Criei este Blog para minha Mãe Cigana Rainha do Oriente, sendo uma forma de homenageá-la, bem como postar assuntos atuais e de caráter edificante, lindas mensagens, poesias de luz, também aqui brindemos á amizade verdadeira e elevemos o principal em nós ou seja a essência Divina, Deus e a Espiritualidade em geral.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

COMO OS ESPIRITUALISTAS PODEM ALCANÇAR PROSPERIDADE MESMO EM FASE DE TRANSIÇÃO...

O contexto geral da palestra de hoje é mostrar Como os Espiritualistas Podem Alcançar a Prosperidade Nesta Fase de Transição. A única diferença entre o espiritualista e o materialista é que o primeiro acredita na evolução, ao longo de várias encarnações e na sobrevivência do espírito enquanto que o segundo (o materialista), não. Mas se o espiritualista não coloca em prática a sua crença na evolução espiritual e na imortalidade, pouca diferença haverá entre ele e o materialista no sentido de manter ou Alcançar Prosperidade, nesta fase em que estamos vivendo.

O que seria esta Prosperidade a que estou me referindo? Digamos que cada um de nós nasça nesta dimensão, com um propósito: o propósito de alcançar o cumprimento e o resultado daquilo que precisamos aprender, isto é, vivenciar a nossa vida; daquilo que precisamos consertar; daquilo que precisamos experimentar e construir na vida. Consertar significa reparar os erros cometidos. Quer dizer, alguém desrespeitou certas Leis em vidas passadas, e reencarna para se ajustar com estas Leis - experimentá-las. A pessoa ainda tem que aprender muitas coisas; não está devendo, mas precisa viver certas situações para que, através delas aprenda e enriqueça a sua maturidade espiritual para as vidas futuras.

Há pessoas que encarnam para realizar tarefas, já que não devem nada (não há débitos cármicos), mas se predispõem a realizar algo em prol da harmonia da vida. Em todos esses casos precisar-nos-emos adaptar às Leis da Vida, vigentes para toda a humanidade. As Leis são inflexíveis. No entanto, a Lei Cármica, no passado não muito remoto, era lenta, por causa da dimensão vibratória de nosso planeta. Ela, a Lei Cármica era, relativamente, lenta, porque há uma relatividade de rápido e lento. Antigamente, ditados populares, quando se referiam a acontecimentos de alguém, diziam: a pessoa faz e o neto paga. Com o passar das décadas, o pai fazia e o filho pagava. Então, você fazia nesta vida e pagava em outra encarnação. Hoje, no entanto, o que se faz de manhã, à tarde se paga. Essa é a Lei Cármica. O que foi dito acima (ditado popular), naturalmente, que é força de expressão. Certamente, há casos, em que a pessoa se comporta, indelicadamente, com alguém de manhã e chegando ao trabalho, à tarde, alguém, também, a trata agressivamente. Assim, ela está pagando e recebendo na mesma moeda.

A Prosperidade e as Leis de Ação e Reação estão extremamente associadas; não tem como separar uma da outra. Por quê? Todos nós, naturalmente, queremos realizar os nossos sonhos, as nossas aspirações. No entanto, na fase atual, em que o carma está extremamente acelerado para o seu cumprimento, nós só conseguiremos realizar as nossas aspirações e sonhos, se nos adaptarmos às Leis Cármicas, ainda mais com as forças que estão atuando no momento (época atual - 1998). Este ano marcará as nossas vidas, mais do que nos anteriores. Por que marcará as nossas vidas? Porque chegou o momento de cada um de nós definir, em que postura e nível de vida irá viver. Que postura é essa? É uma filosofia de vida, onde a pessoa busca seguir as leis da vida ou tenta fugir do seu cumprimento. Cada um de nós tem o poder de escolha, o livre-arbítrio.

Naturalmente, que quem escolher viver na inconsciência e no desrespeito às Leis da Vida, sofrerá muito. Por quê? Porque o cerco cármico já está muito fechado. O que será esse fechar? Para uma determinada ação, a reação é rápida. Porque na transição planetária que está havendo e ainda crescerá mais fortemente, o exílio planetário será doloroso. Quer dizer, todos nós estamos sendo colocados à prova para determinar, através do nosso comportamento, o que somos. As pessoas serão colocadas, perante situações, onde serão tentadas a desrespeitar as Leis da Vida e fracassarão; quer dizer, elas desrespeitarão as ditas Leis. Esse comportamento acumular-lhes-á muitos pontos negativos, o que irá, muitas vezes, desencadear um desencarne prematuro, em função do desrespeito às Leis da Vida.

Ao chegar no mundo astral, ser-lhe-á feito uma leitura vibratória da mente e da sua consciência, sendo direcionada para as dimensões compatíveis a seu grau evolutivo. Em determinadas dimensões astrais, os seres estão sendo recolhidos para serem levados para outros planetas. Para alguém manter-se próspero, na fase atual, significa conseguir manter-se longe do desrespeito às Leis da Vida, isto é, manter-se num determinado nível mínimo de pontuação negativa. Quer dizer, que o fato de não errar muito nessa encarnação atual - errar quer dizer desrespeitar as Leis, - já é um sintoma de Prosperidade. Uma pessoa pode ter uma saúde, aparentemente boa; pode ter uma renda material, um patrimônio material considerado pela maioria como grande; pode ser famosa, inteligente, culta, como pode ocupar cargos de poder, seja ela religiosa, política ou do mundo financeiro e não ser uma pessoa, de forma alguma, Próspera. O que determina o grau de Prosperidade de alguém é a sua felicidade permanente e crescente; não, apenas, permanente, mas crescente. Felicidades instáveis são sintomas inconfundíveis de falsa Prosperidade. Ganhos materiais nada tem a ver com Prosperidade. Há pessoas consideradas ricas, isto é, que não se preocupam com as contas no final do mês e são extremamente infelizes, sentindo-se um zero à esquerda da vida. Quer dizer, pensam que só estão aqui, fazendo peso sobre a Terra; que não têm mais nada a fazer.

Cada dia, ao levantar-nos, devemos pensar: "Nossa, mas como é bom estar aqui, por poder realizar algo em prol da vida". Com essa atitude e pensamento a pessoa está no caminho da Prosperidade. É como se ela olhasse para a vida e soubesse, que, se ela deixasse de existir estaria fazendo falta para alguém, mas não de forma egoística. Não é cuidar de um filho, porque o filho é sua cria e nada mais do que isso, e pensar: "Não, eu não posso morrer, porque meu filho sentirá muito a minha falta". Não, não é isso que estou dizendo. O que eu quero dizer é o seguinte: É aquela pessoa, que fez algo em prol da vida, independente de ser um ente querido, familiar, mas sim no contexto geral. É um empresário que direciona o seu trabalho, não para ganhar dinheiro e, sim, para gerar empregos. Empregos que irão gerar renda. Renda que possibilitará a existência de famílias, de pessoas que poderão se alimentar, que poderão morar, estudar, se locomover, terão meios para evoluir, em virtude daquela pessoa ter sido um instrumento útil e ela se sentir feliz com disso. Essa pessoa é próspera, mesmo que seja dona de um comércio pequeno, e será bem mais próspera, do que o dono de uma multinacional, gerando milhares de empregos, mas que não tem a intenção de gerar benefícios aos outros e, sim, de enriquecer, simplesmente.

Então, a postura ideal de Prosperidade não pode ser direcionada para parâmetros de: o que vou ganhar com isso, não. A postura ideal de Prosperidade refere-se a: o que a vida, o que todos vão ganhar com isso? Para não se sentir isolado, a gente precisa questionar-se: "A minha ação está prejudicando alguém?" Qualquer pessoa que seja, se não estiver prejudicando ninguém, aí, sim, a sua ação é uma ação próspera, é uma ação que gerará felicidade, gerará contentamento. Na fase atual, só os espiritualistas, cumpridoras das Leis Cármicas, conseguirão alcançar Prosperidade. Os materialistas, que não acreditam nas Leis da Vida, verão as suas aparentes conquistas ruírem, dia após dia; entrarão em desespero e não conseguirão dormir à noite. Somente dormirão, após encherem o corpo de toxinas, a fim de bloquear a própria consciência. Aí, na verdade, não vão dormir, vão se auto desmaiar; irão provocar o seu desmaio.

