Criei este Blog para minha Mãe Cigana Rainha do Oriente, sendo uma forma de homenageá-la, bem como postar assuntos atuais e de caráter edificante, lindas mensagens, poesias de luz, também aqui brindemos á amizade verdadeira e elevemos o principal em nós ou seja a essência Divina, Deus e a Espiritualidade em geral.

quarta-feira, 26 de março de 2014

O VÉU DA DISCÓRDIA, DOCUMENTÁRIO SOBRE O USO DO VÉU DAS MUÇULMANAS


O véu da discórdia
Diretora apresenta 'Nem Sempre me Vesti Assim' sobre a vida de mulheres muçulmanas no Reino Unido



Cena do documentário ‘Nem Sempre Me Vesti Assim’ (Foto: Divulgação)

Após dez anos vivendo na Inglaterra, a paulistana Betty Martins voltou para o Brasil com um documentário debaixo do braço. “Nem Sempre me Vesti Assim” conta a história de três mulheres muçulmanas de diferentes etnias que moram em Londres. Em comum, o uso do véu, que pode ser encontrado em dois formatos: o hijab, que cobre a cabeça e o pescoço, e o nicab, que só revela os olhos da mulher.

O documentário de 30 minutos passou por uma temporada bem-sucedida no Centro Cultural Banco do Brasil e agora chega ao interior paulista. Na semana passada, foi exibido na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão, e no mês que vem vai para Presidente Prudente.

Durante esse período de lançamento, Betty está temporariamente em Ribeirão, onde vive o pai. Veio para cá a convite da professora Francirosy Campos, do Departamento de Psicologia da USP, especialista em assuntos envolvendo o Islã.

“Aqui no Brasil, o interesse pelo assunto é grande. Em São Paulo, o debate durou horas. Existe essa curiosidade porque aqui não temos esse convívio com os muçulmanos como na Europa”, diz Betty, que dirigiu, escreveu e produziu a obra.

Pesquisas

Falado em inglês e com legendas em português, “Nem Sempre me Vesti Assim” [‘I wasn’t always dressed like this’, no original] começou a ser realizado em 2012, quando Betty iniciou suas pesquisas junto a mulheres muçulmanas na capital inglesa. Encontrou três casos que fogem de estereótipos e da visão preconceituosa que o ocidente reserva à cultura árabe. Para início de conversa, elas usam o véu porque querem e não porque são obrigadas.

Documentarista Betty Martins mostra pontos de vistas de muçulmanas (Foto: Milena Aurea / A Cidade)

“Depois do 11 de setembro [quando as Torres Gêmeas de Nova York foram alvos de um ataque terrorista], o véu virou uma espécie de símbolo da opressão às mulheres muçulmanas nos países árabes. Mas não é bem assim”, comenta a diretora.

O objetivo de Betty foi mostrar que, muitas vezes, o uso do véu é também um ato político, uma questão de identidade. “O véu não é só vestimenta e tem vários significados. Mostro que essas mulheres não são vítimas, mas são como quaisquer outras que têm suas crenças e ideologias”, ressalta.

O documentário foi apresentado no Reino Unido em um período no qual se discutiu a proibição do uso de véus nas universidades inglesas. “Por isso, gerou muita discussão e fizeram até uma reportagem sobre o documentário na BBC [TV estatal inglesa]. É um assunto controverso até mesmo na comunidade muçulmana”, afirma Betty.