Pesquisadores
da Universidade de Stanford dizem que ouvir os sons que o sol faz, pode
ajudar a prever as manchas solares em seus estágios iniciais de
desenvolvimento, dando o máximo de dois dias de aviso.
Manchas solares se desenvolvem em
regiões ativas solares de forte e concentrados campos magnéticos e
parecem escuras quando atingem a superfície do sol. Erupções do fluxo
magnético intenso levam a tempestades solares, mas até agora, ninguém
foi capaz de prevê-las.
Extraído de:
http://www.ibtimes.com/articles/200954/20110819/sunspots-scientists...
30 Agosto 2011
1. A região ativa 11158 (Thomas Hartlep e Scott Winegarden, Universidade de Stanford) |
2. região ativa 10488 (Thomas Hartlep e Scott Winegarden, Universidade de Stanford) |
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Prever um furacão semanas antes da tempestade aparecer ao largo da costa de África é algo com que os meteorologistas sonham. Uma investigação levada a cabo por cientistas da Universidade de Stanford (Califórnia, E.U.A.) sugere que previsões semelhantes poderão ser um dia possíveis não na Terra, mas no Sol.
“Conseguimos detetar manchas solares antes destas se tornarem visíveis na superfície do Sol”, afirma Stathis Ilonidis, estudante de doutoramento da Universidade de Stanford. “Isto pode levar a avanços significativos no campo da climatologia espacial”.
As manchas solares podem ser as percursoras das tempestades solares.
São visíveis no ótico, como manchas escuras no disco solar, e são o
ponto de partida de flares explosivas e de ejeções de matéria coronal,
que podem atingir o nosso planeta, que se encontra a cerca de 150
milhões de quilómetros de distância.
Há mais de 400 anos que os
astrónomos estudam manchas solares, e as suas características principais
são conhecidas: as manchas solares são ilhas magnéticas, da dimensão de
planetas, que "flutuam" no plasma solar. Embora alguns
detalhes ainda sejam debatidos, os investigadores, na generalidade,
concordam que as manchas solares surgem no interior do Sol devido a
ações relacionadas com o dínamo solar . Daí são levadas até à superfície
do Sol por flutuação magnética - a emersão de uma mancha solar até à
superfície do Sol é semelhante a um submarino a emergir das profundezas
do oceano.
Na edição de 19 de agosto da revista científica Science,
Ilonidis e os seus colaboradores Junwei Zhao e Alexander Kosovichev
anunciam que conseguem ‘ver’ algumas manchas solares enquanto elas ainda
se encontram submergidas. A técnica de análise que eles usam
chama-se “heliossismologia de tempo-distância”, e é semelhante à
abordagem usada para estudar terramotos. Tal como as ondas sísmicas
viajam através do interior da Terra e revelam o que existe abaixo da
superfície do nosso planeta, as ondas acústicas que existem no Sol,
propagam-se até à superfície da nossa estrela e revelam o que se passa
no interior do Sol. E ondas acústicas existem em abundância no Sol. “Não conseguimos realmente ouvir estes sons, mas conseguimos ver as vibrações que fazem na superfície do Sol”, afirma Ilonidis.
Instrumentos dos observatórios espaciais SoHO (NASA & ESA) e SDO
(NASA) monotorizam em permanência a atividade acústica do Sol. As
manchas estelares submergidas têm um efeito detetável nas ondas
acústicas solares: as ondas acústicas atravessam mais rapidamente uma
mancha solar do que o plasma circundante. Uma grande mancha solar pode
"avançar" uma onda acústica 12 a 16 segundos. “Ao medir estas diferenças de tempo, podemos encontrar uma mancha solar escondida”.
Ilonidis afirma que esta técnica parece ser mais sensível para manchas
localizadas a cerca de 60 000 quilómetros da superfície do Sol. A equipa
não sabe ainda porque esta parece ser a “distância mágica”, mas é uma
"boa" distância porque significa que se consegue detetar a mancha dois
dias antes desta atingir a superfície.