Então, é uma coisa muito séria. Por quê? Porque nós, nas diversas idades, seja desde criança até a idade adulta, estamos sujeitos a essas leis. Não existem crianças, não existem adultos imunes às Leis da Vida. Até os animais estão sujeitos às Leis de Ação e Reação, não só nós, os seres humanos, mas eles, também. Aí, estamos face a uma problemática, sobre a qual não quero me aprofundar. Em todos os seres, existem muitas manifestações das Leis de Ação e Reação, no sentido de obter Prosperidade ou não. Pode-se dizer, que existe um ecossistema econômico, englobando todo o Universo.

Toda vez que uma pessoa lesa, por menor que seja, por mais insignificante que pareça e assim, venha a lesar a vida, descumprindo as Leis da Vida, outras Leis serão acionadas, para promover a sua educação. Aí, ela começa a perder. Nós estamos aqui, na Terra, para ser educados. Nada temos aqui, nada nos pertence, sequer este corpo que estamos vestindo. No futuro, muitas pessoas perderão este corpo, e nós precisamos preparar-nos, psicologicamente, para isso, porque a gente pensa que o corpo é tudo. Precisamos reprogramar-nos, psicologicamente, porque o nosso corpo não é tudo e quem caminha para a busca da Prosperidade, precisa aprender que o corpo é uma roupa, nada mais. Mas aprender significa, que o aprendizado correto não é o intelectual, não. É lembrar-se a cada dia, ao se levantar, ao caminhar, ao comer, ao respirar. É lembrar-se que esse corpo físico é apenas uma roupa; uma roupa que vestimos, com data marcada para vestir e usar. Quer dizer, a gente é programada para nascer num determinado período, mas para desencarnar, não é. Não digo morrer, porque a gente não morre; nem digo nascer, porque a gente surge neste mundo físico. Porque, de fato, a gente já vivia antes de assumir esse corpo.

Uma pessoa, muitas vezes, fala: "Puxa eu gostaria de evoluir, espiritualmente, mas a minha condição material não está propiciando tal coisa" ou, estou numa profissão que: oh! "Gente, eu só vou lá para ganhar dinheiro, porque nada tenho a ver com aquela profissão". A maior parte dos habitantes da Terra trabalha em setores, para as quais não têm afinidade. Somente estão aqui, para poder resgatar os seus próprios carmas. Somente estão aqui, em função de débitos de vidas passadas, atuando em determinadas profissões de origem cármica. Mas, a partir do momento, em que a pessoa começa a aplicar os recursos adquiridos, através de uma profissão, que beneficie a vida de todos, com o intuito de, apenas, contentar-se em saber, que está contribuindo em prol da vida, ela passa a resgatar mais, rapidamente, o seu carma profissional.

O benefício do ecossistema econômico atua da seguinte forma: se você gera benefício à vida, a vida gerará benefício a você. Se você está em determinada profissão que você não goste e sinta-se um inútil, trabalhando naquilo, saiba que esta profissão veio para você, em função do mau uso que fez em vidas passadas, de outra profissão que você até gostava, mas que não gerou benefícios para a comunidade, - para o todo. Na maioria das vezes, nessa vida mesmo, dependendo da idade da pessoa, muitas pessoas tiveram grandes oportunidades, para gerar benefícios e fizeram mau uso delas.

Então, como alterar isso? Em 1o lugar, não há como alterar isso, rapidamente ou facilmente, a não ser que a pessoa gere muito benefício à coletividade. Gerando muito benefício, em período de poucos anos, isto é, de uns dois ou três anos, a pessoa poderá apresentar mudanças consideráveis no campo profissional. Porém, essa rapidez dependerá dos benefícios gerados à humanidade. Em muitas pessoas, com as quais convivi, pude presenciar a mudança profissional, num período muito curto de tempo. Só, que tal mudança, somente veio para a pessoa, a partir da mudança de sua postura de pensamento. Ela passou a pensar: "Não, eu preciso mudar o meu comportamento, tudo bem; tenho um trabalho, onde não me realizo, mas, com os recursos obtidos desse trabalho, tenho como empregá-los em algo que me realiza. Esse meu realizar, também, deve estar direcionado, em realizações para a coletividade. Quer dizer, eu estou ajudando a vida" e isto conduz à Prosperidade. (Prosperidade é felicidade constante e real, é paz e alegria de viver, permanentemente).

Para adquirir Prosperidade, precisamos mudar a nossa postura de pensamento. Quando formos pensar em fazer qualquer coisa, não pensemos exclusivamente, no que ganharemos com isso, não importando os outros. Precisamos pensar no quê o contexto todo vai se beneficiar, através do nosso comportamento, com a nossa ação. Se todo o contexto for beneficiado, com certeza absoluta, estaremos construindo a nossa Prosperidade. Falo, porque eu me considero uma pessoa muito próspera. Eu não sou rico. Não tenho poder político, mas consigo realizar com harmonia, com tranqüilidade, com paz, aquilo que eu vim realizar. Mas nem sempre foi assim. Houve época em que não era assim.

Mesmo com boa intenção, a gente não consegue Prosperidade. Não basta apenas boa intenção. É preciso ter conhecimentos das Leis e segui-las. Então, a Lei consiste em você doar algo pela vida e, então, a vida doa algo, para que você continue doando (algo mais pela vida). E, quando a vida não precisar mais daquele tipo de doação, ela lhe corta aquela doação, para direcioná-lo para outro setor de manifestação de vida. O que, que eu estou querendo dizer com isso? Estou querendo dizer o seguinte: você está trabalhando, está morando e está tendo determinados recursos materiais; quando a vida não precisar mais dos seus serviços, ela lhe tira a sustentação para aqueles recursos e você é, compulsoriamente, direcionado para outras coisas. É preciso compreender isso. Outra coisa a ser entendida, é que, nem sempre é ruim acontecer algo que nós não esperávamos.

Portanto, nós devemos, sempre, fazer bem a nossa parte. Deus, o Ser Supremo que controla as leis, faz a parte Dele. Não devemos ter uma visão cega a respeito do próprio comportamento; o certo é ter uma visão, plenamente, consciente. É saber que ser próspero, por exemplo, é uma conseqüência do quê? Ser próspero, depende da maneira como se trata as pessoas, isto é, como a gente está se relacionando com alguém, seja no namoro, no noivado ou no casamento. Naturalmente, que a convivência humana é uma das coisas mais difíceis de se enfrentar, porque somos extremamente emocionais e a emoção é incoerente.

A emoção não tem razão de ser, ela é irracional. Ela é instintiva. É um programa que funciona, nem sempre, através de um motivo real ou racional e isso dificulta a nossa convivência, isto é, a nossa convivência no namoro, no noivado, no casamento ou no “juntar”. Quando eu falo em casar ou casamento, é conviver com uma pessoa, ali, dia após dia; você pode não ter papel passado, mas todo dia acorda e vê aquela pessoa; você lida com o lado mais difícil dela e ela com o seu. Este relacionamento só chegará a um parâmetro de Prosperidade, se você começar a tratar a outra pessoa com amor, com tranqüilidade, com respeito e com justiça. O casamento pode não durar, mas se você tratar a pessoa desta forma, os seus relacionamentos futuros não se realizarão com pessoas que o farão sofrer.

Logo, no casamento pode-se facilmente verificar o sintoma da falta de Prosperidade. Por exemplo: uma pessoa que está carregando uma cruz no casamento. Ela age de forma amorosa, de forma justa, de forma sábia, de forma carinhosa, submetida aos diversos aspectos do amor, da justiça e da sabedoria e mesmo assim ela está carregando a cruz. Por quanto tempo, não se sabe, mas um dia, a cruz lhe vai ser tirada das costas, isto é, no correr da vida.

