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quarta-feira, 13 de março de 2013

O VINHO E SUA INFLUÊNCIA NA SAÚDE:


 Vinho tinto e chá verde podem prevenir Alzheimer


  

Um estudo recente realizado pelaUniversidade de Leeds, na Grã-Bretanha, e publicado no The Journal of Biological Chemistry descobriu que sustâncias presentes no vinho tinto e no chá verde têm o poder de bloquear um dos fatores responsáveis pelo desenvolvimento do Alzheimer. 

Testes de laboratório concluíram que a EGCG, uma enzima encontrada no chá verde, e o resveratrol, um antioxidante achado no vinho tinto, impedem que uma proteína associada à doença, a beta-amiloide, conecte-se às células cerebrais, causando a morte destas. 

O Alzheimer é caracterizado por um acúmulo anormal de beta-amiloide no cérebro. 

Como foi realizado em laboratório, o estudo ainda precisa ser testado em humanos para a eficácia ser confirmada, porém, os pesquisadores estão entusiasmados com os resultados, uma vez que ainda não há cura para a doença. 

"Este é um passo importante para aumentar a compreensão das causas e progressão do Alzheimer", afirmou o pesquisador Nigel Hooper.






Vinho tinto reduz risco de câncer de próstata


Pesquisadores do Centro de Pesquisa de Câncer Fred Hutchinson, em Seattle, investigaram a relação do consumo de álcool com o câncer de próstata e descobriram que homens que tomam vinho têm menos chance de desenvolver a doença.  

Eles analisaram os hábitos de 1.456 homens entre 40 e 64 anos de idade e os fatores que podiam influenciar o desenvolvimento da doença, como histórico familiar, peso, ingestão calórica diária, consumo de tabaco, vida sexual, estilo de vida e consumo de álcool.

Depois das análises, foi possível perceber uma diferença no risco de desenvolver a doença de acordo com o tipo de bebida alcoólica ingerida.  

Homens que são consumidores assíduos de cerveja registraram um risco maior, enquanto os que beberam vinho, preferencialmente tinto, tinham menores chances de ter a doença. 

Os pesquisadores ainda não sabem especificar o porquê, mas acreditam que o efeito seja por conta dos flavonóides e do resveratrol, antioxidantes presentes em maior quantidade nos tintos que diminuem a atividade dos genes das células que podem causar o câncer.

Os relatórios mostraram que até o baixo consumo pode ajudar, uma taça por semana chega a baixar em até 7% do risco de desenvolver a doença e sete por semana diminui as chances em 52%.

 Os médicos ainda ficam relutantes em recomendar qualquer tipo de consumo de bebidas para ajudar a saúde dos pacientes, mas afirmam que beber vinho moderadamente pode sim trazer benefícios, não só contra o câncer de próstata mas para a saúde cardiovascular.








Antioxidantes do vinho tinto diminuem risco de câncer no pancreas 

Um novo estudo, realizado na Universidade de East Anglia, Inglaterra, mostrou que uma
alimentação rica em antioxidantes pode reduzir o risco de desenvolver câncer no pâncreas em até 67%, uma ótima noticia para quem gosta de vinho tinto, que é rico em antioxidantes.  

Os antioxidantes estão presentes em grande quantidade nas cascas de uvas tintas, e consequentemente bastante presentes nos vinhos também.  

Os pesquisadores estudaram 24 mil homens e mulheres entre 24 e 70 anos e observaram suas dietas durante alguns meses. 

O estudo, publicado no jornal Gut, observou que não são somente os antioxidantes que causam o efeito, é necessário também que a dieta também inclua vitaminas E e C. 






Casca de camarão pode ajudar na prevenção de alergias ao vinho 

Depois de beber uma taça de vinho, algumas pessoas sentem-se indispostas e têm dores de cabeça. Esse é um dos principais sinais da alergia ao vinho, uma reação que, apesar de pouco comum, atrapalha a vida de muitos enófilos.

O motivo da reação é o anidrido sulfuroso, ou dióxido de enxofre, uma substância utilizada no vinho para impedir a multiplicação de bactérias. 

Porém, pesquisadores da Universidade de Aveiro, em Portugal, já têm uma pista para o fim da intolerância: um composto chamado quitosina, presente em grandes quantidades nas cascas de camarão.  

