Criei este Blog para minha Mãe Cigana Rainha do Oriente, sendo uma forma de homenageá-la, bem como postar assuntos atuais e de caráter edificante, lindas mensagens, poesias de luz, também aqui brindemos á amizade verdadeira e elevemos o principal em nós ou seja a essência Divina, Deus e a Espiritualidade em geral.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

PROJETO TRANSIÇÃO DA TERRA-A grande hora da mudança-Cidades do Futuro-Uma sociedade sustentável e planejada-Parte 5






Observa-se em muitas cidades do mundo que a sustentabilidade vem sendo internalizada em sua atividade de planejamento em longo prazo. Medidas para o combate ao aquecimento global, a conservação dos bens comuns naturais, a promoção de uma sociedade mais justa, a indução para uma nova economia (verde,includente e responsável), com a priorização e cuidado da natureza e das pessoas, o compartilhamento dos excedentes e o estabelecimento de limites razoáveis ao crescimento, produção e consumo parecem ser sinais de que algumas urbes já estão se preparando para serem as “Cidades do Futuro”.

UMA BREVE RETROSPECTIVA HISTÓRICA

Em 1930 o economista John Keynes previu que a humanidade, dali a 100 anos, iria enfrentar seu problema permanente: como usar a liberdade de preocupações econômicas prementes, como ocupar o lazer que a ciência e os ganhos econômicos lhe trariam para viver bem, sábia e agradávelmente?Agora que faltam apenas 20 anos para o cenário proposto por Keynes, talvez seja oportuno nos debruçarmos sobre a grande questão do século: o planeta urbano. Afinal, se o século 19 foi dos impérios e o 20 das nações, este é o das cidades. E as imensas inovações que ora se anunciam ocorrerão no território urbano.

O século das cidades: um planeta urbano e a emergência das megacidades

Há 100 anos, apenas 10% da população mundial vivia em cidades. Atualmente, somos mais de 50%, e até 2050, seremos mais de 75%. A cidade é o lugar onde são feitas todas as trocas, dos grandes e pequenos negócios à interação social e cultural. Mas também é o lugar onde há um crescimento desmedido das favelas e do trabalho informal: estima-se que dois em cada três habitantes esteja vivendo em favelas ou subhabitações. E é também o palco de transformações dramáticas que fizeram emergir as megacidades do século 21: as cidades com mais de 10 milhões de habitantes já concentram 10% da população mundial.A maioria delas tem concentração de pobreza e graves problemas socio-ambientais, decorrentes da falta de maciços investimentos em infraestrutura e saneamento. Sua importância na economia nacional e global é desproporcionalmente elevada. Segundo a Unesco, no futuro teremos muitas megacidades e localizadas em novos endereços – das 16 existentes em 1996, passarão a 25 em 2025, muitas delas fora dos países desenvolvidos.

Ao mesmo tempo, emergem novas configurações territoriais, como as megaregiões: a BosWashstretch (faixa que vai de Boston até Washington, passando por Nova York), Chonqing, na China, ou a megaregião SaoRio (São Paulo-Rio), conforme recente estudo instigante de Richard Florida, o economista-guru da classe criativa. Richard demonstra que nas próximas décadas o planeta global concentrará crescimento e inovação espetaculares em apenas alguns lugares de pico de excelência: as 40 megareriões mais criativas.O prêmio Nobel Paul Krugman prevê que o crescimento das cidades será o modelo econômico de desenvolvimento no futuro. Isso porque é nas megacidades que acontecem as maiores transformações, gerando uma demanda inédita por serviços públicos, matérias-primas, produtos, moradia, transportes e empregos. Trata-se de um grande desafio para os governos e a sociedade civil, que exige mudanças na gestão pública e nas formas de governança, obrigando o mundo a rever padrões de conforto típicos da vida urbana – do uso excessivo do carro à emissão de gases.Mas os maiores desafios ainda estão por vir, já que nas próximas duas décadas as cidades de países em desenvolvimento concentrarão 80% da população urbana do planeta. A realidade já sinaliza este boom –Lagos, na Nigéria, por exemplo, teve um aumento populacional de 3.000% desde 1950.Ou seja: contrariando todas as apostas do final do século 20, as cidades não morreram nem entraram em declínio. Pelo contrário: as pessoas nunca buscaram tanto se aglomerar. Em um planeta cada vez mais digital e virtual, nunca se buscou tanto o encontro físico, e as cidades foram tão atrativas.