Quando a gente está no caminho da Prosperidade a gente é bondoso(a) com o(a) nosso(a) companheiro(a). A gente não é somente bondoso(a) com aquela pessoa, não, mas, também está sendo, com todas as pessoas do mundo e dos mundos. Todos nós somos um; não podemos esquecer disso, jamais. Se você trata bem uma gota d’água de uma margem de um oceano ou de um mar, você está tratando todo o oceano daquela forma e todo o oceano tratar-te-á da mesma forma; tudo na vida apresentar-te-á esse padrão. Se alguma parte do oceano, ainda, o trata mal, é porque você tratou mal o oceano em outra vida ou nesta vida, em outra oportunidade.

A Prosperidade é construída dia após dia. É como um prédio imenso, construído com tijolinhos pequeninos, que foram colocados dia após dia, até virarem prédio. Não é pensar, porque colocou um tijolinho hoje, todos os muitos tijolos que jogou na cabeça dos outros resultarão em construção harmônica e cheia de paz, não. Tudo leva um tempo para a ação transformar-se em reação. No carma, a ação negativa gera uma reação, também, negativa, depois de algum tempo! No darma, que é uma ação positiva (pelo cumprimento do dever ou das Leis), também, só haverá uma reação positiva, decorrido algum tempo, Naturalmente, se alguém gerar benefício à vida humana, simplesmente, no intuito de receber benefício, ela perderá a oportunidade de obter prosperidade espiritual, pois somente terá prosperidade material. Prosperidade espiritual é o retorno das boas coisas feitas para o bem dos outros.

Mesmo que haja facilidade na harmonização material, chegará o momento de faltar algo, que é a Prosperidade Espiritual que é muito maior do que a material, muito maior. Seja no lado profissional, por exemplo: se você trabalha como funcionário público, aqui em Brasília ( aqui, a maioria é funcionário público; não é como em São Paulo, onde a maioria é empresário ou funcionário de empresa), não pense que o seu dinheiro, isto é, o seu salário é dado por uma mão invisível, não. Ele é dado por toda a população do país e você irá prestar contas a todo esse país. Só que não é só o país, não; é o mundo como um todo, os outros países, os outros planetas; é um contexto geral de vida. Então, desempenhando a sua função, é necessário, para ter real prosperidade, realizá-la com o máximo de eficiência possível.

Não pense, não: ninguém está vendo, ninguém vai cobrar de mim. Então, pensa: ah, eu trabalho na hora em que eu quiser; eu saio na hora em que eu quiser; eu não bato ponto mesmo. Mesmo que bata, fico lá enrolando. Poderia fazer mais coisas do que faz e deveria; fica, ali, matando o tempo; fica lá no computador, jogando. Todo o mundo pensa que você está trabalhando, mas está é jogando. Isso atrapalha a prosperidade. Há lugar e tempo de trabalho e há tempo de lazer. Precisamos ser pessoas produtivas pela vida a fora, continuamente, senão, não teremos a prosperidade que desejamos.

Toda vez que uma pessoa usa a sua energia, seja através da própria palavra, dos olhos, da audição, ou para ver coisas, escutar coisas que não são produtivas à vida, vai faltar-lhes energia para coisas úteis ou prósperas. Exemplificando: o que é a doença? É o mau uso da energia corporal. Pessoas que ficam falando muito mal da vida dos outros (era comum em vidas futuras, hoje em dia não tem mais isso, não; hoje em dia, acontece é na vida presente) desenvolvem infecções, desenvolvem problemas na área da fala; a pessoa mantém a capacidade da fala durante algum tempo, depois a perde. A partir de 1998, vai ser assim, viu gente? Usou mal aquilo que tem, o carma irá cobrar rapidamente.

Por isso, essa palestra foi preparada e desenvolvida, tão rapidamente. Eu não ia falar sobre esses temas, agora, e sim, depois da transição. Mas essa fase exige conhecimento. A Lei não funciona somente para aquele que a conhece, não; mesmo, para quem a ignora, ela exerce os seus efeitos. Precisamos tornar-nos conscientes delas. Então na prosperidade material, veremos, inicialmente, o aspecto material. Depois veremos os demais aspectos, já que o nosso tempo é restrito. Daqui para a frente, controlarei melhor o tempo. No sentido material, como eu já vinha falando, nós, ao nascermos aqui, a primeira coisa que adquirimos é um corpo; um corpo físico que usa, como matéria-prima para sua construção e manutenção, a força dos alimentos.

Geralmente, quando nascemos, nós mamamos na nossa mãe. A nossa mãe come e a matéria-prima que ela come, transforma-se em nosso corpo, após processada; depois vamos crescendo, começamos a estudar e gerar ação. Quer dizer, desde criancinha nós já geramos ação. Somos aquela criança que desde a infância gosta de destruir as coisas, quebrar as coisas, voluntariamente. Não é problema de coordenação motora, ou imaturidade e sim malvadeza mesmo. Isso gera um débito cármico para a pessoa. Toda vez, que geramos, voluntariamente (e mesmo involuntariamente, por inconsciência ou ignorância), dano à vida, a vida nos tirará, nos cobrará coisas.

Então, desde criança, depois que está um pouco crescidinha (estou dando um exemplo simples de criança), ela já tem possibilidade em arrumar a própria cama, cuidar da própria roupa, cuidar das coisas básicas de higiene e de organizar as coisas simples. Nessa época, ela já começa a negligenciar, dizendo: não, eu tenho mãe, eu tenho pai, eu tenho empregado e fica jogando tudo para os outros. Cada ação, cada trabalho realizado ou não é contado como energia, que vai para a energia do ecossistema econômico global. Então, se você podia fazer algo e você não fez, no momento, em que você precisar daquela carga de energia, você não terá, porque outra pessoa fez por você. Assim, você terá que fazer algo pelos outros.
Na presente vida, uma criancinha ainda não tem mérito dessa vida, mas pode ter mérito, oriundo de vidas passadas e a partir do momento, em que gasta os seus méritos, ela vai gastando os recursos materiais. Quando chega na fase de adolescência, ela precisa gerar benefício ou promessa de benefício. O que é promessa de benefício? Um adolescente que estuda com empenho, procura dominar determinadas áreas para depois oferecer serviço, oferecer benefícios à humanidade; mesmo que não esteja gerando, ali, benefícios de produtos produzidos naquele momento, mas, no futuro, irá gerar. Então, ele está se preparando para gerar um benefício, estudando e pensa: sim, eu vou gerar benefício futuro, tudo bem. Ele (o adolescente) pode receber benefícios da família, ou de alguns amigos que, tal ajuda, não estará atrapalhando a sua prosperidade.

Agora, a partir do momento em que a pessoa pensa: não, eu enrolo aqui, recebo apoio da minha família e vai preguiçosamente negligenciando responsabilidades, nem estuda para se tornar apta ou perita em determinada área de ação que gerará benefício humano e fica, simplesmente, deixando o tempo passar, essa pessoa não está no caminho da Prosperidade. Ela, inevitavelmente, terá problemas no futuro e aí, apelará para cometer injustiças no futuro. Ao agir de forma injusta, contrai carma e os pais que a incentivaram para isso, estão gerando, também, problemas carmicos para si mesmos.

Isso quer dizer o seguinte: Para trabalhar a Prosperidade é preciso ser amoroso; mas, para ser amoroso é preciso ser justo, senão não estará construindo de fato o aspecto do amor. Isto significa dizer, que amor sem justiça é falso amor e falso amor não gera Prosperidade. Todos nós temos como ter o necessário para realizar o que viemos realizar, sem ter preocupação. O problema é, que por falta de conhecimento, nós desperdiçamos os recursos e depois nos faltam recursos, quando, de fato, precisamos. E, aí, não adianta reclamar, que Deus é malvado, porque você precisa de determinada coisa, e não tem; você jogou fora, ali.