A equipe de pesquisadores liderados Manuel A. Coimbra descobriu que a quitosina - que é produzida a partir de quitina, substância presente no exoesqueleto de crustáceos - é capaz de "anular" o efeito do anidrido sulfuroso e manter a sobrevida do vinho. 

Embora tenham tido sucesso, não se sabe se as propriedades da quitosina realmente evitam o crescimento de microrganismos e a oxidação. 

Por isso, novos estudos e artigos científicos serão produzidos. 



Trish Hughes



 Vinho e câncer Com quem está a verdade?

O que diz o INCa (agência francesa contra o câncer) sobre o estudo que relaciona o consumo de álcool com a doença e o que, realmente, diz a pesquisa em que ela se baseia

 
 
Por Jairo Monson de Souza Filho




Recentemente, a imprensa do mundo todo repercutiu a entrevista do presidente do Institut National du Cancer (INCa) da França, Dr. Dominique Maraninchi.

A ele são atribuídas afirmações como: “o consumo de álcool, especialmente vinho, deve ser desencorajado para todas as pessoas”; “pequenas quantidades de álcool são mais prejudiciais para a saúde”; “não existe uma dose de álcool definida como segura para saúde”.

Afirmações como estas, ditas por pessoa que ocupa função tão relevante no sistema de saúde de um país desenvolvido, são impactantes. 

O INCa da França produziu recentemente um documento oficial de 60 páginas intitulado “Alcool et risque de cancer” (Álcool e risco de câncer). 

No entanto, nesse documento, não há nenhuma dessas frases.

Nele, consta que a incidência de alguns tipos de cânceres tem relação direta com a quantidade de álcool ingerida e não sendo encontrada diferença significativa entre as bebidas. 

Refere ainda que, por isso, o consumo de bebidas alcoólicas deve ser desencorajado – e também por não existirem estudos consistentes que comprovem a redução do risco de doenças cardiovasculares pelo uso de álcool.

Esta pesquisa utiliza como referência para essa afirmação um estudo publicado em 1996. 
As centenas de estudos com alto nível de evidência científica produzidas desde então – e que demonstram a proteção cardiovascular pelo álcool, e em especial pelo vinho – foram desconsiderados. 

Na bibliografia desse documento também não constam dezenas de estudos que encontraram efeito protetor do vinho em relação às neoplasias (desenvolvimento de tumores).

Reações da comunidade científica

Essas são as principais críticas que se fazem a esse documento. 
Muitos cientistas que têm como área de interesse os efeitos do álcool na saúde se manifestaram sobre esta entrevista no mundo todo. 

Para citar alguns: Dr. Arthur Klatsky, Dr. Eric Rimm, Dr. Curtis Ellison, Dr. Michael S. Lauer, Drª. Susan M. Gapstur, Dr. Roger Corder, Dr. Luc Djoussé e Dr. Yuqing Zhang. 
De uma maneira geral, todos dizem que esta questão, ao contrário de outras, não está clara e necessita de mais estudos. 
Acham que não é correto tirar conclusões e dar orientações baseadas em apenas um estudo.

Poucos dias após a entrevista de Maraninchi, o Journal of the National Cancer Institute publicou um dos mais importantes estudos feitos sobre esse assunto. 

A pesquisa coordenada pela Drª Naomi E. Allen, da Unidade de Epidemiologia do Câncer da Universidade de Oxford ,avaliou 1.280.296 mulheres de meia idade do Reino Unido. 

Ela constatou que com uma ingestão média de 10 gramas por dia de álcool (o equivalente a 100 ml de vinho a 12,5% de álcool) havia uma incidência significativamente aumentada de câncer de laringe, boca, garganta, fígado, esôfago, mama e cólon, mas significativamente diminuída de câncer de rins, linfoma não-Hodgkin e de tireóide.

No entanto, quando se analisou separadamente as mulheres que bebiam preferentemente vinho, viu-se que, para os cânceres de laringe, boca, garganta, fígado e esôfago, houve apenas uma tendência, sem significância estatística. 

Já para o câncer de cólon houve uma tendência à proteção, mas também sem significância estatística.

Este estudo foi reconhecido pela comunidade científica como de grande valor, principalmente pelo tamanho da população estudada. 

Mas, não ficou livre de críticas. 
Os principais pontos levantados são: ter sido feito apenas com mulheres; ser regional; ter considerado a média semanal de consumo de álcool.

O padrão de consumo de álcool parece ser importante. 
Consumir 70 gramas de álcool em um único dia da semana deve ser diferente do que consumir 10 gramas diariamente. 

