Criei este Blog para minha Mãe Cigana Rainha do Oriente, sendo uma forma de homenageá-la, bem como postar assuntos atuais e de caráter edificante, lindas mensagens, poesias de luz, também aqui brindemos á amizade verdadeira e elevemos o principal em nós ou seja a essência Divina, Deus e a Espiritualidade em geral.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

APENAS DEZ GRANDES COMPANHIAS CONTROLAM A INDUSTRIA DE ALIMENTOS NO MUNDO:




Um punhado de (apenas 10) grandes companhias controlam a indústria de alimentos em todo o planeta!!

Centenas de marcas conhecidas de produtos alimentícios industrializados que encontramos nas prateleiras dos supermercados nas grandes cidades dão a impressão de que o nosso dinheiro vai para muitas empresas diferentes. No entanto, este não é o caso: a grande maioria dessas marcas registradas pertencem a apenas um punhado de APENAS dez grandes empresas com penetração no mercado mundial.

Tradução, edição e imagens: Thoth3126@gmail.com

Fonte: http://www.convergencealimentaire.info/

O gráfico a seguir apresenta uma visão geral de para onde o nosso dinheiro realmente vai quando compramos alimentos industrializados em supermercados nas pequenas, médias e grandes cidades ( clique aqui para ter uma versão ampliada do quadro):



Por que essa concentração é prejudicial ao consumidor?

Esta é uma pergunta legítima: o que faz do fato de que estas empresas são controlados por tão poucas companhias/conglomerados gigantes ser uma coisa ruim? Isso não é o resultado apenas funcional do nosso sistema econômico?

De fato, acreditamos que esta convergência e concentração é prejudicial por diversas razões, em vários níveis, que estão todos mais ou menos relacionados. Aqui estão cinco principais:

1 – Estas empresas são tão grandes que elas têm uma política própria e perigosa:

A razão é que, de alguma forma, engloba todas as outras. Os LUCROS dessas empresas são gigantescos: sozinha, a NESTLÉ gerou mais de US$ 37 bilhões de lucro em 2010. No entanto, esse dinheiro é rapidamente convertido em poder político. De fato, em nosso sistema político, os grupos de pressão estão constantemente fazendo esforços para passar ou bloquear a legislação não favorável aos seus interesses. Em geral, os grupos de pressão são mais bem financiados e organizados, além de terem os meios para ter uma grande influência sobre as decisões finais.



As grandes indústrias de alimentos realizam lobby constante em todos os níveis possíveis: os níveis internacional, nacional e local. Além disso, grandes somas de dinheiro são investidos por essas empresas nas campanhas para o referendo de vários candidatos políticos de todos os partidos, nos principais países. Seria ingênuo acreditar que essas empresas investem todo esse dinheiro (em 2010, a Kraft gastou meio milhão de dólares em contribuições a candidatos políticos americanos, a Nestlé,sozinha doou cerca de US $ 300.000 para a campanha de Arnold Schwarzenegger se eleger governador na Califórnia), sem esperar nada em troca: eles querem ter uma palavra final sobre a legislação que vai ou não ser aprovada. Quando perguntado se a favor ou contra sobre os projetos que vai pressionar, o único critério que parece se aplicar na escolha é o lucro máximo possível.

Isso faz sentido e parece razoável, uma vez que são as empresas que, apesar de tudo, têm a missão de fazer lucro. No entanto, a pressão política para o lucro ESTA muitas vezes em conflito com o interesse do público, para que os políticos possam ser capazes de trabalhar sem pressões de compensação. É ruim para todas as empresas que o seu interesse venha antes que os interesses da população em geral, especialmente quando se trata de áreas importantes como a saúde pública.



A legislação do registro da rotulagem de produtos que contenham organismos geneticamente modificados (OGM) é um bom exemplo para o momento, é impossível ainda saber se os OGM têm um efeito perigoso para a saúde ou não. Apesar disso, a maioria dos produtos nas prateleiras dos supermercados já contêm OGM. O estado de Oregon EUA tentou ainda em 2002 introduzir legislação para obrigar as empresas a divulgar os produtos que contêm OGM.

Não estamos falando aqui de proibição dos OGM, ou até mesmo reduzir o seu uso, mas apenas INFORMAR na embalagem aos consumidores sobre a sua presença nos produtos adquiridos, e dando-lhes a opção de compra-los ou não. Um enorme lobby que representa as companhias gigantes da indústria de alimentos foi então formado, com cada empresa contribuindo para derramar dezenas de milhares de dólares contra a aprovação do projeto (a Pepsico investiu $ 127.000 dólares, a Procter & Gamble, $ 80.000). No final, o projeto de lei não foi aprovado .