Mais avançam as inovações de tecnologia de informação e conexões à distância e mais as cidades ganham atratividade.Veremos que uma coisa só reforça a outra e a interação física no território gera inovação como nunca antes. As cidades são “a” pauta do século 21.

Desafios: desenvolvimento sustentável, inclusão sócio-territorial, gestão inteligente

É nessas megacidades do futuro que o mundo precisa se reinventar, dividir riqueza para alcançar padrões mais justos e equilibrados de desenvolvimento. Padrões mais sustentáveis não apenas nos necessários desafios ambientais, mas também sociais e econômicos – que se reflitam não mais nos indicadores financeiros, mas em IDH’s e pegadas ecológicas.O desafio do desenvolvimento futuro está nas cidades: 2/3 do consumo mundial de energia e aproximadamente 75% de todos os resíduos gerados ocorrem nas cidades. Portanto, falar em mudanças climáticas, aquecimento global e sustentabilidade é falar de cidades sustentáveis.E cidades sustentáveis são, necessáriamente, compactas, densas. Como se sabe, maiores densidades urbanas representam menor consumo de energia per capita: em contraponto ao modelo Beleza Americana de subúrbios espraiados no território, com baixíssima densidade, as cidades mais densas da Europa e da Ásia são hoje modelos na importante competição internacional entre as global green cities, justamente pelas altas densidades e diversidade de usos. Ou seja: cidades sustentáveis são compactas, densas e diversificadas.

As próximas décadas certamente serão do enfrentamento de algumas mudanças fundamentais nos atuais padrões de desenvolvimento – por exemplo, 170 bilhões de Kilowatt-hora são desperdiçados no planeta devido à insuficiência de informações; 18 bilhões de reais por ano é a perda na economia de São Paulo decorrente de congestionamentos.Com a incorporação da gestão inteligente e integrada das informações – já que agora temos a possibilidade de medir, captar e monitorar as condições de quase tudo – faz com que pessoas, sistemas e objetos se comuniquem e interajam: 30 bilhões de etiquetas RFID (identificação por rádio frequência) estarão presentes no planeta, em diversos ecossistemas; já existem mais de 1 bilhão de telefones com câmeras; haverá 2 bilhões de pessoas conectadas à internet em 2011; em breve, existirá 1 trilhão de dispositivos conectados (a “internet das coisas”).Ou seja: cidades inteligentes poderão e deverão suportar os desafios da maior inclusão social e do desejável desenvolvimento sustentável.

As cidades se reinventam

As metrópoles são o grande desafio estratégico do planeta neste momento. Se elas adoecem, o planeta fica insustentável. No entanto, a experiência internacional – de Barcelona a Vancouver, de Nova York a Bogotá, para citar algumas das cidades mais verdes – mostra que as metrópoles se reinventam. Se refazem. Já existem diversos indicadores comparativos e rankings das cidades mais verdes do planeta. Fora dos países ricos, Bogotá e Curitiba colocam-se na linha de frente como cases a seremreplicados.Quais são as cidades mais inovadoras atualmente, aquelas que já estão sinalizando as mudanças para daqui 25 anos? Por que as metrópoles contemporâneas compactas – densas, vivas e diversificadas nas suas áreas centrais – propiciam um maior desenvolvimento sustentável, concentrando tecnologia, novas oportunidades de crescimento, gerando inovação e conhecimento em seu território?As metrópoles são o lócus da diversidade – da economia à ideologia, passando pela religião e cultura. E diversidade gera inovação. As maiores cidades do hemisfério norte descobriram isso há alguns anos e têm se beneficiado enormemente desse diferencial, dessas externalidades espaciais – inclusive com atração de investimentos. E têm promovido seus projetos de regeneração através de políticas de inovação. Centros urbanos diversificados, em termos de população e usos, com empresas ligadas à nova economia, têm se configurado nas novas oportunidades de inovação urbana em áreas anteriormente abandonadas (Barcelona 22@, San Francisco Mission Bay, diversas áreas em Nova Iorque, Boston ou Londres).