Os dados foram obtidos por entrevista e há uma tendência de as pessoas informarem um consumo menor que o real. 
Também não foram corrigidos os fatores de confusão. 

Por exemplo: o câncer de garganta só foi aumentado para as mulheres que também fumavam. 
Afinal, é o álcool ou o fumo o vilão?

Novos estudos reafirmam a proteção

Será publicado nos próximos dias um estudo feito na França, pelo Centro de Medicina Preventiva de Nancy – o COLOR (Cohorte Lorraine) Study. Nesse trabalho, 98.063 pessoas (homens e mulheres) de idade entre 45 e 60 anos foram observados por 21 a 28 anos. 

Os dados foram analisados por um modelo de regressão logística e corrigidos para 12 fatores de confusão. 

A saber: idade, instrução, pressão arterial, colesterolemia, glicemia, hábito de fumar, índice de massa corpórea, atividade física, consumo de refrigerante, consumo de água, consumo de vinho e consumo de outras bebidas de álcool.

A conclusão a que chegaram é de que as pessoas que tinham preferência por vinho apresentavam um baixo risco de morte prematura por todas as causas, especialmente por câncer digestivo.

Por fim, alguns dos componentes do vinho (resveratrol, quercitina, procianidina etc) têm mostrado um importante efeito anticancerígeno em pesquisas de laboratório. 
Há a expectativa de que esses efeitos ocorram in vivo.

Com quem está a razão?

Estes foram apenas alguns exemplos de estudos conflitantes recentemente realizados. 
O que faz desta, definitivamente, uma questão em aberto. 
Ainda serão necessários algum tempo e muitas pesquisas para termos a resposta clara e definitiva sobre a relação vinho e câncer. 

Esse tipo de investigação é muito difícil, porque envolve muitas variáveis e fatores de confusão. Fatores que podem ser ambientais e pessoais, pois a constituição gênica é única para cada indivíduo. Muito pouco, ou quase nada, sabemos da modulação gênica de todos os constituintes do vinho. 

É muito provável que pessoas diferentes respondam diferentemente à presença de uma mesma substância.

Ainda temos muito o que aprender. 
Nesse assunto, tirar conclusões definitivas e dar orientações baseadas em apenas um estudo é, no mínimo, uma insensatez. 

Vinho, bebido de maneira responsável, não é medicamento. 
Tão pouco veneno. 
Ele é muito adequando para valorizar uma comida, uma conversa, uma companhia, um momento... 
E, por isso, ele é saudável, mesmo sem ser remédio.


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Posted: 12 Mar 2013 04:59 AM PDT


Além de reduzir o risco de doenças cardiovasculares, o vinho traz longevidade

por Jairo Monson de Souza Filho

As virtudes terapêuticas do vinho têm sido largamente discutidas em diversos meios nos últimos anos.


O que chamou a atenção das pessoas, em geral, e dos cientistas, em particular, para este assunto, foi o “Paradoxo Francês”.

É bem sabido que comer gorduras saturadas, fumar e ser sedentário, entre outras coisas, são fatores de risco para doenças do coração. 

Os franceses, quando comparados com outros povos do mesmo nível sócio-econômico-cultural, são mais sedentários, fumam mais e comem mais gorduras saturadas – os queijos, patês e manteigas são usuais na culinária francesa – e, no entanto, têm a metade dos problemas cardiocirculatórios. 

Esse é o Paradoxo Francês.

A ciência médica não pára de encontrar explicações para isso. 

Mas a mais consistente, para alguns, e mais atraente, para muitos, vem do chamado “Estudo dos 18 países”, publicado na revista The Lancet, em 1979, por St. Léger e alguns colaboradores. 

Nesse trabalho, eles mostram que nos países em que, o consumo per capita de vinho é maior, a mortalidade por causa cardiocirculatória é menor, e vice-versa. 

A explicação mais aceita para esse fenômeno é que os franceses, na época da divulgação do Paradoxo Francês, consumiam, em média anual, cem garrafas de vinho por pessoa, além de beber sempre junto com a comida e gastar, em média, uma hora em cada refeição.

Embora outros artigos científicos já tratassem desse assunto antes, foi o anúncio do “Paradoxo Francês” que despertou a atenção sobre o tema ‘vinho e saúde’, principalmente na comunidade científica.