“Esta é a primeira vez que alguém consegue apontar para uma região do Sol e dizer, ‘uma mancha solar vai aparecer aqui’”,
afirma o Professor Phil Scherrer do Departamento de Física da
Universidade de Stanford, supervisor da tese de doutoramento de
Ilonidis. “É um grande avanço”. No entanto, Ilonidis lembra que “Há
limites a esta técnica. Podemos prever o aparecimento de uma mancha
solar, mas não podemos ainda prever se uma mancha solar em particular
vai ou não produzir uma flare na direção da Terra”.
Até agora a equipa detetou cinco manchas solares - quatro com a ajuda do SoHO e uma com o SDO. Destas, duas produziram flares de classe X
- as mais intensas explosões solares. Os cientistas acreditam que esta
nova técnica irá trazer contribuições muitos positivas para as previsões
do clima espacial e que em breve, com alguns melhoramentos, o algoritmo
em que trabalham permitirá a deteção rotineira de manchas solares
escondidas.
Publicado em: 1 Abr 2008
Atualizado em: 25 Jul 2008
Autor(es): Alexander G. Kosovichev / SOHOInstituição: ESA / NASA / Stanford UniversityResumo:
Você já se perguntou como o Sol soaria se
você pudesse ouvi-lo? Ele está a 150.000.000 km de distância, rodeado
pelo vácuo do espaço, onde o som não se propaga. Mas, com os
instrumentos adequados, cientistas podem "ouvir" pulsações do Sol. O Sol inteiro vibra com um complexo padrão de ondas acústicas, como um sino.
Se os seus olhos fossem suficientemente aguçados, você poderia ver a
superfície de um sino movimentando-se em padrões complexos, conforme as
ondas refletissem em sua estrutura. De
forma semelhante, os astrônomos na Universidade de Stanford registram
ondas de pressão no Sol, monitorando cuidadosamente os movimentos em sua
superfície. Para isso, eles usam um instrumento chamado Michelson
Doppler Imager (MDI), instalado na sonda espacial SOHO, que circunda o Sol a 1.600.000 km da Terra. A
ondas sonoras do Sol têm freqüências muito baixas para serem percebidas
pelo ouvido humano. Para poder ouvi-las, os cientistas aumentam sua
velocidade em 42.000 vezes – compactando 40 dias de vibrações em poucos
segundos. O que você vai ouvir é apenas uma dentre as mais de 10 milhões
de ressonâncias que ecoam no Sol.
Adaptado de http://solar-center.stanford.edu/singing/singing.html
Courtesy of SOHO/(instrument name) consortium. SOHO is a project of international cooperation between ESA and NASA.
Scientists Decode the Song of the Sun
O sol emite mais do que apenas o calor e a luz. Um astrônomo pensa que faz música, também.
Daqui
na Terra a grande bola de fogo no céu parece ser perfeitamente redonda.
Mas um estudo mais minucioso revela tempestades e erupções gigantes
gasosas que cobrem a superfície do sol. Agora um cientista descobriu uma
maneira de traduzir essas erupções em uma música estranhamente bonita.
As
erupções gigantes encontram-se na camada externa do Sol, uma região
chamada coroa solar. É a camada mais misteriosa e menos compreendida da
atmosfera do Sol. Novos satélites, como Espaciais da NASA Dynamics
Observatory tem gravado imagens de alta resolução do mesmo, mostrando
sem precedentes em detalhe as grandes formas de estruturas magnéticas
conhecidas como loops coronais que enchem a corona.
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Vídeo Solar espetacular e sons
do Sol
Novo
vídeo lançado pela NASA a partir do Dynamics Solar Observatory (SDO),
que foi lançado Fevereiro 11, 2010. A Assembléia de imagem Atmospheric
(AIA) leva essas imagens em 8 diferentes comprimentos de onda (dos 10
comprimentos de onda disponíveis) a cada 10 segundos. NASA SOHO sons
gravados do sol acrescentou.
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