As cidades inteligentes, as smart cities, expressam a necessidade de uma reformulação radical das cidades na era da economia global e da sociedade baseada no conhecimento.A capacidade de inovação se traduz em competitividade e prosperidade. Alguns parâmetros são fundamentais: presença da nova economia, sistema de mobilidade inteligente, ambientes inovadores/criativos, recursos humanos de talento, habitação acessível/diversificada e e-governance, que deverá incorporar sistemas inteligentes e integrados de governo, transporte, energia, saúde, segurança pública e educação.A democratização das informações territoriais com os novos sistemas de tecnologia de informação e comunicação, favorecendo a formação de comunidades participativas, além de e-governance: serviços de governo inteligente mais ágeis, transparentes e eficientes, através de compartilhamento de informações.Por fim, devemos ficar atentos às imensas perspectivas que as tecnologias verdes aliadas à gestão inteligente estão abrindo no desenvolvimento urbano de novos territórios, sejam novos bairros sustentáveis (por aqui, o pioneiro é o Cidade Pedra Branca Urbanismo Sustentável em Santa Catarina), sejam cidades inteiras verdes (Masdar no Dubai, desenvolvida Por Sir Norman Foster é o maior exemplo,veja matéria abaixo).

E NO BRASIL?

E as nossas cidades? Decisão política(?), boas idéias e competência(?) na gestão urbana sempre serão bem-vindas e algumas cidades atuais demonstram isso claramente e jogam otimismo(?) no futuro das nossas cidades. Curitiba iniciou há 20 anos o processo e suas boas práticas (sistema integrado de transportes coletivos destacando-se os corredores de ônibus expressos, BART, ligados a corredores planejados de adensamento; coleta seletiva de lixo; rede polinucleada de parques) devem ser replicadas cada vez mais, pois a sociedade civil organizada exigirá.Nossas duas megacidades, São Paulo e Rio de Janeiro, trazem parâmetros oportunos importantes. Resta ao nosso mercado imobiliário incorporar melhor as lições que as cidades campeãs em inovação no mundo estão promovendo ao aliar, à pujança econômica, modelos urbanístico mais interessantes, com maior socio-diversidade espacial, como menos condomínios fechados e distantes(?).A conurbação territorial ganha inovação importante a partir da chegada do trem de alta velocidade ligando Rio e São Paulo, previsto para começar suas operações em 2016(?). A renovação das infraestruras destas cidades já se inicia e promete aliar-se a grandes investimentos públicos e privados nos próximos anos(?), o que seguramente determinará esta megaregião como a principal não apenas do País, mas de todo o hemisfério sul.(?)



As cidades inteligentes estão chegando

Pensemos nos carros. Fundamentalmente, eles não mudaram muito desde o pioneiro modelo T de Ford há 100 anos. São peças de design projetadas para transportar várias pessoas, atingir altas velocidades e cobrir grandes distâncias. Um típico SUV, por exemplo, chega a ter massa 44 vezes maior do que a do seu motorista. Imaginem a pegada ecológica necessária para a sua construção, além do uso e consumo e de um superado design de ciclo de vida único.Agora pensemos nas necessidades usuais de um verdadeiro carro urbano. Nas grandes cidades do século 21, a absoluta maioria das viagens é realizada por uma pessoa ou duas. A velocidade média é de menos de 20 km/h. As distâncias são curtas, a necessidade de autonomia de percursos, pequena. O grande problema não se refere ao desempenho automobilístico e sim à falta de lugar para deixá-lo uma vez que 75% do tempo ele está…parado.Ou seja, as cidades do século 21 precisam de carros smart: pequenos, leves, de baixíssimo consumo, movidos a matriz energética limpa e de ciclo de vida contínuo (cradle-to-cradle design). Mais que isso: a tendência para o transporte individual nas grandes cidades do futuro (imediato) são carros compartilhados, mobility-on-demand como os que já vêm sendo desenvolvidos pelo Smart Cities Lab do MIT .

O sistema resolve uma imensa demanda atual: espaço. Teremos, em situações ideais, as ruas liberadas apenas para fluxo, sem espaços urbanos desperdiçados com estacionamento. Com isso, ganham todos, pois as cidades poderão resgatar seus espaços mais essenciais e nobres, os de uso coletivo públicos e privados – onde a vida urbana ocorre com maior vitalidade.

A VELHA E BOA BIKE

Começou em Lyon, logo chegou a Paris, Barcelona e Nova York. Na verdade, é tendência para as grandes cidades do século 21: compartilhamento de bicicletas. Deixa-se de ser proprietário de bicicletas para ser usuário.Ken Levingstone, ex-prefeito de Londres, quase conseguiu implementar o uso exclusivo do carro compartilhado na City londrina, o lugar mais congestionado do planeta atualmente. Só circulariam no centro de Londres carros compartilhados.São tendências irreversíveis e, naturalmente, o sistema capitalista se reinventa oportunamente. As cidades do futuro serão inteligentes em diversos aspectos. Uma gestão inteligente do território será capaz de propiciar maior agilidade na gestão integrada on line das diversas mobilidades urbanas. Essencialmente, transporte público multimodal ágil e competente, como já há em diversas cidades desenvolvidas, mas também sistemas inteligentes de uso compartilhado de transporte individual, de bicicletas motorizadas aos smart city cars.

Na verdade, as cidades inteligentes atuarão como um sistema de redes inteligentes conectadas. É natural que as contínuas inovações em tecnologia da informação e comunicação propiciem inúmeras revoluções urbanas. Empresas como a IBM (Smarter Cities), Cisco (Connected Urban Development), Siemens e outras já estão desenvolvendo programas e os ofertando às cidades.Não há mistério. O século 21 mostra, cada vez mais, a substituição da economia fordista industrial pela nova economia: de serviços. É óbvio que as cidades do futuro se pautarão assim também, serão pólos numa imensa rede global de conexõesinteligentes.As pessoas serão usuárias dos diversos sistemas e terão, cada vez mais, acesso on line a todos os serviços urbanos, do consumo de água à escolha do posto de saúde. Do compartilhamento de smart cars à execução de trabalho em lugares flexíveis, espaços sem dono fixo, compartilháveis.Restasaber como tudo isso será acessível, democrático, inclusivo.Novamente, olhemos a história das cidades e lembremos que elas sempre foram o espaço das contradições e conflitos de suas sociedades. Seria inocente pensar que as inovações tecnológicas do século 21 propiciarão maior inclusão social e cidades mais democráticas por si só.

FONTE COLABORADORA;Dr.CARLOS LEITE é arquiteto; mestre e doutor (FAU/USP), pós-doutorado pela California Polytechnic University, professor da FAU-Universidade Presbiteriana Mackenzie e professor visitante nos cursos de MBA da FIA (FEA /USP) e da Fundação Dom Cabral.



Edifícios ultramodernos cortados por carros e ônibus que voam. Robôs que executam as tarefas domésticas. Água 100% reaproveitada. Será que viveremos assim daqui a 30 anos? Provavelmente não. Mas diversos avanços esperados para um futuro distante já estão em testes em cidades planejadas, que funcionam como laboratórios de boas ideias a serem replicadas. Um conjunto de tecnologias desenvolvido por empresas como IBM, GE, Cisco, Philips, Oracle e Samsung tem ajudado as cidades a se tornar mais inteligentes, com transporte eficaz e menos poluente, edifícios verdes e energia renovável. As metrópoles entraram na mira das companhias de tecnologia porque se tornaram consumidoras em potencial de uma série de soluções criadas por essas empresas para enfrentar o caos urbano, resultado, principalmente, do crescimento desordenado e da falta de planejamento.Metade dos habitantes do planeta, que acaba de atingir a marca de 7 bilhões de pessoas, mora em áreas urbanas. Estima se que em 2050 cerca de 70% da população viverá em cidades, o que representa um aumento de 1,4 milhão de pessoas por semana. “Esse crescimento causará uma mudança enorme nas cidades e na expectativa dos cidadãos sobre a qualidade de serviços como saúde, transporte, educação e gerenciamento de emergências”, afirma o indiano Guruduth Banavar, vicepresidente e chefe de tecnologia para o setor público da IBM.

O impacto ao meio ambiente já é enorme. Os 3,5 bilhões de habitantes urbanos consomem 75% da energia disponível e concentram 80% das emissões de gases que causam o efeito estufa. As megacidades são responsáveis por grande parte do consumo. “Elas se transformaram em um megaproblema, que afeta principalmente os países em desenvolvimento, onde estão cidades como Délhi, Istambul e São Paulo”, afirma Johnny Araya Monge, prefeito de San José, na Costa Rica. Com 2,3 milhões de habitantes, o município é visto como exemplo. Após revitalizar o centro, a administração local conseguiu fazer com que muitos habitantes que haviam se mudado para municípios próximos voltassem. As megalópoles impõem grandes desafios a governos e seus habitantes. “Apenas 40 megacidades impulsionam a economia mundial. Elas concentram um quinto da população e dois terços do PIB. São também as que geram mais inovação”, diz o arquiteto e urbanista Carlos Leite, professor da Universidade Mackenzie e da Fundação Dom Cabral.

Ao mesmo tempo que atraem empresas e negócios milionários, as grandes cidades exigem atenção com as mudanças climáticas, a mobilidade urbana e os crescentes índices de desigualdade social. A boa notícia é que a tecnologia está aí para ajudar. Veja, a seguir, alguns exemplos bem sucedidos de aplicação de tecnologia para melhorar o dia a dia das cidades.



ENERGIA EM MASDAR, SÓ ENERGIA RENOVÁVEL
Uma cidade sem carros, que gera pouco lixo e só usa energia renovável. Essa é Masdar, um distrito econômico da cidade de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, e um dos modelos de cidade laboratório em construção. Quando estiver pronta, em 2025, Masdar deve ter uma população de até 50 mil habitantes e 1 500 empresas. Por suas ruas circularão carrinhos elétricos conhecidos como pods, impulsionados por trilhos magnetizados. O projeto urbanístico de Masdar foi criado pela empresa inglesa de arquitetura Foster and Partners, em 2006.


Transferência de tecnologia

Especialistas alertam para o fato de que as cidades devem apostar na inteligência dos cidadãos

A IBM afirma que envolve os cidadãos em seus projetos de cidades inteligentes. Em Dublin, a empresa trabalhou com o governo local para abrir enormes quantidades de dados disponíveis sobre a cidade, o que deu origem a aplicativos como o ParkYa, que usa dados sobre o trânsito para ajudar as pessoas a encontrar as melhores vagas de estacionamento na cidade.


Tráfego inteligente

Embora já exista tecnologia para saber com antecedência onde o trânsito irá engarrar, ainda não há tecnologia para simplesmente tirar os carros das ruas.A empresa israelense Waze tem um projeto que pede aos motoristas que alimentem seu sistema dizendo onde há congestionamento.Estima-se que 20% dos motoristas israelenses alimentem essa base de dados, disponibilizado em um aplicativo que diz onde o trânsito está parado.A empresa acabou de ser comprada pelo Google por US$ 1,3 bilhão, o que pode ser sinal de que essa tecnologia pode ser uma jogada da empresa de olho no mercado das cidades inteligentes.Na cidade de Dubuque, no Estado americano do Iowa ─ onde está desenvolvendo medidores de consumo de água inteligentes ─, a IBM forneceu os dados aos cidadãos por meio de um portal comunitário, para que eles possam checar seu consumo e compará-lo com o dos vizinhos.Mas faz sentido que, para a empresa, as cidades sejam um problema esperando por uma solução.

“Precisamos construir cidades que se adaptem às necessidades dos (seus) cidadãos, mas antes não era possível porque não havia informação suficiente”, diz Lisa Amini, diretora de pesquisa da IBM.