A divulgação do “Paradoxo Francês” foi feita inicialmente nos Estados Unidos, no programa 60 minutes, da rede de TV CBS, em 7 de novembro de 1991, pelo Dr. Serge Renaud. 

Esse programa teve uma grande repercussão (que continua até os dias de hoje!), tanto na mídia leiga como na científica. 

Em julho do ano seguinte, a prestigiada revista médica The Lancet publicou o artigo “Wine, alcohol, platelets and the French Paradox for coronary heart disease”, assinado pelo Dr. Serge Renaud e seu colega Dr. Lorgeril. 

Eles apresentaram à comunidade científica seus dados e conclusões: a ingestão leve e moderada de bebidas alcoólicas, sobretudo vinho, reduz o risco das doenças e da mortalidade cardiovascular de 40 a 60%.

Essa informação causou grande impacto. 

Até então, o que a ciência nos ensinava é que ingerir bebidas alcoólicas era tão prejudicial quanto fumar. 

Com esses dados um conceito científico teria que ser mudado.

Passados 15 anos, milhares de pesquisas confirmaram os dados do Dr. Renaud e Dr. Lorgeril. 

Inúmeros estudos explicam os mecanismos pelos quais essa proteção acontece e evidenciam outros efeitos favoráveis do vinho, como a longevidade e a neuroproteção. 

Isso tudo não foi suficiente para firmar essa idéia. 

Ainda há questionamentos sobre essa matéria. 

O ceticismo de alguns e o medo dos danos que o consumo abusivo de álcool pode causar impedem que esse novo conceito se consolide. 

Quanto tempo e quantos estudos ainda serão necessários para isso acontecer? 

Que outras evidências precisamos?

Estudos feitos a partir do Paradoxo Francês mostram que é possível agregar ao prazer de beber benefícios para a saúde. 

Mas para isso é necessário que se faça junto com as refeições, de maneira regular e moderada, e somente se não houver contra-indicação ao consumo de bebidas alcoólicas.


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Posted: 12 Mar 2013 04:56 AM PDT





Pesquisadores descobriram que um ou dois copos de vinho por dia podem ajudar a combater o resfriado comum. 

Eles descobriram que uma quantidade moderada de vinho provém uma proteção com cerca de 200 tipos de vírus que podem causar o resfriado.  

A pesquisa publicada no Jornal de Epidemologia analisou mais de quatro mil pessoas em universidades espanholas, que fizerem um diário sobre seus hábitos alimentares, e estilo de vida durante um ano. 

Segundo os resultados, pessoas que bebem até duas taças de vinho por dia, têm 40% menos chances de pegar um resfriado.

Os cientistas explicam que o efeito pode ser causado pelos flavonóides presentes em alta quantidade na bebida, principalmente no vinho tinto, que ajudam o corpo a produzir anticorpos naturais. 

O estudo diz que alguns flavonóides ajudam especificamente contra vírus nasais.

"Esta descoberta pode explicar a maior resistência à infecção viral entre os bebedores de vinho", acrescentou um dos pesquisadores.  

No entanto, outros especialistas acham que a explicação pode ser que os bebedores de vinho ficam resfriados, mas não notam os sintomas, porque as substâncias presentes no vinho diminuem a resposta do corpo. 

Um desses ingredientes é o resveratrol, que diminui os processos inflamatórios no corpo. 

Como resultado, o consumo de vinho pode amortecer a inflamação no nariz e vias respiratórias que ocorre quando o sistema imunitário está combatendo uma infecção por vírus da gripe.



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Posted: 12 Mar 2013 04:30 AM PDT

Recentemente, cientistas do Henry Ford Hospital, nos EUA, adicionaram mais um benefício que o consumo moderado de vinho tinto pode trazer: a prevenção da perda de audição.
Como de costume nesse tipo de experimento, a equipe de cientistas usou ratos de laboratório como cobaias.
 
Eles receberam doses de resveratrol, um antioxidante encontrado em quantidades maiores no vinho tinto, e foram expostos a um barulho contínuo.
 
Depois de alguns dias, contatou-se uma redução na perda auditiva induzida pelo barulho.

"O resveratrol é muito poderoso e parece proteger contra inflamações no organismo referentes ao envelhecimento, cognição e perda de audição.
 
Nosso estudo se concentrou em seu efeito sobre resposta do organismo a uma lesão, que acreditamos ser a causa de doenças como a perda de audição e o Alzheimer", explicou Michael Seidman, líder do estudo.