Os políticos representantes eleitos pelo público, que, em princípio, deveriam proteger as pessoas que os elegeram, estão rapidamente se tornando impotentes, especialmente se a sua eleição depende de fundos adiantados por essas mesmas empresas. Esta é uma forma indireta de corrupção legal, e é fácil acreditar que, se fosse possível, estas corporações iriam usar meios muito mais diretos (de suborno).

A gigante UNILEVER também admitiu ao jornal New York Times, que dava subornos, propinas, ou “pagamentos fáceis” para membros de governos em alguns países do mundo em desenvolvimento. A Unilever disse que não incentiva esse tipo de prática, mas de vez em quando “tolera um costume local”. Em outras palavras, se os políticos são corruptíveis no local em que a empresa tenha interesses e já estão recebendo subornos, propinas, vamos apreciá-lo !



2 – Impactos na Saúde pública

Isso é lógico e natural: a nossa saúde é em grande parte afetada também pelos alimentos que ingerimos, é a partir deles que constituímos e mantemos o nosso corpo saudável. Na medida em que a grande maioria dos alimentos que compramos são fornecidos por um número muito pequeno de empresas, cada um dos quais passa a ter um papel enorme a desempenhar na nossa saúde, que de certo modo esta nas mãos destas mesmas empresas. No entanto, ao contrário do que eles bem possam dizer através de vários anúncios publicitários, a nossa saúde não faz parte das suas preocupações sinceras, muito pelo contrário.

Em 2005, quase todas as grandes empresas multinacionais de alimentos se uniram para pressionar o governo francês, que se preparava para aprovar uma lei proibindo venda de refrigerantes e lanches como “junk food” em escolas, assim como mudar o tipo de publicidade que envolve os alimentos não saudáveis. Uma grande parte do projeto teve que ser abandonado depois de muita pressão por parte da indústria de alimentos.



Pior, apesar dos estudos da Organização Mundial da Saúde e da UNICEF que mostram que o uso de LEITE EM PÓ como substituto para o leite materno para alimentar os bebês contribui para a morte de 1,5 milhões de crianças por ano nos países subdesenvolvidos. A Nestlé, é a maior fabricante de substitutos do leite materno no mundo, promove abertamente a escolha de usar alimentos substitutos,mesmo que a mãe SEJA capaz de amamentar. Eles vão financiar clínicas médicas em países subdesenvolvidos que estão dispostos a promover o seu leite em pó como substituto ao aleitamento materno.

Estas práticas são diretamente responsáveis pela morte ou problemas de saúde de milhões de crianças, existe um movimento de boicote internacional da Nestlé desde os anos 80 por causa desta controvérsia do leite infantil industrializado.

3 – Impactos na economia

Economicamente, o pequeno número de grandes empresas controladoras do mercado de alimentos industrializados nos coloca em uma situação de risco de termos que enfrentar um oligopólio. Duas grandes consequências daí advêm:

Primeiro, um mercado controlado por um pequeno número de empresas apresentam “barreiras à entrada” de novos competidores, que quer dizer que qualquer nova empresa a tentar entrar nesse mercado vai ter vida difícil, se não impossível. Por exemplo, se um novo fabricante produtor de alimentos tem a sorte de seu supermercado local se comprometer a vender o seu produto, muitas vezes ele é posto em prateleiras quase inacessíveis, afastando e desencorajando os consumidores para comprá-los, porque estarão quase escondidos.



De fato, os locais bem visíveis são reservados para as grandes multinacionais de alimentos industrializados, que pagam caro pelo privilégio. Um pequeno produtor simplesmente não tem o orçamento para competir com eles. Além disso, as pessoas estão acostumadas as marcas de grandes empresas, e o reflexo (condicionamento inconsciente pela propaganda) imediato de comprar essas marcas (que também recebem apoio de publicidade maciça), o que torna a competição com eles muito mais difícil.

E, se um produtor finalmente conseguiu entrar no mercado com um produto que interesse os consumidores, é muito provável de ser rapidamente adquirido por uma dessas multinacionais, e sua marca vai se tornar apenas mais uma das centenas das que “eles já possuem. Tudo isso impede a concorrência saudável no mercado.