Imagine, que Deus te deu um copo de leite. Aquele copo de leite é do tamanho certinho para você tomar em determinadas horas e você um tanto glutão fala: ah, eu vou tomar tudo é agora. Não precisava tomar tudo, agora; podia tomar aos poucos, ao longo do dia inteiro e a pessoa vai e toma ou, mais ainda, derrama e fala: tem demais e derrama, desperdiça, mesmo. Aí, chega a tantas horas e a fome bateu, novamente, e a pessoa olha para o copo e o copo está vazio. Aí, a pessoa fala para Deus, dê-me mais um copo de leite...mas, e o meio copo de leite derramado, o seu meio copo de leite desperdiçado? Assim, como reação ao passado (Lei do Carma), a partir de amanhã ela só receberá meio copo de leite e se ela roubou dois copos de leite, ela não receberá nenhum, durante dois dias.

As Leis Cármicas são inflexíveis, isso nós precisamos compreender. Outras leis podem se sobrepor a leis mais fracas. O carma é soberano, no elenco das leis. O Carma não é uma cruz de ferro que a gente está obrigado a carregar, a gente pode transmutá-lo. Mas, para transmutá-lo é preciso cumprir leis mais fortes ainda do que aquelas que desrespeitamos, para que elas ajustem as leis mais fracas, mas inflexíveis. É preciso voltar a lembrar disso: a gravidade existe. O avião não anula a lei da gravidade. Ele, simplesmente, aciona e usa uma lei mais forte ainda do que a da gravidade, a da sustentação pelo ar. A mesma coisa acontece com a Lei do Carma e com a Lei da Prosperidade. Uma pessoa, que hoje está em situação difícil, seja profissionalmente, materialmente, a nível cultural, de escola, aprendizado, família, saúde e no lado afetivo, é porque andou desrespeitando as Leis, por ignorância ou por simples negligência. Mesmo conhecendo as Leis, pensava que eram balela, que não eram reais. Mas as Leis são reais e nós podemos construir a Prosperidade, partindo delas.

Não basta ser espiritualista, não. Precisamos respeitar as Leis, precisamos conhecê-las. Não adianta chegar, lá, e dizer: não, eu sou espiritualista; eu trabalho para a falange da luz tal, para o comando da luz tal. Não adianta nada. Se desrespeitou as Leis, não adianta, você vai pagar pelo distúrbio, no aspecto material ou afetivo, também. A partir do momento, em que você tem como gerar benefício, gere benefício, nem que seja só material. Ah, mas eu não dou conta de fazer isso; faça aquilo que você dá conta. Não use como desculpa a mesma estória do cavalo preguiçoso. O cavalo preguiçoso fala: ah, eu não dou conta de correr rápido, eu não dou conta de voar, eu só dou conta de andar muito devagarinho; então não vou fazer nada. Não. Ande no seu ritmo, carregue o que você dá conta, faça o que está ao seu alcance. Cada benefício que geramos em nossa vida ou para a vida de alguém, inevitavelmente, volta para nós.

No entanto, o benefício precisa ser gerado de forma justa. Não adianta você pensar, assim: não, eu vou ajudar; você vê uma pessoa passando uma dificuldade material, você vai lá, e ajuda. Nem sempre você está, de fato, ajudando. É preciso ter muita maturidade. Muitas vezes, você está atrapalhando, porque aquela pessoa é negligente em suas funções. Darei um exemplo de dificuldades materiais que eu vi em determinada pessoa. Essa pessoa tinha um salário razoável. Todo o mês ela recebia aquilo. Só que tinha um hábito, um vício: ela adorava comprar roupas caras. Então, ela ia num shopping, via numa loja aquela roupa, ficava louca. Somente era feliz se tivesse aquela roupa e comprava, comprava, comprava. Chegava no final do mês e o salário não dava para pagar tudo que tinha comprado. O que acontecia? Ela tirava dinheiro do aluguel, dinheiro da alimentação, do transporte, de coisas básicas que ela realmente precisava.

Quer dizer, ela podia usar a roupa antiga que tinha; ela não estava andando sem roupa na rua. Mas era viciada em comprar roupa. Aí, o que acontecia no final do mês? Oh, mãe, oh, pai, oh irmão, me ajude. Preciso de dinheiro. Não tenho dinheiro para pagar o aluguel. Aí, todo o mundo: nossa, ela não tem o dinheiro do aluguel. Ah, a gente vai dar o dinheiro para você. Só que havia uma coisa. Se abrisse o armário da pessoa, havia lá, aquele tanto de roupa, muito mais do que precisava. Quer dizer o seguinte: ela estava tirando dinheiro de itens do que mais precisava, para comprar o que não precisava. Na verdade ela precisava dinheiro para moradia, para se transportar, para se alimentar, porque não administrava direito o seu salário. Quem ajuda, nesse caso, está ajudando, de fato? Não, não está. Será preciso educar a pessoa. Ela precisa , devolver a roupa, ou vender o que comprou, mesmo que não pegue o preço de aquisição. É educativo. Não é a questão da ação em si. É o que ela implica. Ela deve ser exortada a não comprar; deve ser proibida de comprar. Digam-lhe, os parentes: se comprar, não ajudamos; se extrapolar o orçamento, não ajudamos.

Cada um de nós tem o que é necessário, mesmo quem viva, digamos, num barraco de tábua, ganhando um salário mínimo, por mês. Por que eu falo isso? Porque a partir do momento em que a pessoa raciocine, ela adotará outra postura: não, eu quero ter mais do que eu tenho. Aí, ela precisará gerar mais benefícios do que está gerando para a vida. Não adianta pensar assim: eu quero ganhar o mesmo que uma pessoa que estudou mais de uma década, quase vinte anos, desde a infância estudando, fazendo faculdade, estudando horas e horas a fio. Depois que estudou muito, arruma um emprego. Depois que arruma o emprego, faz cursos de aperfeiçoamento. Vai querer que aquela pessoa, que se esforçou ao longo de tantos anos, tenha o mesmo benefício de uma pessoa que nunca se esforçou? Ela fugia da escola, gazeteava, não gerando benefícios em outros setores; ficava assistindo televisão o dia inteiro e não gerava benefício a ninguém. A pessoa que fica matando o tempo que é tão valioso, vai ter problema material, é inevitável. Ela não terá todos os recursos necessários à vida, porque desperdiçou.

Por isso, precisamos aprender até que ponto não estamos abusando daquilo que recebemos, desperdiçando. “Peraí”, eu preciso disso? Preciso. Então, pode adquirir, com certeza, que não terá problema. Agora, se não precisar, aí haverá problemas, com certeza. Toda vez que for abrir a carteira pense: eu vou adquirir isso e isso levará a que? Não é ficar avarento. Avareza é a pessoa que precisa adquirir determinada coisa para realizar mais pela vida e não quer abrir mão daquilo que tem. É dando que se recebe. Agora, se der de forma descontrolada, não vai receber. É preciso agir, sempre, dentro de um equilíbrio.

Um empresário, ao montar uma empresa, não pode ter seu pensamento voltado, prioritariamente, no enriquecimento próprio, isto é, ser ele o único beneficiário do empreendimento. O primeiro pensamento nesse contexto vai ser importante? Sim. Haverá, como se pode dizer, lei de mercado; as pessoas precisam disso? A maioria dos empresários, a partir desse ano, falirá. A maior parte dos novos empresários assumirá a posição dos antigos. Não é que acabarão as empresas, não. A questão é que haverá reciclagem no mercado. Umas empresas sairão do mercado, dando lugar a outras. Os dirigentes das empresas, que não têm como perder materialmente, perderão em outros setores, como na área da sua saúde, e em muitas outras. Por quê? Porque eles fizeram uma coisa: fabricaram necessidades ilusórias, supérfluas.