Ela faz a comparação entre os “bens” das cidades, como semáforos, trânsito, canos de água, e os bens das grandes empresas, para os quais os sistemas e programas da IBM foram desenvolvidos originalmente,Mas Townsend não está convencido de que a tecnologia pode ser transferida tão fácilmente. “Governos não tomam decisões como negócios tomam. Cidadãos não são consumidores”, diz.A China está construindo dezenas de novas cidades e está começando a adotar enormes salas de controle como a que a IBM criou no Rio. Mas isso preocupa o pesquisador.

“E se pessoas ruins tomarem o poder? Estamos criando capacidades que podem ser mal utilizadas?”, questiona o pesquisador.
Rede de cidadãos

Há um outro capítulo na história das cidades inteligentes, nesse caso escrito pelos cidadãos que usam aplicativos, sensores de fabricação própria, smartphones e a internet para cooperar com a resolução dos problemas da cidade.

Cidade de sensores

Steve Lewis levou literalmente a sério a ideia de ajustar uma cidade como se ela fosse um carro de corrida, ao usar a tecnologia usada pela McLaren na Fórmula 1;Assim como os sensores de carros de corrida alimentam em tempo real um painel de controle central, Lewis pensa em uma cidade repleta de sensores que também alimentam um centro de monitoramento.A tecnologia já está sendo usada em cidades na China e no Brasil. Mas o sonho de Lewis é construir uma cidade inteligente do zero. Ele já comprou terras em Portugal para a empreitada.A cidade, que se chamará PlanIT Valley, vai ser uma vitrine das últimas tecnologias.Tudo, desde os tijolos dos prédios, terá um sensor acoplado para fazer a cidade mais inteligente.

Don’t Flush Me é um sistema simples formado por um pequeno sensor de fabricação amadora e um aplicativo que ajuda a resolver um dos maiores problemas do sistema hidráulico de Nova York.Toda vez que a cidade é atingida por uma chuva forte, o esgoto sem tratamento acaba sendo jogado diretamente no rio. São milhões de metros cúbicos por ano.Usando um processador Arduino, que mede o nível da água no sistema hidráulico, o sistema informa pelo aplicativo Don’t Flush Me o momento em que não se deve dar descarga, a fim de não sobrecarregar o sistema.Já a rede de sensores Meanwhile Egg alerta a população para as más condições da qualidade do ar, que a cada ano resulta na morte de 2 milhões de pessoas nas grandes cidades.Os sensores são instalados por moradores, coletando dados sobre gases de efeito estufa, óxido de nitrogênio (NO2) e monóxido de carbono (CO).Os dados alimentam um sistema que localiza em um mapa os níveis de poluição ao redor do mundo.Envolver os cidadãos no processo de melhora da qualidade de vida das cidades é crucial, diz Andrew Hudson-Smith, diretor do Centro para Análise Espacial Avançada da University College de Londres.

Painel londrino reúne dados de poluição, clima e nível dos rios

Hudson-Smith e sua equipe criaram um painel que reúne dados da capital britânica. Assim como o centro de controle do Rio, o painel coleta dados de poluição, clima e do nível dos rios.

Mas o painel de Londres vai além e mostra os tópicos mais discutidos do Twitter e o nível de felicidade da população. O mesmo painel está disponível na internet.
Sob pressão

A realidade é que a maioria dos projetos de cidades inteligentes são de pequena escala, como as iniciativas de geração de energia solar ou programas de compartilhamento de transporte.Para Hudson-Smith, do Centro para Análise Espacial Avançada, “há muito alvoroço sobre as cidades inteligentes, mas ainda não há tecnologias que estão realmente mudando a vida das pessoas”.O pesquisador afirma, no entanto, que vivemos em um momento de mudanças e que, em cinco anos, as “coisas serão incrivelmente inteligentes”.Quando este dia chegar, a infraestrutura de dados se tornará tão importante quanto a infraestrutura de trens e estradas.Se os dados serão controlados por grandes corporações ou pelos cidadãos é outra questão. Nesse caso, é bom pensar qual é a razão de existência das cidades, alerta Dan Hill, da empresa de pesquisa Fabrica.”Não planejamos cidades para serem eficientes, mas sim para serem locais de cultura, comércio, uma comunidade”, diz.Na pressa para fazer as coisas funcionarem melhor, podemos estar prestes a perder um grande bem, avalia a pesquisadora.

