é dotado de mente.Podeser esta ou aquela mente, pode ser a pré-mente ou a supramente, ou mesmo a mente espiritual, mas o fato é que ela executa o equivalente a pensar, e saber. O discernimento do espírito transcende, sobrepõe-se e teóricamente precede à consciência da mente.A mente que é infinita ignora o tempo, a mente última transcende ao tempo, a mente cósmica é condicionada pelo tempo. E é, assim também, com o espaço: a Mente Infinita é independente do espaço, mas à medida que desce do nível do infinito até os níveis ajudantes da mente, o intelecto deve ter em conta, crescentemente, a existência e as limitações do espaço.A força cósmica reage à mente, assim como a mente cósmica reage ao espírito. O espírito é propósito divino, e a mente espiritual é propósito divino em ação. A energia é coisa; a mente é significado; o espírito é valor. Mesmo no tempo e no espaço, a mente estabelece aquelas relações relativas, entre a energia e o espírito, que são indicativas de semelhança mútua na eternidade.A mente transmuta os valores do espírito em significados do intelecto; a volição tem poder para frutificar os significados da mente, tanto no domínio material quanto no espiritual. A ascensão á Unidade envolve um crescimento relativo e diferencial em espírito, mente e energia e a personalidade é a unificadora desses componentes da individualidade experiencial.

Mônica F De Jardin

CONTINUA…

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS USADAS NO ESTUDO PARA COMPOR A SÉRIE

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