Quer dizer o seguinte: eles inventavam um produto que não era de fato necessário para a população, mas eles queriam ganhar dinheiro e aí o que faziam? Vendiam uma imagem para a população de que a população necessitava daquele produto, mas isso não era real. A mídia de massa, geralmente, faz isso. Ela incute nas pessoas: não, você precisa ter isso, porque, se não tiver, você não é feliz. E a pessoa é programada. Vai lá, e adquire sem necessidade. Vai faltar-lhe aquilo que, de fato, necessita. Quando precisar, ela falará: gente, eu estou apertada, materialmente. Essa coisa de ficar apertado, materialmente, é um sintoma de algum distúrbio material na área da Prosperidade. Em determinada fase, você tem muito. Em outro período, falta-lhe até o básico. Isso é um distúrbio na área da prosperidade material. Estas coisas acontecem, porque a gente adquire coisas que não precisava em determinada fase; assim, em outra, falta aquilo que é básico; aquilo que é necessário para a nossa realização de crescimento de vida e do contexto geral. Os empresário que fabricam necessidades ilusórias pagarão caro, principalmente, na fase que se inicia agora, pois perderão muito e ficarão sem o necessário, no sentido de realização como um ser, isto é, no existencial, na Prosperidade Existencial.

É muito duro a pessoa acordar todos os dias de manhã e pensar assim: se eu não sair da cama e ficar aqui o dia inteiro não fará nenhuma diferença. Isso é duro, é sinal que está faltando Prosperidade. A pessoa precisa sentir que ela é necessária neste mundo, senão não tem razão de ela estar aqui. Então, ela está aqui pagando pecados? Pecados que eu falo, são os erros. Ela precisa acordar e sentir: hoje eu vou fazer; terei aquele ânimo de realização; realizarei coisas e gerarei benefícios. A partir do momento, em que acordamos e sentimos isso, nós estamos existencialmente bem, se isso não for uma coisa esporádica.

A Prosperidade existencial, é um tipo de Prosperidade da qual acho, que ninguém ouviu falar. Talvez, se ouviu não é muito comum. Porque, todos associamos a Prosperidade com aquela qualidade inerente à pessoa que entrou numa empresa como simples funcionário e foi, rapidamente, galgando, galgando, até chegar à chefia. Essa é considerada uma pessoa próspera. Ou, então, é a pessoa que montou uma “vendinha” e com o passar dos anos ficou com uma cadeia de supermercados. Essa, também, dentro dos parâmetros comuns da sociedade, é pessoa próspera. Isso não tem nada a ver com Prosperidade. A pessoa pode ter obtido tudo isso e não ter Prosperidade e outra pode ficar anos com a mesma coisa e ter Prosperidade. Por quê? Porque o que conta como Prosperidade é a utilidade do benefício causado à coletividade e a realização interna da pessoa. Numa realização comercial, em que a pessoa não perde existe a falsa e a verdadeira Prosperidade. A Prosperidade falsa consiste naquela em que a pessoa perde com o tempo. Com a verdadeira Prosperidade a pessoa não perde jamais; ela é crescente.

Quer dizer, a pessoa que levou uma vida próspera chega no leito de morte, e pensa: mas foi muito bom ter vivido aqui na Terra. Ela não fala: ah, não adiantou nada eu viver e plaft e morre. Se não tivesse nascido, teria sido melhor e morre, assim. Essa pessoa, com certeza, não viveu uma vida próspera. Há como alterar isso, agora? Digamos que a gente vá desencarnar daqui a uma semana. Daqui até lá, toma-se uma postura diferente de vida. Já tem, como morrer próspero. Quer dizer, desencarnar. Porque a gente não morre. Chegamos, lá no mundo astral e continuamos tudo, novamente. Se erramos aqui, erramos lá, do mesmo jeito. Por que falei, que uma semana, já, seria algo de bom? Porque, chegamos lá, no astral, com uma nova postura de vida, onde começamos a querer obedecer e seguir as Leis da Vida. No astral, isso é importante.

Quando a pessoa, ainda, não sabe o que é importante para a vida, ela está numa fase instável. A Prosperidade só é sentida, quando, já, definimos os aspectos setoriais de nossa vida. Na época da nossa inconsciência e da submissão à nossa cultura social, nós agimos de forma muito instintiva e programada. O que quer dizer isso? Que, inicialmente, a pessoa vai para a escola, porque os pais disseram que era para ir à escola; ou, muitas vezes, porque ela vê aquele tanto de papel, um tanto de letra e não sabe o que quer dizer e ela precisa aprender o que aquilo quer dizer. Porque sente-se isolada, por não saber ler. Ela quer ir para a escola para aprender a ler, para aprender a se comunicar pela escrita. Eu, quando era criança andava na rua e ficava vendo aquele tanto de papel no chão e não sabia nada o que queriam dizer aquelas letrinhas que lá estavam. Ficava: gente, mas eu preciso aprender o que quer dizer isso. Até que aprendi. Ah, mas foi maravilhoso. Eu queria aprender o que queria dizer, para interagir com o mundo. Mas há pessoas que para isso não tem curiosidade. Interagir, por quê? A razão de ser das coisas e a interação com elas são o fator determinante da nossa Prosperidade ou não. Trata-se do porquê de fazer as coisas e não o ato de fazê-las. O meio só se torna digno (para atingir a Prosperidade ou não), em função dos fins, isto é dos objetivos que impomos ao projeto. Se os meios desrespeitam os fins, não se chega à meta da Prosperidade. Quer dizer, os fins não justificam os meios. Os meios só justificam os fins da Prosperidade, se respeitarem as regras, as Leis da Vida.

O lembrete que faço ao espiritualista que quer desenvolver a prosperidade é o seguinte: sinta para a sua vida, o que você acha ser necessário você fazer. Todos estamos na Terra por causa dos nossos desejos. Há pessoas que têm desejos de experimentar sensações, isto é, sensações puramente materiais. Há outras, que querem sensações espirituais. Para quem está com seus desejos direcionados para as sensações materiais, dificilmente, conseguirá a Prosperidade real. A Prosperidade que essas pessoas gozam, é a de sempre ganhar aqui e de perder ali; sentem tristeza, quando perdem e sentem alegria, quando ganham. Se perdem ali, sentem tristeza. Essa é a Prosperidade transitória, a falsa Prosperidade. A Prosperidade real é aquela em que, mesmo ao perder, você ganha. Quando perde, mesmo assim, você ganha.

Exemplifiquemos: você teve uma perda agora, mas você viu que aquilo gerou benefício para você e para o todo. Então, você não se sente perdendo. Contar-lhes-ei a respeito de uma fase em minha vida, quando comecei a desenvolver a Prosperidade. Quando era adolescente, eu tinha uma bicicleta, dessas bicicletas de fazer ciclismo, de corrida. Eu adorava aquela bicicleta. Morava num lugar da cidade, um tanto hostil. Num belo dia, eu coloquei a bicicleta no quintal da minha casa, a fim de lavá-la. Enquanto busquei o balde e o sabão, roubaram a bicicleta. Quando voltei, o lugar onde estava a minha bicicleta, estava vazio, o mais limpo possível. O dono do alheio havia visitado o nosso quintal. Quer dizer, alguém roubou a minha bicicleta. Saí e olhei. Já era. Levaram mesmo. Perdi a bicicleta. Eu havia trabalhado três meses a fio para comprar a bicicleta e tinha perdido os três meses de trabalho; esforço e tudo foi embora. No começo, fiquei assim curioso. Por que isso aconteceu? Projetei-me para o astral e fora do corpo fui no encalço da bicicleta, para ver onde é que ela estava. Eu iria achá-la. Achei-a toda desmontada. Tinham queimado parte da bicicleta para descaracterizá-la. Ela já estava ganhando uma nova pintura; o número de série havia sido trocado. Aí, eu falei: ah, já era. Mas por que isso aconteceu? Que carma eu tinha? O dinheiro eu tinha adquirido de forma justa, pois eu não tinha sido desonesto com ninguém.

No mundo espiritual, um ser, que era meu amigo, explicou: “olha aqui, fez até assim com o dedo; quando fez assim com o dedo, abriu-se uma tela de imagem e apareceu o quê? Apareceu eu andando de bicicleta, numa rua e um carro me atropelando e eu todo ensangüentado, no meio da rua. O amigo falou assim: está vendo isso aqui? Se você continuasse com a bicicleta, isso iria acontecer com você e você tem uma tarefa a realizar; você não pode ir embora, agora. Então, você precisava perder, para ganhar”. Muitas vezes, para darmos um salto grande para a frente precisamos dar um ou alguns passos para trás. Isso não é retroceder; isso é fortificar-se; isso é evitar o erro.

A partir do momento, em que ele me mostrou isso, eu falei: ah, aí sim... Muito obrigado, por vocês terem deixado a bicicleta desprotegida e que alguém a roubasse. Para ter-se uma idéia: a gente só continua vivo, aqui, graças à proteção constante recebida dos nossos espíritos amigos. Porque, senão a gente desencarnaria muito, facilmente. Então, eles sabem do nosso futuro mais próximo. Eles têm como dizer: ali, ao longo do caminho, poderá acontecer algo e poderão mudar muitas coisas, que se não fossem mudadas, aconteceriam. Assim, depois que ele me explicou isso, ainda que abrigasse em mim algum pingo de revolta, esta se dissipou, rapidamente.

Mesmo, fazendo tudo que deveria ser feito, sabendo que existe roubo aqui na Terra, a gente não está livre do roubo. Deixando a bicicleta lá no meio da rua e deixado-a, lá, dias e dias, naturalmente, que eu estava pedindo para ser roubado, sabendo que existem ladrões. Não se pode agir dessa forma. Porém, mesmo assim, dependendo da proteção, ainda, poderia eu ficar gastando os meus créditos ali, já que os protetores agiriam, por algum tempo. Naturalmente, que dias e dias a fio, não permitiria que a proteção fosse exercida, pois a própria Limpeza Pública, acabaria por recolher a bicicleta. Não se deve assumir a seguinte postura, não: “o que a gente pode agarrar agora, vamos agarrar; está em nossas mãos; é o que nós temos; é o nosso mérito”. Não, nosso mérito não é sempre o que desejamos realizar. Por exemplo, você fala: eu vou viajar para realizar uma coisa que gerará benefício à humanidade. Você marca tudo, só que no dia, a viagem não acontece. Você fica revoltado, pensando: eu não estou sendo próspero por causa disso.

A Prosperidade não é acontecer aquilo que nós queremos, no momento. Ela somente acontece ao longo de algum tempo. A Prosperidade é construída, gradativamente. Não aconteceu a viagem, porque dentro do contexto geral, ela não geraria benefício à coletividade ou geraria algum dano a você. A vida é tão maravilhosa que existem leis que querem preservar você e o todo. Você não pode beneficiar ao todo e prejudicar a você mesmo. Se fosse assim, todos aqueles santos que se sacrificaram como Jesus, teriam morrido em vão. Eu não quero entrar na polêmica, se Jesus morreu na cruz ou não. Mas suponhamos que tenha morrido. Então, você fala: ah, mas Ele fez tudo isso de maravilhoso e o que lhe deram em troca? Foi uma cruz de presente.

Gente, a felicidade não é deste mundo. Por isso é que eu digo que a Prosperidade Espiritual é maior do que a material, pois é permanente. A prosperidade material acaba no momento em que desencarnamos, aqui. Você vai para o outro mundo e, lá, construirá a sua Prosperidade. Se a Prosperidade Espiritual já é propriedade sua, ela existe onde quer que você esteja; ela é abrangente. Ela só se apresenta como um estado de cumprimento e de percepção de Deus, bem maior do que simplesmente o que está sendo dito aqui.

Quando alcançamos a compreensão de saber, de que o quê estivermos fazendo, gerará um benefício à vida, ficaremos satisfeitos. Mas a vida, também, precisa querer beneficiar-se dessa forma. Se ela não quiser, que ela recuse e nos direcione para outra ação. É a mesma coisa de uma pessoa, de um empresário colocar na sua cabeça, de abrir uma lanchonete, para servir coisa e tal. Só que a vida não está querendo essa lanchonete. Que vida seria essa? A vida de que eu falo, é o contexto geral de todos os seres que vivem. Este contexto não está querendo a lanchonete. O empresário tenta, porque tenta, e sempre vai à falência. Ele está cheio de boa intenção, de gerar benefício à vida; só que ele está no ramo errado. A vida não quer isso. Ele está querendo vender sorvete para os esquimós e eles não querem; eles querem uma sopinha quente; eles querem outra coisa. Não adianta forçar a barra. Isto não é benefício. É preciso respeitar as Leis da Vida.

Portanto a Prosperidade surge, a partir do momento em que nós respeitamos as Leis. A base da Prosperidade é gerar benefício à vida, de forma que não gere dano a si mesmo, isto é, dano real. O que é dano real; o que seria? Você está vendo uma pessoa passar necessidades; ela está passando por aquilo, porque ela abusou dos recursos que a vida tinha lhe dado. Por isso está lhe faltando e você vai lá ajudar e a incentiva a abusar dos recursos da vida. Você, aparentemente, está ajudando, mas não está. Você está causando dano a ela e a você. É a mesma coisa de você dar e não receber. Esta é uma lei, de que todo aquele que dá, receberá. Só que se ele se recusar a receber, ele pode não receber mais. Ficar bloqueando o recebimento daquilo que foi transmitido redundará em circunstâncias tais, que chegará o momento em que você não mais terá meios para dar, novamente.

Imagine, você dizer: não, eu quero ajudar o próximo; assim você trabalha e na hora de receber o seu salário você proceda, assim: não, não quero o meu salário; dá-lo-ei para um necessitado; eu não o quero, não. Desta forma, você não terá dinheiro para comprar comida, para pagar transporte, para pagar a moradia, etc.. Por outro lado, se tudo o que você fizer, visar apenas o seu próprio benefício, não está sendo próspero, também. Em ambos os casos não haverá Prosperidade espiritual.

Não querer receber, mesmo doando, é desequilíbrio que gerará falta de Prosperidade. Querer receber, apenas, e esquecer a razão real de doar, também, não é Prosperidade. Para não gerar confusão na cabeça de ninguém, explicarei: você recebe, como conseqüência (em retribuição) de ter doado; você não deve fazer alguma coisa, só para ganhar tal coisa; você deve fazer para gerar benefício. Você ganha, porque se você não ganhar, você não terá como fazer novamente; é uma regra. Se agir, assim, tudo na vida melhora; tudo, em qualquer setor.

Exemplificando. Se você está numa parceria afetiva, aja de forma sempre respeitosa, amorosa, carinhosa, mansa. Muitas vezes a outra pessoa está nervosa; fique calmo (a). Você pode, até, falar: ah, mas isso é injusto. O (a) parceira (o), ao longo de dias vem me tratando mal e eu fico tratando bem. Que coisa é essa? Eu tenho que descer a “lenha”, também, para ela sentir que a mão é pesada. Não, não é assim. Ao longo de dias, se aquela pessoa continuar tratando- o (a) dessa forma, a vida vai tirá-la (lo) do seu caminho. Não é você que vai tirá-la (lo) do seu caminho. É, a vida afastará aquela pessoa do seu caminho, porque a pessoa está agredindo a vida.

É necessário ter uma noção de microcosmo e macrocosmo. Nós somos o microcosmo. Exemplificando, para o seguinte caso hipotético: eu sou o microcosmo e vocês são o macrocosmo. Quer dizer, se a pessoa daquela ponta, ali, é um macrocosmo, aquela, da outra ponta, também, é. Se faço algo com uma delas, estou fazendo com todas. No campo do macrocosmo, é a mesma coisa. Se alguma pessoa faz a mim, ela está fazendo a todas as outras, já que fazem parte do macrocosmo, invariavelmente. Quem faz para um, faz para todos. É a lei. Portanto, se você gera benefício a alguém, seja para a pessoa com quem conviva, afetivamente, você está gerando benefício a todo o macrocosmo. Mas se a pessoa te trata mal e se isto for persistente, até que você salde o seu carma, a pessoa continuará te tratando mal, porque você, também, a tratou mal nesta vida, ou a outras pessoas nesta vida ou em vidas passadas. Quando você pagar o último centavo, a vida, naturalmente, afastará a pessoa do seu caminho. Naturalmente, que nem todo mundo vai esperar. Muita gente, decorrida uma semana ou duas, de sofrimento, já, diz tchau, tchau e vai embora. Mas se a pessoa continuar tratando mal a seus semelhantes, ao longo desta encarnação e das futuras, sempre haverá de encontrar gente que a fará sofrer, desrespeitando-a e agredindo-a. Por isso, a Prosperidade, na área afetiva, começa com o seu próprio comportamento.

Há condições de vocês fazerem perguntas por escrito? Acho que não. Hoje, excepcionalmente, as perguntas serão verbais. Excepcionalmente, só hoje. Na próxima palestra, estaremos com o material pronto para as perguntas escritas. Antes de fazerem as perguntas, eu gostaria de lembrar-lhes que o calendário da próxima palestra e do curso estão na mesa, ali.

Ah, tem material para as perguntas? Então, podem levantar a mão que será entregue papel para as perguntas. Prefiro a formulação das perguntas por escrito, porque mantém a harmonia do ambiente. O curso programado não será dado no próximo final de semana e sim no outro. No calendário está proposto o curso “Energias da Mente”. Quem quiser aprender a fazer limpeza áurica, a manipular energias psíquicas, de fazer absorção prânica, de transmitir energia psíquica, através do curso Energias da Mente - Nível I, aprenderá.

PERGUNTAS

1. Eu gostaria que fosse dado um exemplo de Prosperidade Existencial na vivência diária de uma família; como obter cooperação nos trabalhos diários.

É muito difícil, quando se vive em família, ter uma prosperidade existencial, se desde o início, ela não se fundamentou numa convivência pacífica. O que eu quero dizer com isso? É que os filhos, a esposa e o marido não se pautaram, desde o começo, por um código de harmonia. O que é harmonia? Culturalmente, as famílias são constituídas de forma tal, que há pessoas que, muitas vezes, se sobrecarregam, fazendo aquilo que as outras deveriam fazer por si mesmas.
O que eu quero dizer com isso? Que o pai e a mãe não são obrigados a fazer pelos filhos, aquilo que os filhos deveriam fazer por eles. Por exemplo: o filho ou a filha acordam. Eles têm que arrumar a própria cama, arrumar os seus objetos pessoais. Tendo capacidade para tal e não o fazendo, geram desarmonia na família. Deixar objetos em locais que não deveriam deixar, aguardando que outra pessoa vá arrumá-los, gera desarmonia, também. Então, é preciso que os pais eduquem os filhos, desde o início, de maneira tal, a darem-lhes a noção de responsabilidade por aquilo que lhes é pertinente, visto que a liberdade de um, vai até o limite do direito à liberdade do outro. Esta é uma lei, que todos nós já conhecemos. O direito à liberdade de um, vai até o limite, em que não ameace a liberdade do outro.

Então, bagunçar áreas de convivência comum, gera desarmonia na Prosperidade. Não há como ser próspero, vivendo numa casa onde a maioria das pessoas gera desarmonia. Você precisará construir o seu próprio espaço harmonioso ou respeitar a harmonia da casa. A criança precisa aprender a fazer a sua própria cama, e não jogar as suas roupas a esmo. Outra coisa. É preciso que se contrate alguém, um funcionário ou uma empregada, chamada secretária do lar, para lavar louça.

Uma mania chata, que muitas pessoas têm, é de ficar sujando louça e talher, deixando jogado na pia ou na mesa, à espera de que a esposa ou o irmão vá lavar. Isso não está certo; se sujou, lave. Se não quer lavar, contrate alguém para tal. Porque, aí, a função da pessoa será essa. Ela receberá para isso. O fato de ser marido ou ser esposa de alguém não lhe dá o direito de fazer isso, a não ser que a outra pessoa tenha assumido tal função. Enquanto um assume, digamos, a função de ganhar dinheiro para a casa, o outro cuida da casa. Aí, tudo bem. É como se ela fosse, eu vou usar um termo forte, secretária, assumiu a função de secretária. Mas aí haverá dias para folga, senão ficará secretariando vinte e quatro horas por dia. Aí, não dá. Não existe pessoa que agüente um negócio desses. Neste caso, gera desarmonia mesmo. Mas eu quero que compreendam. Não estou dizendo que esta é a função da mulher, não.

Há mulheres que trabalham e o homem cuida da casa. É, o homem é que tem que ficar em casa, lavando a louça, isso e aquilo outro; porque, senão entra em desarmonia. Agora, se ambos dividem as tarefas do lar, com direitos iguais, direitos e deveres iguais, aí, sim, cada um precisa fazer a sua parte. Se sujou uma coisa, vá lá e lave. Se falar: ah, não, mas isso é insignificante. Não é, não. Isso, ao longo de uma semana, de um mês, de um ano, de vários anos? Oh, haja paciência. Porque, uma coisa é ser paciente com a justiça; outra coisa é ser paciente com a injustiça aparente. Mesmo que seja aparente, não é fácil, não. Por isso, se você sente que alguém está abusando de você e você está deixando, isso não é certo.

2. Se não temos como ser prósperos aqui na Terra, teremos, como ser, no plano astral?

Não. A Prosperidade começa onde quer que a pessoa esteja. Como eu disse: ser próspero, não é a pessoa ter muitos bens materiais. A pessoa pode ter poucos bens materiais e ser próspera; pode ter muitos bens e não ser. A pessoa próspera é aqui ela que faz a coisa certa, na hora certa. A que respeita as Leis da Vida, essa é a pessoa próspera; não lhe faltam os bens materiais. Muitas vezes, a pessoa fala: puxa, mas eu não estou tendo dinheiro para assistir as palestras, pegar o ônibus e ir assisti-las. Não tenho dinheiro para pagar o curso. Por que não está tendo dinheiro? Vamos às causa. Não falemos, simplesmente: não, eu não tenho dinheiro.

Vejamos o que ela não fez ou o que ela faz. Porque, muitas vezes, a própria pessoa se subestima e fala: ah, eu não sou capaz de exercer essa função, de realizar essa tarefa, de realizar esse trabalho. Ela só enxerga numa direção. Nós precisamos ver e olhar em várias direções e aí desenvolver atividades que redundem em Prosperidade , inclusive na aquisição de bens materiais.
Não tem aquela passagem da Bíblia, afirmando, que até os pássaros, que não trabalham, têm o que comer? Têm. Agora, chega a mão do homem, realizando distúrbios no ecossistema e, aí, o que acontece? Aí, aparece esse bando de pardaizinhos, comendo uns aos outros. Você está muitas vezes no prédio, aí vem aquele tanto de passarinho, na sua janela; querem comer, lá, na sua casa. Por quê? Há um distúrbio localizado. Mas na vida natural, os passarinhos têm o que comer. Quer dizer, no seu habitat, eles têm. Porque dei o exemplo dos pardais? Porque, muita gente fala: ah, tem passarinho morrendo de fome, porque houve interferência de outro ser, em relação a ele. Mas no seu ecossistema ele tem comida e ele é comida, também, para outros bichinhos; mas, aí, são leis de transferência de energia.
Então, fez a coisa certa, aqui, faz, lá, também. Tanto seremos prósperos aqui, como no astral, como no mental. E se somos prósperos lá, inevitavelmente, seremos, aqui, também. É só questão de tempo. Se nascemos numa família viciada com a falta de Prosperidade, com o tempo venceremos a egrégora familiar e assumiremos a própria Prosperidade.

3. Como alcançar a Prosperidade, quando não conseguimos encontrar um caminho para ela?

Enquanto a pessoa não encontrar o caminho, não alcançará a Prosperidade. É preciso encontrar o seu caminho. Hoje, eu dei algumas dicas do caminho para a Prosperidade. Naturalmente, que cada pessoa há de encontrar a sua própria meta de Prosperidade. A minha meta de Prosperidade não é igual ao de outra pessoa, mas uma coisa todas elas (as metas de prosperidade) têm em comum: respeito às Leis da Vida; querer gerar benefício aos seres vivos. Essa é uma regra para todas as metas, para todos os caminhos.

4. Então, a condição de ser princesa representa um carma negativo, já que tem tudo à mão?

Não. O fato de ter o poder na mão, em si, não é negativo. Mas, o que é que se faz com o poder. Gente, o que importa, é o que se faz com o que se tem. Uma pessoa pode ter uma única pedra. Se ela usar essa pedra para atirar na cabeça de alguém e a ferir ou matar, tê-la-á usado negativamente. Agora, se alguma coisa boa for feita com aquela pedra, este ato poderá valer muito mais do que atos de um presidente, de uma princesa, de um rei, de uma rainha. Ter todo o poder na mão e não levantar uma pedra para construir algo de bom para alguém, não gera Prosperidade. Agora, quanto mais possibilidade de poder a pessoa tenha, mais meios ela terá para trabalhar a Prosperidade. O fato de ter algo, não determina a Prosperidade. É o que se faz com o que se tem, determina a Prosperidade, ou não .

5. Estou dando aqui um exemplo. Aconteceu com a Lady Dy. Aquele triste acidente, foi conseqüência dessa facilidade?

Não. Triste é encarnar neste mundo, isso é triste. Você passa quase nove meses no útero; são nove meses encolhidinho, sendo exprimido; depois é jogado para fora, sentindo radiações de microondas, radiações de emissoras de rádio e televisão, influências magnéticas e térmicas. Precisa respirar esse ar desagradável, cheio de formas-pensamento negativas. Precisa sujeitar-se a uma alimentação a que não está habituado, muito mais densa. Ainda, não controla o corpo, parece que está dentro do tronco de uma árvore. A impressão que tem, é essa, que está preso dentro do tronco de uma árvore, onde o vento balança os seus galhos e através deles você se mexe. Quer dizer: são os instintos, o movimento compulsório. Depois tem que aprender a digerir coisas sólidas e aprender a lidar com esse mundo. Tem tantos anos de escola a cursar, enfrentar o trânsito, enfrentar o trabalho e o que tem de ruim, morrer?

Morrer, não é tão ruim, não. Eu não estou incentivando o suicídio, não. Provocar a própria morte é muito pior do que viver aqui; isso eu posso garantir. Porque, no astral, eu me dirijo às regiões dos suicidas e olhem, o negócio lá, é muito pior do que na Terra. Mas, uma pessoa sair da Terra e seguir para uma dimensão melhor, o que tem de ruim, nisso? Ah, mas e o trauma da dor e tudo o mais? Eu, até, estava comentando isso com um amigo antes de iniciar a palestra. O trauma da dor da morte é a mesma coisa de um dia frio. É como ter que tomar banho de chuveiro, sem usar a eletricidade, em um dia frio. A energia elétrica acabou e você precisa tomar o banho frio. Então, você chega perto do chuveiro, abre o chuveiro bem forte e aí, você respira fundo, prende a respiração e entra. Para quem gosta de tomar banho frio, tudo bem, mas para quem não está acostumado, é desse jeito que é feito e sentido. Eu não estou acostumado, portanto, faço desse jeito; respiro fundo e entro me molhando todo, de uma vez; me ensabôo, entro de novo, enxáguo e saio. Então, pronto; a morte é a mesma coisa; o trauma é o mesmo. Na hora, você: sente aquele friozinho. Ahhhh, mas depois que saiu... Ah, que bom que você está ali enxuto, já quentinho. Então, não tem nada de mal, morrer, seja de acidente ou de tiro.

Gandhi era um mestre ascensionado. Levou um tiro. Ele ainda, disse: "O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em ti", para o sujeito que o assassinou. Morrer aqui, não é castigo, gente. As pessoas têm essa mania. Imaginem, a vida sendo difícil como é, como é que a gente ainda acha horrível morrer; ser a morte física, uma coisa horrível. Imaginem, se não houvesse inflação. Hoje tem pouca. Se não houvesse desemprego, se não houvesse doença, se a gente não sentisse dor, se não sentisse distúrbio climático, se não estivesse sujeito a terremotos, a mortes dolorosas, ninguém quereria morrer mais. Na Terra não haveria um só palmo de lugar, para alguém viver. Então, sendo ruim do jeito que é, ninguém quer morrer.

Olhem, lá no mundo astral, dependendo da dimensão, para onde a gente vai, não precisamos comer tanto. A comida é muito mais sutil. Não há doença, não há problema de moradia, não há problema de transporte, não há problema de lazer, não há problema de emprego, o corpo não se machuca como aqui. Não há problemas como aqui. Chegando lá, ao se falar em encarnar, você não vê um, que esteja lá, que queira descer, encarnar, nascer. Quer dizer, quem está nas dimensões mais sutis e quem está vivendo aqui, não quer voltar; não quer sair do seu plano; é muito estranho mesmo.

6. Gostaria de saber o porquê, que, desde o início do meu casamento, tenho sido lesada ou roubada. É carma? Ou o quê?

No casamento, a Prosperidade não é alcançada facilmente, não. Porque o carma atrapalha muito. O que é carma? Carma é a mesma coisa de uma pessoa pegar uma brasa na mão e ficar segurando; está queimando; está com a brasa na mão, queimando, mas quer segurar. Por que quer segurar? É uma forma de ver, de aprender na prática, que segurar brasa na mão não é coisa boa.

Quer dizer o seguinte: que a pessoa, durante o envolvimento afetivo, principalmente, no envolvimento afetivo, quando ela se envolve com outras pessoas, aparecem certas características, que a fazem sofrer. Ela fica, por um bom tempo, convivendo com esse tipo de pessoa, até que um dia aprende, através do sofrimento, que conviver com aquele tipo de pessoa não é bom, não traz felicidade. |Nesse caso, é só através da dor, inicialmente, que o carma é transformado. Por quê? Porque a pessoa num belo dia acorda. Vê que é maltratada por aquela pessoa e pensa: Existe alguma arma apontada na minha cabeça, me obrigando a viver com essa pessoa? Se tiver, eu não posso fugir? Eu não posso me afastar? Eu não posso me isolar? Pode. E, aí, se afasta. O carma acabou. Então, enquanto há o carma, a pessoa convive com a outra. Agora, o porquê desse carma? Com certeza, nessa vida ou numa vida passada a pessoa fez coisa semelhante com outras pessoas e, aí, acumulou e veio a este mundo resgatar o débito, com outra pessoa.

7. Aqui temos uma pergunta, através da qual se observa que a pessoa não compreendeu o que foi dito. Eis a pergunta: “Você não acha que em um mundo às avessas como esse, o capitalismo selvagem, a Prosperidade, geralmente, está com aqueles que mais exploram?”

Acabei de falar umas cinco vezes, nesta palestra, que Prosperidade não é possuir bens materiais. Prosperidade é o que se faz com algo, que gere benefícios a todos. Você pode ter bilhões de reais. Se você não ajuda conscientemente, voluntariamente, a vida, a coletividade com esses recursos, você ajudará inconscientemente, pois, você não será próspero (feliz, satisfeito consigo mesmo).
Se você quer ter Prosperidade em qualquer setor, faça à vida aquilo que você gostaria que ela lhe fizesse. Você quer ter o que comer, você quer ter onde morar, você quer ter como se transportar, pense o que a vida precisa de você? Pergunte-se: o que pode dar à vida? O que você pode dar à vida? Pretenda que as pessoas sejam felizes e a vida lhe dará, visando que você seja feliz; não lhe faltará nada. Não abuse daquilo que lhe é dado (que Deus lhe empresta). Veja se, de fato, precisa daquilo que tem. Se não precisa, dê para quem precisa, de forma justa. Não dê de forma injusta.
Dê, com discernimento. Veja se a pessoa não é negligente e preguiçosa. Veja se não está lhe faltando, porque é preguiçosa; porque é viciada em determinadas coisas, e, aí, se direciona para o vício. Porque o vício, também, é um dos grandes inimigos, que não gera prosperidade. Não é só o dinheiro que se gasta com o vício, é o dinheiro que você deixa de ganhar, em função da limitação causada pelo vício. Não é só a paz familiar que se perde com o vício, é também a paz que se poderia ter, se não houvesse aquele vício. Então, o vício é um dos grandes inimigos da prosperidade.

Por Aldomon

Solange Christtine Ventura
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