A perda de audição, causada pela morte das células do ouvido interno, geralmente começa a ser percebida em pessoas com mais de 60 anos, apesar de também afetar aqueles com idade entre 40 e 50 anos.
 
Posted: 12 Mar 2013 04:25 AM PDT

Muito da história da humanidade (e do vinho) foi descoberta após arqueólogos encontrarem a tumba intacta de Tutancâmon

por Arnaldo Grizzo


Se você está familiarizado com a história do Egito antigo, certamente sabe que a descoberta, em 1922, da tumba de Tutancâmon, 11º faraó da XVIII Dinastia do Novo Império, abriu diversas portas para os cientistas estudarem inúmeros aspectos da história egípcia, desvendando alguns mistérios e trazendo à tona detalhes da vida na época. 

Um desses detalhes foi a vitivinicultura dos primórdios da humanidade. 

Em 4 de novembro de 1922, o arqueólogo britânico Howard Carter encontrou o túmulo desse jovem faraó, que assumiu o trono com 12 anos e reinou por apenas nove, morrendo precocemente – acredita-se, depois de muita pesquisa, que por malária. 

Essa descoberta foi considerada uma das mais importantes, já que a tumba estava intacta – lembremos que ladrões saquearam os principais sítios arqueológicos egípcios durante séculos a fio para pegar os tesouros dos grandes reis, restando pouquíssimos lugares intocados. 

Então, mesmo Tutancâmon sendo um rei “modesto”, o que foi encontrado em seu túmulo deu margem para pesquisas que responderam diversas perguntas sobre essa época da humanidade.

Algumas das primeiras coisas encontradas na tumba foram vasos e ânforas, que deram testemunho de como a viticultura já era organizada no Egito. 

Hieróglifos revelam que terras denominadas “pomares de vinhas” eram cultivadas em Fayum (130 km ao sudeste do Cairo) e também no delta do Nilo. 

Interessante notar que o faraó possuía seu próprio vinhedo, cuja produção era usada nos ritos dos funerais, já que o vinho, além de estar à mesa, também estava no culto aos deuses, e servia apenas ao soberano e seus convivas.


 Um dos “single vineyards” egípcios chamava-se “Seja louvado Hórus que está no limiar dos céus”



Como na Borgonha

Se você acha que o fato de cada vinhedo possuir um nome é um coisa dos franceses da Borgonha – que herdaram isso dos romanos –, está enganado. 

Essa prática vem de muito tempo antes. 

Assim como os vinhedos borgonheses hoje, os melhores terroirs egípcios recebiam um nome específico. 

A vinha do faraó Djoser, da III Dinastia do Antigo Império, chamava-se “Seja louvado Hórus que está no limiar dos céus”. Então, tudo sempre era voltado à adoração do deus Osíris (pai de Hórus), que estava ligado à ressurreição e ao julgamento dos mortos. 

O vinho feito nesse vinhedo recebia o nome de “bebida de Hórus”, que ficava à disposição para a degustação dos faraós mortos, em diversas ânforas, enquanto eles esperavam a nova vida.

Estudos também mapearam alguns vinhos egípcios que ficaram famosos como o taniótico, um branco doce untuoso, o Kan-Komet, que era feito para Ramsés III (entre 1198 e 1166 a.C.), e o mareótico, um branco doce e suave apreciado por Cleópatra.

Vinhos safrados

Mais incrível ainda é ver que as 26 ânforas encontradas com Tutancâmon tinham a indicação do ano da safra, assim como das parcelas dos vinhedos de onde vieram as uvas, do proprietário dos vinhedos e do enólogo. 

Em dois jarros havia a inscrição: “Quarto ano. 

Vinho de muito boa qualidade da propriedade de Aton nas margens do rio Ocidental. 
Enólogo: Ramose”.

Depois dessas descobertas, um mistério ainda ficou no ar. 

Qual a cor do vinho do faraó? 

Somente em 2004, com novas pesquisas é que se pôde analisar melhor os resquícios e deduziu-se que havia três tipos de vinho: tinto, branco e fortificado. 

A presença de vinho branco surpreendeu os pesquisadores, que criam que esse tipo só viria surgir muito tempo (cerca de 1.500 anos) depois.

A verdade é que a tumba de Tutancâmon não para de ser analisada e quanto mais as pesquisas científicas se desenvolvem, mais mistérios ela revela.

O que mais os egípcios ainda vão nos ensinar?

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