Segundo, um oligopólio, muitas vezes leva a um cartel, ou seja, um pequeno grupo de empresas fixa os seus preços em maior valor do que o resto do mercado, para aumentar seus lucros ganhos sobre as costas dos consumidores. Esta é uma prática que geralmente é ilegal e está sujeito a colusão, mas isso não impede que as empresas estejam praticando essa política de preços. Em abril de 2011, a Procter & Gamble teve que pagar €$ 211.000.000 em multas após ser condenada de fazer parte de um cartel de preços na Europa em oito países em conjunto com a Unilever e Henkel. A Henkel, a menor das três empresas (e, portanto, a que se beneficiou menos) não foi punida porque foi quem denunciou o cartel para as autoridades.



4 – Impactos Ambientais

Empresas que controlam a indústria de alimentos têm, em geral, um histórico com problemas ambientais. Em 2001, a Kraft decidiu investir fortemente em uma empresa de lobby do governo Bush para argumentar contra o protocolo de Quioto. Na China, PepsiCo e Nestlé foram condenados pela poluição dos cursos de água. A Unilever, por sua vez, ilegalmente despejou 7,4 toneladas de resíduos contaminados com mercúrio na entrada para a floresta Pambar Shola na Índia, adjacentes a uma cidade com alta densidade populacional. A Unilever foi forçada a fechar a planta industrial de mercúrio por este motivo.

Também não é surpresa que a Procter & Gamble fez campanha para enfraquecer medidas europeias de proteção ambiental sobre produtos químicos. Devido às pressões da P & G, a legislação final aprovada em 2003 pelo Parlamento Europeu protege apenas muito pouco o meio ambiente e a população das substâncias tóxicas usadas em produtos domésticos. Este comportamento “militante” anti-ambientalista demonstrado por estas grandes empresas só tem um objetivo: assegurar que o custo da produção de seus produtos seja o mais barato possível no curto prazo. Danos a longo prazo para a população geral de nosso planeta, incluindo os animais e o meio ambiente, não tem peso, mas ele parece aceitável.

Mas o impacto mais significativo que essas empresas têm sobre o meio ambiente pode estar relacionada com o uso maciço de óleo de palma na produção de seus alimentos industrializados. De fato, os impactos devastadores (o desmatamento em grande escala, a realocação de comunidades que levam a situações de violência, a extinção de espécies animais, emissão de gás estufa) da indústria de óleo de palma foram verificados nos últimos anos, mas o óleo de palma ainda é usado extensivamente em uma variedade de produtos transformados, principalmente por causa do seu custo muito baixo e o fato de que é um substituto ( tão insalubre ) da gordura trans.



5 – Impactos Humanos

A reputação de várias multinacionais, como as condições de trabalho que impõem aos seus trabalhadores no exterior é algo mais a se citar. Ao longo dos anos, essas grandes empresas que operam em vários áreas estiveram sempre situadas no centro de vários escândalos. O fato de que a indústria de alimentos tenha também participação, provavelmente, não surpreende. No entanto, a gravidade das ações de algumas dessas empresas pode surpreender a muitos.

Em 2005, a Nestlé foi perseguida pela ILRF (Fundo Internacional Direito do Trabalho) pelo tráfico de crianças. Estas crianças são trazidas para a Costa do Marfim (África) desde países vizinhos para trabalhar em plantações de cacau (produção de chocolate) utilizados pela empresa. Apesar de vários avisos recebidos, ao invés da empresa parar com essas práticas, a Nestlé nunca realmente sequer respondeu às interpelações antes de continuar a sua operação. Outra ação foi lançada nos Estados Unidos, onde a Nestlé é acusada de cumplicidade no sequestro, escravidão e tortura de crianças em vários países da África Ocidental.

Para não mencionar o assassinato de um líder sindical na Colômbia. Ele havia denunciado publicamente a estratégia desleal que permitiu a Nestlé mudar a rotulagem de leite em pó importado para o produto parecer ser um produto local. O leite em Pó, muitas vezes com prazo de validade vencido, foi importado de países vizinhos com desconto. A denúncia levou a uma investigação da polícia que confirmou os fatos e levou à Nestlé ao tribunal por minar a saúde pública. Vários outros assassinatos misteriosamente atingiram trabalhadores que entraram com ações contra a Nestlé. Mas este tipo de prática não é monopólio da Nestlé: o caso da Coca-Cola chama atenção também.

Como reagir?