“Serão os cidadãos inteligentes os que farão as cidades inteligentes”, conclui Hill.

Fonte;Jane Wakefield-Repórter de tecnologia da BBC News

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CONCLUSÃO E NOTA DO BLOG

Em 2050, teremos 7 bilhões de pessoas vivendo em cidades, 9,3 bilhões ao todo no mundo. Estamos falando de algo que ocorrerá em duas gerações, a cidade dos nossos netos. E ninguém sabe o que isso significa. Em 2050,considerando o Brasil, provávelmente Rio de Janeiro e São Paulo serão uma só? Se você olhar o crescimento das duas cidades, verá que estão se aproximando. Teremos infraestrutura urbana contínua entre ambas. Será uma única megalópole? Nesse momento, teremos seis ou sete espaços no mundo com 50 milhões de pessoas. Lembrem-se que hoje, na China, uma cidade de 1 milhão de pessoas passará a ter 10 milhões em cinco anos, e em 20 anos chegará a 25 milhões de habitantes.Considerando que a expectativa de vida das pessoas vai em direção aos cem anos, até mesmo no Brasil, quer dizer que, em 2050, 2 bilhões de pessoas vivendo em cidades terão mais de 60 anos. Se olharmos nossas ruas, veremos que não pensamos a cidade para pessoas mais velhas. Pensamos nos jovens? Também não. A cidade foi desenhada para pessoas que trabalham, com idade entre 22, 25 anos até os 65 anos. As questões de como envelhecer e ter saúde serão mais críticas. Este é o pensamento de Mark Wigley, um dos principais pensadores do futuro das cidades.Segundo ele, vamos ter de criar uma solução para a vida saudável nas megalópoles.Os mais de 1 bilhão de carros no mundo já são hoje responsáveis por grandes congestionamentos e problemas. Hoje o tráfego de automóveis em Londres, por exemplo, é mais lento que o das carruagens há cem anos. Caso não haja mudanças, o problema será ainda maior. A expectativa é que em 2050 cerca de 4 bilhões de carros estejam rodando e entupindo estradas e ruas de cidades em todo o planeta. Só o transporte coletivo público integrado poderá equacionar a mobilidade urbana futura. O transporte coletivo pode sim, transformar as cidades;Poderemos usar as bicicletas, que não poluem e não ocupam espaço,trens e ônibus suspensos, que também permitem o tráfego livre no solo para pedestres,unidades que controlem poluição, qualidade da água, consumo de energia elétrica, e outras medições importantes, facilitando a informação dos cidadãos com relação á qualidade de vida na sua cidade;preparar as cidades para as pessoas mais velhas, com calçadas e elevadores mais disponíveis e em condições normais de uso,mas, tudo isso, passa primeiro pela conscientização de cidadania;enquanto não tivermos a noção clara de uma vivência em sociedade e o que isso significa, enquanto não tivermos a cultura da preservação e não da destruição e poluição, nenhum destes projetos podem sair do papel, já que é o homem , o maior responsável pelo que vivencia morando nas cidades ou no campo; é através de atitudes conscientes de reciclagem, de não desperdício, de não poluição(sonora, ou visual também), que poderemos viver com a qualidade que está sendo idealizada para nós daqui á 30 anos.vamos pensar nisso desde já, fazendo cada um a sua parte e procurando educar as novas gerações com essa idéia de sustentabilidade;Não só o planeta agradece, mas as próximas gerações dos nossos filhos e netos, viverão mais e melhor, felizes e com uma consciência muito mais expandida.

EQUIPE DA LUZ É INVENCÍVEL

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Bibliografia para consulta
Visão & Tecnologia: a fórmula para tornar nossas cidades mais inteligentes.
ALMEIDA, P.; FARIA, F.
Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI) Curitiba, 2010.

IBM Corporation,
Who’s your city: how the creative economy is making where you live the most important decision of your life.
FLORIDA, Richard.
Green metropolis: why living smaller, living closer and driving less are the keys to sustainability
OWEN, David.





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Divulgação: A Luz é Invencível