Difícil não se sentir impotente diante das grandes multinacionais que têm orçamentos muito grandes, uma grande influência política e sempre pode pagar os melhores advogados para combater qualquer acusação. Mas as receitas exorbitantes dessas empresas, que mantêm essas práticas não crescem em árvores … eles saem dos nossos próprios bolsos! E contribuímos com eles diariamente, quando compramos centenas de produtos que eles nos oferecem nas principais prateleiras dos grandes supermercados.



A alimentação mundial é um mercado enorme: cada um de nós deve se alimentar diariamente para se manter vivo. Nossas visitas ao supermercado são regulares e representam uma boa soma, uma grande parte do nosso orçamento mensal. Seria errado acreditar que o impacto que cada um de nós tem sobre esta indústria é mínimo. Faça um exercício, e calcule quanto dinheiro você gasta em compras de produtos dessas grandes empresas por ano.

Melhor ainda, experimente em sua próxima visita ao supermercado, qual a percentagem de produtos que você compra são vendidos por estas poucas multinacionais: você pode calcular aproximadamente quanto dinheiro que voce lhes canaliza com suas compras. O resultado pode ser surpreendentemente elevado. Assim, mesmo que seja apenas um de nós que cortasse a sua contribuição mensal, o impacto já será de milhares de dólares!

Dois obstáculos surgem, no entanto:

- É difícil evitar os produtos vendidos por um punhado de empresas. Eles estão por toda parte, e às vezes pode parecer que não há outra alternativa oferecida: se você não comprar o produto Nestlé, então vai comprar o Kraft ou Pepsico. Mas existem alternativas, basta procurar por elas. Essa opção mais consciente às vezes exige um esforço extra, especialmente o esforço para fazer um pouco de pesquisa sobre a origem dos produtos que escolhemos para comprar (e da empresa que o fabrica).

Este esforço é visto em nível individual, no entanto, será recompensado pela consciência de ser uma boa escolha, e em conjunto com o dinheiro investido fora deste sistema de oligopólio.

- As marcas possuídas por estas empresas já são parte de nossas vidas e hábitos por muito tempo, elas estão por toda parte. Estamos acostumados, por vezes ligados à elas. Maciça publicidade nos encoraja a comprar cada vez mais esses produtos (às vezes completamente supérfluos). Muitas vezes, é muito difícil imaginar banir todas essas marcas das nossas vidas, de repente e mudar completamente nossos hábitos em um instante, essa atitude simplesmente não é realista.



Mas esses obstáculos não devem nos impedir a ação! Primeiro, pode ser conveniente imprimir o nosso grande gráfico acima dessas marcas e levá-lo consigo para o supermercado para fazer o diagnóstico de nossos hábitos, mas também procurarmos para os produtos que NÃO pertencem a essas empresas: assim nos tornamos conscientes das alternativas possíveis.

Então, é possível experimentar os produtos que são oferecidos como alternativa, talvez mais do que vai recorrer, e os nossos hábitos serão mais fáceis de se mudar. Também pode ser benéfico tentar mudar nossos hábitos de consumo, um por um: ao longo do tempo, o impacto vai crescer mais e mais, e nós também não vamos nos desestabilizar. Esta abordagem é, pelo menos, mais realista do que um súbito e inflexível boicote aos produtos dessas grandes empresas, mesmo que seja idealmente desejável.

Informem-se!

Não sejamos manipulados pela publicidade, porque é através da ignorância que essas empresas são capazes de ter um poder tão grande. De fato, se todos estivessem cientes de todas as suas ações, os seus enormes lucros diminuiriam progressivamente: há muito poucas pessoas dispostas a apoiar suas ações. A riqueza de informações e artigos disponíveis na internet sobre o assunto esta apenas esperando para ser explorado. Para os interessados neste tema, também recomendo o excelente documentário Food Inc., que retrata a indústria de alimentos nos Estados Unidos (nos EUA situação é muito parecida com a nossa na Europa).



Finalmente, não deixe de visitar as páginas que criamos em algumas das empresas onde listamos resumidamente (e incompleto) fatos interessantes sobre cada uma. Incluímos a empresa ConAgra , que não está no gráfico grande, porque é menor das grandes empresas. A decisão de dedicar uma página sobre o escândalo sobre ética: nós convidamos você a visitar a página da ConAgra e julgar por si mesmo.

Permitida a reprodução desde que mantido o formato original e mencione as fontes.

www.thoth3126.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário